| Hélder Prista Monteiro | |
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| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | Português |
| Ocupação | Escritor, médico pneumatologista e professor |
| Prêmios | Prémio Marcelino Mesquita da Sociedade Portuguesa de Escritores Médicos (1974, 1983) Prémio comemorativo do 60º aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores (1984); |
| Magnum opus | A Caixa; "O Mito" |
| Movimento estético | Teatro do absurdo |
Hélder Prista Monteiro (Lisboa, 1922 - Lisboa, 1 de Novembro de 1994) foi um médico especializado em cardiologia e pneumologia, e um escritor português.
Nasceu em Lisboa, no Bairro do Alto de Santo Amaro. Formou-se médico pneumologista mas consagrou a sua carreira literária ao teatro. Normalmente inserida no teatro do absurdo, sob a influência de Ionesco, Harold Pinter, Beckett, a obra de Prista Monteiro releva essencialmente de um implícito apelo à transformação social e das relações humanas, mostrando frequentemente como um simples objecto (uma bengala, um colete de xadrez, uma caixa de esmolas, uma chávena), desejado, ostentado ou perdido, pode ser a pedra-de-toque para pôr em causa o artificial equilíbrio social, lançando as personagens num processo de degradação que culminará numa trágica derrocada.
Numa harmonização entre conteúdo e forma, visível no desenho e evolução das personagens ou na perfeição da construção, a obra de Prista Monteiro tem como fulcro aquilo que Luzia Maria Martins chama o verdadeiro vanguardismo, isto é, a capacidade de renovação e experimentação, de peça para peça, ao nível dos recursos linguísticos, temáticos e compositivos.