| Pretty Hate Machine | ||||
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| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 20 de Outubro de 1989 | |||
| Gravação | Right Track, Cleveland; Blackwing & Roundhouse, Londres; Unique, Nova York; Synchro Sound, Boston | |||
| Gênero | Industrial | |||
| Duração | 48 min 42 s | |||
| Gravadoras | TVT Records Rykodisc | |||
| Produção | Trent Reznor, Flood, Adrian Sherwood, Keith LeBlanc, John Fryer | |||
| Cronologia de Nine Inch Nails | ||||
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Pretty Hate Machine (ou Halo 2) é o álbum de estreia e o segundo lançamento oficial da banda Nine Inch Nails, lançado pela TVT Records em 20 de outubro de 1989. Desde 2011, o álbum é lançado pela Bicycle Music Company. Trent Reznor, vocalista da banda, cantou e tocou a maioria dos instrumentos, colaborando com alguns de seus mais idolatrados produtores: Flood, Keith LeBlanc, Adrian Sherwood e John Fryer, junto de outros contribuidores.
O álbum, cujo título original Industrial Nation não foi aceito pela gravadora, foi lançado em 20 de Outubro de 1989 e se tornou um sucesso de crítica e público. Recebeu divulgação nas rádios pelos singles "Down in It", "Head Like a Hole" e "Sin". O álbum também ganhou popularidade através das pessoas que indicavam o álbum e acabaram por desenvolver uma grande reputação no underground. Reznor rapidamente contratou uma banda para sair em turnê com The Jesus and Mary Chain, incluindo o guitarrista e futuro líder da banda Filter, Richard Patrick. Os shows ao vivo do Nine Inch Nails eram conhecidos por conter versões mais altas e agressivas das canções do álbum, e também pela destruição de instrumentos no fim do show. Reznor preferia usar os saltos de suas botas para arrancar as teclas dos teclados.
Apesar do sucesso do álbum e análises positivas dos críticos, Reznor entrou em conflito com a TVT pela divulgação do álbum e eventualmente assinou com a Interscope Records. Pretty Hate Machine foi certificado platina triplo pela RIAA, se tornando um dos primeiros lançamentos independentes a fazer isso, e foi incluído em várias listas de melhores álbuns dos anos 80. Em 2020, Rolling Stone colocou Pretty Hate Machine em número 453 em sua lista de "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos".
Foi feito um cover do álbum inteiro por um quarteto de cordas em 2005 como The String Quartet Tribute to Nine Inch Nails' Pretty Hate Machine, com arranjos por Eric Gorfain.
Pretty Hate Machine foi relançado pela Rykodisc Records em 22 de novembro de 2005 com pequenas mudanças no pacote. Reznor expressou interesse em criar uma versão "deluxe" com remasterização em surround sound e novos/raros remixes, similar ao relançamento de The Downward Spiral. Rykodisc gostou da ideia, mas não o suficiente para pagar Reznor para fazer.
Em 2024, a equipe da Loudwire o elegeu como melhor disco de hard rock de 1989.
"Não era tipo, 'Vamos ao estúdio e gravar o álbum lá.' Era tipo, 'Vamos tocar essas músicas de novo e de novo até ficarem certas e então ir até o estúdio e tentar manter uma sensação solta e improvisada.'"
—Trent Reznor
Trabalhando noites no Right Track Studio em Cleveland, Ohio como faz-tudo e zelador, Trent Reznor usava o estúdio em tempo ocioso para gravar e desenvolver suas próprias músicas. Tocando ele mesmo a maior parte dos teclados, máquinas de bateria, guitarras e samplers, ele gravou uma demo. O sequenciamento foi feito utilizando um Macintosh Plus. Reznor usou em maior parte um E-mu Emax, Prophet VS, Oberheim Xpander e um Minimoog como sintetizadores.
Juntando-se ao empresário John A. Malm, Jr. eles enviaram a demo para várias gravadoras, recebendo propostas sérias de muitas delas. Por fim, Reznor assinou contrato com a TVT Records que, até aquela época, eram conhecidos basicamente por lançarem álbuns de jingles da televisão. Semelhante à sua demo, Reznor gravou Pretty Hate Machine sem uma banda convencional. Em 1991, quando o álbum tinha apenas dois anos de idade, ele falou que "muito do álbum soa imaturo para mim agora", e "Primeiramente era totalmente ruim. Fiquei completamente afastado. Não conseguia funcionar bem na sociedade. E o LP virou um produto disso. É bem em baixa escala, introvertido, claustrofóbico – essa a sensação que eu busquei."
Reznor discutiu sobre a gravação e turnê de Pretty Hate Machine na edição de abril de 1990 da Keyboard. Ele usou um E-mu Emax pois produzia um som zumbido agudo transpondo sons para baixo. Primeiras tomadas de vocais e guitarra foram usados como contraste aos sons de baixo e batida quantizada. Reznor detestava os sons de fábrica do Emax mas não havia transferido nada do seu antigo Emulador, e utilizou gravações da sua coleção de álbuns para os sons de bateria. Ele inicialmente esperava usar sons de baterias de verdade para gravar o álbum, mas no final ele e os produtores meramente equalizaram suas gravações de bateria. Durante a gravação, Reznor tentou se limitar à apenas duas tomadas de vocais, desejando que qualquer infecção resultante iria "expressar um tipo de vulnerabilidade - a ideia que eu era uma pessoa tentando manter minha cabeça acima d'água, vivendo nessa máquina que estava indo para frente".
Desde que o álbum foi lançado, uma gravação não oficial conhecida como Purest Feeling apareceu. Este bootleg contem as demos originais para a maioria das faixas de Pretty Hate Machine, assim como algumas que não foram usadas ("Purest Feeling" e "Maybe Just Once").
"Não estava orgulhoso de várias coisas que estava dizendo, mas eu disse a mim mesmo, 'Bem, ninguém vai ouvir essas coisas de qualquer jeito.' ... O álbum é honesto e é dai que seu poder vem."
—Trent Reznor
Ao contrário das músicas industriais contemporâneas de Nine Inch Nails, Pretty Hate Machine demonstra riffs cativantes e estruturas de verso-refrão ao invés de batidas repetitivas. As letras de Reznor expressam angústia adolescente e sentimentos de traição por amantes, sociedade, ou Deus. Temas de desespero são contrasteados por sentimentos amorosos. Tom Breihan, um escritor da Pitchfork, categorizou o álbum como um álbum synth-pop moldado pelo "período nascente new wave em vez de seus estilos subsequentes." De acordo com Breihan, as batidas eram musculares, mas não no estilo do metal ou pós-punk, e que a faixa mais inspirada no rock era "Head Like a Hole".[carece de fontes]
Jornalista Jon Pareles descreveu o álbum como "electro-rock ou rock industrial, utilizando máquinas de ritmo, riffs de sintetizador computadorizados e sons obviamente processados ao detalhe, e geralmente denunciam, um mundo artificial." Tom Popson do Chicago Tribune o chamou de um álbum de dança parcialmente caracterizado pelo som agressivo de música de dança industrial: "O álbum que combina eletrônica e guitarra de Reznor também carrega um elemento technopop que talvez lembre alguns de Depeche Mode. Coisas ocasionalmente se tornam mais suaves ao som de atmosferas melancólicas, enquanto os vocais de Reznor variam de sussurros a gritos." A revista Option também caracterizou o som de Reznor como "ruído de dança industrial", referindo as músicas "Head Like a Hole" e "Terrible Lie" como "techno", mas descreveu os vocais "roucos e nervosos" como um David Lee Roth com "intenções punk". Billboard classificou Pretty Hate Machine como "DOR...com toque industrial", dizendo que "NIN faz um arco estelar que vale a pena investigar." Spin descreveu o álbum como "música de dança onde a tecnologia reina e insinuações sexuais são abundantes", adicionando que, "O homem-orquestra Trent Reznor parece uma versão acessível de Front 242, um Nitzer Ebb inteligente ou um Depeche Mode emitindo gritos primais." Retrospectivamente, AJ Ramirez da PopMatters considerou o álbum como "um disco de dança industrial dominado por sintetizadores que ocasionalmente desliza sob o pretexto de rock alternativo."
Reznor humoristicamente descreveu Pretty Hate Machine como o "álbum alternativo para todos os fins," comentando que "se você quer saltar do palco ao som dele, você pode, mas se você for um grande fã de Depeche Mode, você pode conseguir o que precisa dele também." Reznor ainda declarou que: "Eu gosto de música eletrônica, mas eu gosto que tenha um pouco de agressão. Aquela 'primeira onda' de música electro – Human League e Devo – é o jeito mais fácil de usá-la. Conseguir colocar humanidade e agressão de um jeito legal, essa a coisa ... Pretty Hate Machine é um álbum que você pode ouvir e obter mais com ele toda vez. Para mim, algo como Front 242 é o oposto, ótimo no início mas, após 10 escutadas, acabou." Reznor adicionalmente citou que Black Celebration, álbum de 1986 da banda Depeche Mode foi influente, declarando que "DM era uma de nossas bandas favoritas e o álbum Black Celebration elevou o meu amor por eles a outro nível." Em um comentário sobre o álbum, Tom Hull falou que a "noção de industrial de Reznor é mais próximo da nova onda de New Order, mas com um brilho metálico mais duro e atitude mais distópica."
A capa foi feita por Gary Talpas, uma foto de pás de uma turbina esticadas verticalmente para criar a ilusão de uma caixa torácica. Para o relançamento de 2010, o artista visual Rob Sheridan foi designado para modernizar a capa por Reznor para remover a estética forte neon do fim dos anos 80. Infelizmente, Sheridan não conseguiu encontrar a arte original, considerada perdida para sempre. Como solução, ele teve que recriar a capa escaneando a capa original e pintando digitalmente a imagem em resolução alta. A fotografia da banda foi feita por Jeffrey Silverthorne; sua técnica de mergulhar modelos em amido de milho para criar uma palidez "semelhante à um cadáver" inspirou Nine Inch Nails a fazer o mesmo em suas performances ao vivo.

Reznor rapidamente formou uma banda, contratando o guitarra Richard Patrick, que iria eventualmente formar a banda Filter. A banda ao vivo começou a Pretty Hate Machine Tour Series, onde fizeram uma turnê pela América do Norte como um ato de abertura para artistas de rock alternativo como Peter Murphy e The Jesus and Mary Chain.
"Eu tinha uma ideia geral quando estava escrevendo as coisas que achei que seriam legais, ao vivo. Tem um elemento agressivo nelas, e você também recebe uma opinião imediata da audiência."
—Trent Reznor, 1991.
As performances ao vivo de Nine Inch Nails eram conhecidas na época por serem versões mais altas e agressivas das músicas de estúdio. Em certo momento, Reznor começou a destruir seus instrumentos no palco (Reznor preferia usar o calcanhar de suas botas para arrancar as teclas de teclados baratos, como o Yamaha DX7);[carece de fontes]
Nine Inch Nails foi então embarcar em um tour Norte Americano que continou pelo primeiro festival Lollapalooza em 1991 e culminou em um slot de abertura para apoiar a banda Guns N' Roses em seu tour Europeu.
Todas as faixas escritas por Trent Reznor
| N.º | Título | Duração |
|---|---|---|
| 1. | "Head Like a Hole" | 4:59 |
| 2. | "Terrible Lie" | 4:38 |
| 3. | "Down in It" | 3:46 |
| 4. | "Sanctified" | 5:48 |
| 5. | "Something I Can Never Have" | 5:54 |
| 6. | "Kinda I Want To" | 4:33 |
| 7. | "Sin" | 4:06 |
| 8. | "That's What I Get" | 4:30 |
| 9. | "The Only Time" | 4:47 |
| 10. | "Ringfinger" | 5:40 |
| Duração total: | 48:42 | |
| Ano | Título | Parada | Posição |
|---|---|---|---|
| 1990 | Pretty Hate Machine | Billboard 200 | 75 |
| Ano | Título | Parada | Posição |
|---|---|---|---|
| 1989 | "Down in It" | Hot Dance Music/Club Play | 16 |
| 1989 | "Down in It" | Hot Dance Music/Maxi-Singles Sales | 20 |
| 1989 | "Down in It" | Modern Rock Tracks | 16 |
| 1990 | "Head Like a Hole" | Hot Dance Music/Club Play | 17 |
| 1990 | "Head Like a Hole" | Hot Dance Music/Maxi-Singles Sales | 34 |
| 1990 | "Head Like a Hole" | Modern Rock Tracks | 28 |
| 1990 | "Sin" | Hot Dance Music/Club Play | 10 |
| 1990 | "Sin" | Hot Dance Music/Maxi-Singles Sales | 13 |