| Plaid | |
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| Informações gerais | |
| Gêneros | Música eletrónica, IDM, techno |
| Período em atividade | 1991–presente |
| Gravadoras | Warp, Black Dog Productions |
| Afiliação | The Black Dog |
| Integrantes | Andy Turner Ed Handley |
| Página oficial | plaidmusic |
Plaid é um duo inglês de música eletrónica formado por Ed Handley e Andy Turner, que gravam com esse nome desde 1991. Antes disso, ambos integraram, com Ken Downie, o grupo The Black Dog. Ligado à editora Warp desde 1993, o duo colaborou com Björk, Nicolette [en] e Mara Carlyle [en] e compôs as bandas sonoras de filmes do realizador Michael Arias [en], como Tekkonkinkreet.
Handley e Turner tornaram-se amigos na adolescência, numa aldeia perto de Ipswich, ligados pelo gosto comum pelo hip hop. Por volta de 1987 ambos se mudaram para Londres; Handley respondeu a um anúncio de Ken Downie no NME, que procurava alguém com quem fazer acid house, e com Downie formaram o trio The Black Dog. O primeiro álbum como Plaid, Mbuki Mvuki (1991), foi editado pelos próprios, através da Black Dog Productions, numa altura em que continuavam a fazer parte do grupo. A Warp interessou-se por esse disco e o duo assinou pela editora em 1993. Bytes, o primeiro álbum que fizeram para a Warp, saiu sob o nome Black Dog Productions, com pseudónimos, e incluía duas faixas dos Plaid. No início e em meados da década de 1990 o duo esteve associado ao movimento Artificial Intelligence, ao lado de outros artistas da Warp como Autechre e Aphex Twin.
Em 1995 Handley e Turner deixaram The Black Dog para se dedicarem aos Plaid. Em 1996 foram convidados por Björk para a acompanhar em digressão, incluindo concertos na Ásia; segundo Turner, eram pagos como músicos de apoio da cantora e faziam ocasionalmente a primeira parte, e foi o seu primeiro trabalho a tempo inteiro como músicos. A Resident Advisor descreve esta participação como a primeira parte da digressão asiática de Björk. Seguiu-se Not for Threes (1997), o primeiro álbum dos Plaid na Warp, com vozes de Björk (em «Lilith»), Mara Carlyle e Nicolette. O duo remisturou também várias canções de Björk, entre as quais «Big Time Sensuality» e «Cover Me». Pela Warp editaram ainda Rest Proof Clockwork (1999), Double Figure (2001) e Spokes (2003).
Em julho de 2006 saiu pela Warp Greedy Baby, projeto audiovisual com o artista visual Bob Jaroc, que criou um vídeo para cada faixa; o álbum era acompanhado de um DVD com som surround 5.1. Também em 2006 os Plaid compuseram a sua primeira banda sonora, para Tekkonkinkreet, filme de animação de Michael Arias produzido pelo Studio 4°C; o disco foi editado pela japonesa Aniplex. Arias, que tinha visto o duo ao vivo em Nova Iorque, contactou-o através da Warp, e voltou a trabalhar com ele em Heaven's Door, cuja banda sonora foi editada em 2009.
Scintilli, editado pela Warp em setembro de 2011, foi o primeiro álbum propriamente dito do duo desde Spokes. Seguiram-se Reachy Prints (2014), The Digging Remedy (2016), com flauta e guitarra de Benet Walsh, e Polymer (2019). O 11.º álbum de estúdio, Feorm Falorx, saiu pela Warp em novembro de 2022; a capa e as fotografias promocionais foram criadas com ferramentas de inteligência artificial.
Entre outros projetos, os Plaid compuseram música para a orquestra robótica Felix's Machines, de Felix Thorn, e para um nível do jogo LittleBigPlanet 3 [en], e remisturaram temas de Goldfrapp e Herbert.
Segundo a Resident Advisor, a música dos Plaid tem raízes no hip hop, no electro e no techno, house e acid norte-americanos, e as suas primeiras gravações recorriam a amostras ao estilo do hip hop, ao jazz e ao funk. Scintilli foi feito sobretudo com software, e o duo passou a atuar ao vivo com computadores e controladores em vez de equipamento analógico. A componente visual (capas, vídeos e projeções em palco) faz há muito parte do trabalho do grupo.