O nome do gênero deriva das palavras do grego antigo φανεφός ("distinto") e χαίτη ("cabelo").
Descrição
As espécies de Phanerochaete possuem basidiocarpos membranáceos e corticioides. O sistema hifal é monomítico, com hifas generativas de septos simples; fíbulas simples ou múltiplas podem estar presentes no subículo. Os basídios (células portadoras de esporos) são clavados e lisos. Os basidiósporos do gênero têm paredes finas, são inamiloidais, hialinos e apresentam forma cilíndrica a elipsoide. As espécies de Phanerochaete causam podridão branca tanto em coníferas quanto em árvores com madeira de lei.
Química
Phanerochaete inclui fungos de podridão branca capazes de degradar o polímero lenhoso lignina até dióxido de carbono. Isso é conseguido, em parte, por peroxidase de lignina[en] e peroxidase de manganês[en]. Essas peroxidases também conseguem mediar a oxidação de uma ampla variedade de poluentes orgânicos. O genoma de P. chrysosporium foi sequenciado e revela o potencial genético para produzir mais de 100 mono-oxigenases do citocromo P450. Fungos de podridão branca têm sido utilizados em esforços de biorremediação para degradar substâncias químicas potencialmente nocivas no solo e na água. Por exemplo, a resina fenol-formaldeído é degradada por P. chrysosporium, enquanto P. sordida degrada o pesticida neonicotinoideclotianidina.
Espécies
Até março de 2025, o Index Fungorum aceitava 101 espécies de Phanerochaete:
Phanerochaete aculeata Hallenb. (1978)
Phanerochaete affinis (Burt) Parmasto (1968)
Phanerochaete alba Sang H.Lin & Z.C.Chen (1990) – Taiwan
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