Princess of Power (estilizado em letras maiúsculas) é o sexto álbum de estúdio da cantora e compositora galesa Marina. Foi lançado de forma independente em 6 de junho de 2025, sendo distribuído pela BMG Rights Management. Marina escreveu e coproduziu o álbum com o produtor americano CJ Baran. Musicalmente, é um álbum derivado de gêneros como dance-pop e synth-pop, influenciado pelo maximalismo renovado e emocional, com suas letras explorando temas como empoderamento, feminismo, liberdade sexual e tragédia.
Anunciado em abril de 2025, Princess of Power marca seu primeiro álbum independente desde seus dois extended plays Mermaid vs Sailor (2007) e Froot Acoustic (2015). O motivo foi o fim do seu contrato de quatorze anos com a Atlantic Records após seu quinto álbum de estúdio, Ancient Dreams in a Modern Land (2021), com Marina agora liderando seu próprio selo independente. A cantora logo parou de compor músicas e deu uma atualização sobre sua saúde em 2023, mas sabia que isso não impediria sua criatividade. Retornando, ela publicou sua coleção de poesias intitulada Eat the World: A Collection of Poems (2024), onde se concentrou principalmente em sua juventude e relacionamentos. O livro mostrou sua contribuição para o álbum quando ela começou a ouvir artistas famosos da música pop dos anos 1970 e 2000. Isso inspirou sua produção, caracterizada por arranjos otimistas de sintetizadores, acompanhados por uma orquestra melódica da seção de cordas.
Após seu lançamento, Princess of Power foi recebido com elogios da crítica especializada, que destacaram sua produção e lirismo em estilo Eurodisco, comparando-o com seus trabalhos anteriores. Comercialmente, o álbum estreou na sétima posição na parada de álbuns do Reino Unido, enquanto alcançou o top vinte na Áustria, Alemanha, Holanda e Suíça.
O álbum foi precedido pelo lançamento de três singles: "Butterfly", "Cupid's Girl", ambos aparecendo na parada de downloads de singles e vendas de singles do Reino Unido, e "Cuntissimo", lançado juntamente com o anúncio do álbum. "I <3 You" também recebeu um videoclipe, que coincidiu com o lançamento do álbum. Para promover ainda mais o disco, Marina embarcou na The Princess of Power Tour, sua sexta turnê composta por 29 shows, realizados entre setembro a novembro de 2025 em cidades da América do Norte, com aparições adicionais na América do Sul e Europa. Uma edição deluxe do álbum foi lançada no dia 24 de outubro de 2025, contendo quatro faixas adicionais e um remix com a participação da cantora britânica Absolutely.
Desenvolvimento e produção
Marina se apresentando durante a turnê Ancient Dreams in a Modern Land em março de 2022.
Após o lançamento do seu quinto álbum de estúdio Ancient Dreams in a Modern Land, em junho de 2021, o disco recebeu críticas geralmente positivas dos críticos musicais. Em divulgação ao álbum, Marina anunciou e embarcou em sua turnê de mesmo nome que teve início em 2 de fevereiro de 2022. Durante a turnê, ela relançou seu segundo álbum de estúdio, Electra Heart (2012), como uma versão expandida em comemoração ao seu décimo aniversário. Em 22 de maio de 2022, durante sua apresentação na O2 Academy Brixton, em Londres, Marina revelou que encerraria seu contrato de quatorze anos com a Atlantic Records. No mesmo ano, em novembro, ela publicou uma imagem em sua conta no X (antigo Twitter) assinando um documento "para e em nome de" sua recém-criada gravadora independente, Queenie Records LLC.
Ao longo do ano seguinte, não houve novidades até que Marina deu uma atualização relacionada à sua saúde: ela foi diagnosticada com encefalomielite miálgica (EM). Antes de saber a causa de sua saúde precária, Marina explicou que havia experimentado vários sintomas relacionados à condição ao longo de sete anos, durante os quais ela dependia de "adrenalina e força de vontade para superar cada dia". Ela afirmou ainda que, embora priorizar a cura "exigisse muita energia e atenção", era necessário para "voltar à [sua] vida criativa novamente".
No ano seguinte, Marina revelou que estava trabalhando em um novo material, o que a levou a anunciar seu primeiro livro de poesia intitulado Eat the World: A Collection of Poems (2024), com lançamento previsto para outubro. Ela também revelou em uma entrevista à Rolling Stone em 2 de abril de 2024 que havia começado a compor novas músicas seis meses antes, mas ainda não estava muito adiantada no processo. Após sua apresentação como ato de abertura em apoio à cantora australiana Kylie Minogue em um show único no festival BST Hyde Park, em Londres, Marina logo confirmou à Attitude, em 15 de julho, que seu próximo álbum estaria previsto para ser lançado em 2025. No mesmo mês, à Variety informou que a artista havia assinado com a Volara Management.
Composição
Temas e influências na composição
Em uma entrevista ao Plastik, Marina refletiu sobre seus álbuns de estúdio anteriores, comentando sobre as mudanças estéticas e composicionais significativas ao longo de sua carreira. Quando questionada se ela consideraria criar outro alter ego, ela respondeu: "Meu próximo disco é muito divertido e tem um conceito baseado em personagens, mas não da mesma forma que Electra Heart." Além disso, Marina esclareceu que achava muito limitante incorporar constantemente uma única persona, acrescentando: "Gosto de liberdade e experiência. Esta próxima era é muito divertida. Tem uma energia especial."
"Estamos conhecendo uma Marina que não guarda mais tanto seu coração, [e] tem se sentido tão livre que [...] eu realmente mergulhei no meu medo do amor. É uma atitude corajosa, principalmente se você já foi magoado no passado. Pode ser muito difícil se reprogramar, e finalmente consegui fazer isso."
—Diamandis, explicando à Rolling Stone como sua autoidentidade afetou seu processo criativo.
Antes do lançamento, Marina conversou com a Pride sobre como o disco foi inspirado ao ouvir artistas famosos da música pop dos anos 1970 e 2000, como Madonna, Kylie Minogue e o grupo sueco ABBA. Isso fez com que Marina recuperasse seu processo criativo, o que a levou a escrever o álbum "emotivo" e caracterizá-lo como "brilhante" e "dramático". Ela elaborou mais com o The Washington Post que o álbum não se constitui em um "disco muito político, [mas] aborda o que o poder significa, [...] especialmente para um músico navegando no mundo do pop obcecado pela juventude". Marina também mencionou que o álbum é um "benefício para as mulheres, em vez de uma perda" e que ela nos traz uma energia plena de euforia e empoderamento conforme cada música avança.
Musicalmente, Princess of Power foi descrito como um álbum de synth e dance-pop, que contém um total de treze faixas cheias de baladas teatrais que se expandem em um projeto visual.
Conteúdo e estrutura musical
O tema que abre e dá título ao álbum é "Princess of Power", no qual a artista se reintroduz em "um refrão triunfante" confrontando suas falhas e evolução ("Presa em uma geração sem amor / Pronta para passar por uma transformação"), o que causou uma grande mudança interna sendo uma "declaração de intenções". "Butterfly", a faixa seguinte e primeiro single, se transforma em uma canção chamber pop com influência do house music, que mais tarde é identificada como "um hino para as pistas de dança depois do expediente". O lirismo do álbum encontra Marina explorando o renascimento espiritual e o crescimento pessoal, que faz referência cruzada ao seu processo biológico de metamorfose para o inseto de mesmo nome. A terceira obra, "Cuntissimo", foi descrita como uma faixa melódica de electropop e techno-pop sonhadora que se inspira em várias mulheres que personificam força e independência enquanto "aproveitam suas vidas sem julgamentos". Marina reflete que o tema central da música é o prazer, pois ela acredita que as mulheres foram privadas dele devido às pressões patriarcais e agora se opõe às restrições sociais.
"Cupid's Girl", a quinta faixa, é uma música synthpop forte e poderosa, com poucos elementos, destacando o new rave e o dark wave. Esta composição começa com comentários baseados em romance lúdico ou sedutor, que demonstram "a autoconsciência e o anseio [de Marina], cantando sobre as complexidades do amor com humor e profundidade". A sexta canção, "Metallic Stallion", tinha um significado oposto, que mergulhava em uma pessoa questionando sua intimidade com o outro.
Princess of Power termina com "Final Boss", trazendo sua natureza lúdica aos jogos clássicos, principalmente em referência ao notório chefe final. A música sinaliza o final ("Acho que ganhei de você no seu próprio jogo") com um final cômico questionando se alguém venceu ou perdeu ("Fim de jogo").
Direção estética
Ao se apresentar em festivais de música como o Coachella e o Governors Ball nos Estados Unidos, Marina manteve uma imagem coesa, frequentemente desenhando uma estrela de cinco pontas na bochecha, lembrando sua personagem anterior, Electra Heart. Notavelmente, ela usava um espartilho xadrez rosa-borboleta combinado com uma minissaia de tafetá de Erik Charlotte, uma peruca loira platinada cacheada, e um par de saltos altos estilo bailarina.
"Butterfly" foi mostrada como uma reminiscência da cantora americana Madonna e apresentando vários espaços liminares. O vídeo musical se inicia com um quarto escuro onde Marina estava usando uma roupa que lembrava o espartilho rosa com sutiã cônico de Jean-Paul Gaultier usado por Madonna. Logo ela dançava e cantava em várias salas de "estilo vintage".
Promoção e lançamento
O álbum de estúdio foi precedido pelo lançamento de três singles e dois videoclipes. Foi relatado que a cantora começou a distribuir sacolas de presentes em janeiro de 2025, contendo lagartas vivas com instruções de cuidados sobre como criá-las. Essa "campanha imersiva" culminou em seu primeiro single intitulado "Butterfly", lançado de forma independente em 21 de fevereiro de 2025. Seu videoclipe de acompanhamento foi lançado no mesmo dia, sendo dirigido por Aerin Moreno. O video mostra Marina dançando e cantando através de vários espaços liminares. Comercialmente, a canção não causou impacto nas paradas musicais, mas apareceu no top 50 na parada de downloads de singles e na parada de vendas de singles do Reino Unido e no top 20 na parada Hot Singles da Nova Zelândia por suas transmissões rápidas e veiculação nas rádios.
"Cupid's Girl" foi lançado como segundo single em 21 de março de 2025, junto com um visualizer dirigido por Logan Rice. No visualizer, Marina é vista trajando uma saia amarela e um top espartilho azul, mirando um arco e flecha. O lirismo da canção faz referência a Cupido, antigo deus greco-romano do amor. A faixa recebeu críticas mistas, com o The Harvard Crimson descrevendo-a como cativante, mas "fraca", deixando seu público "querendo um pouco mais da profundidade emocional fornecida pelas músicas anteriores de sua discografia". Comercialmente, a música só figurou nas paradas de downloads de singles e na de vendas de singles do Reino Unido.
"Cuntissimo" foi lançado como terceiro single em 10 de abril de 2024. Seu videoclipe de acompanhamento foi lançado no dia seguinte, sendo dirigido por Olivia de Camps. A revista V descreveu a música como uma "balada exagerada em defesa da autonomia feminina [com] toques de melodias da era vitoriana". Na música, Marina menciona a atriz mexicana-americana Salma Hayek ("Salma Hayek sob o Sol"), o que lhe chamou a atenção. Hayek respondeu rapidamente em uma mensagem de vídeo, animada e agradecendo "por [ter] meu nome em uma música tão incrível!" Isso resultou no anúncio de seu sexto álbum, Princess of Power, incluindo sua capa e data de lançamento para 6 de junho, sendo disponibilizado para pré-encomenda em seu site e em diferentes serviços de streaming. Todas as três músicas lançadas foram posteriormente apresentadas ao vivo no mesmo dia no festival de música Coachella 2025, tornando suas primeiras apresentações ao vivo do ano. Pouco depois, Marina revelou sua lista completa de faixas em suas redes sociais, composta por treze músicas, em 22 de abril.
Princess of Power foi lançado de forma independente em 6 de junho de 2025; estava disponível mundialmente em formatos físicos e variantes de discos de vinil através de sua loja virtual, além dos formatos digitais, como download digital e streaming online. Este foi o primeiro álbum de estúdio autolançado por Marina desde seu extended play acústico Froot (2015). Um videoclipe para "I <3 You" foi lançado no mesmo dia. Três dias depois, Marina revelou sua próxima turnê, The Princess of Power Tour, com início previsto para este ano, de setembro a novembro, visitando arenas na América do Norte. A turnê contará com o apoio da cantora australiana Mallrat e da dupla americana de hip-hop Coco e Clair Clair.
Princess of Power recebeu elogios da crítica musical após seu lançamento. No site agregador de críticas Metacritic, que atribui uma classificação normalizada de até 100 pontos para resenhas de publicações profissionais, o álbum recebeu uma pontuação média de 74 pontos de aprovação, com base em cinco avaliações, indicando "avaliações geralmente favoráveis".
Jem Aswad, da Variety, elogiou o álbum como uma "redefinição e revitalização", sendo definido por seus "ritmos eletrônicos deliciosamente pulsantes [...] e letras picantes". Com outras artistas tendo suas carreiras "se estabilizando", Aswad sugeriu que, enquanto a maioria dos artistas da mesma idade veem suas carreiras "se estabilizando", este álbum mostra que "a [carreira] de Marina está finalmente começando de verdade". Liam Hess, da Vogue, descreveu o álbum como uma "nova sensação de liberdade e propósito", já que Marina é uma artista independente. Ele também viu seu "verdadeiro retorno à forma do provocador mais brincalhão da música pop", destacando seu "espírito travesso" e "o senso palpável de alegria e autocontrole". Escrevendo para a Pitchfork, Jaeden Pinder fez uma crítica um tanto mista, reconhecendo o retorno de temas feministas, observando a semelhança com Electra Heart, mas sendo um álbum disco-pop maximalista. Pinder sentiu que cada faixa "saía de uma esteira rolante", com a composição caindo em um "clichê infantil".
Princess of Power estreou na sétima posição na parada de álbuns oficiais do Reino Unido, consideravelmente acima de seu álbum de estúdio anterior, que chegou à décima sétima posição. Também marcou seu primeiro álbum a estrear em terceiro lugar na parada de álbuns independentes. Foi moderadamente bem-sucedido em toda a Europa, alcançando o top vinte na Áustria, Alemanha, Holanda, e Suíça.
Nos Estados Unidos, Princess of Power estreou na posição quarenta e dois da tabela Billboard 200 em 16 de junho de 2025, com aproximadamente 10 mil unidades vendidas em sua primeira semana. Também alcançou o segundo lugar na parada Dance/Electronic Albums.
↑Shannon Garner (26 de março de 2025). «Marina – "Cupid's Girl"». Euphoria. (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2025. Arquivado do original em 1 de abril de 2025
↑Anissa Sanches (10 de junho de 2025). «Marina – Princess of Power». Euphoria. (em inglês). Consultado em 21 de julho de 2025. Arquivado do original em 1 de abril de 2025
↑Thomas H. Green (8 de junho de 2025). «Album: Marina – Princess of Power» (em inglês). Reino Unido: The Arts Desk. Consultado em 24 de outubro de 2025. Arquivado do original em 8 de junho de 2025
↑Formatos de lançamento de PRINCESS OF POWER por MARINA:
CD (padrão): «MARINA — PRINCESS OF POWER Standard CD». Marina Official Store (em inglês). Marina Official Merch. Consultado em 17 de abril de 2025. Arquivado do original em 16 de abril de 2025