A proteostase, ou homeostase proteica, é a rede vital de controlo de qualidade em mamíferos que regula o ciclo de vida completo de todas as proteínas nas células, desde o seu nascimento até à sua eliminação, para manter o organismo saudável. Funcionando como uma linha de montagem e reciclagem automatizada, este sistema coordena a produção correta de novas proteínas, a intervenção de moléculas assistentes — as chaperonas — que as dobram na sua forma tridimensional funcional, e o transporte rigoroso até ao destino final. Simultaneamente, a proteostase ativa o sistema da ubiquitina e proteassoma e a autofagia, duas equipas de limpeza essenciais que trituram e reciclam as proteínas velhas, deformadas ou exaustas. Quando o estresse celular ou o envelhecimento natural provocam o colapso desta vigilância, as proteínas defeituosas acumulam-se em agregados densos e tóxicos que asfixiam as células. Este colapso na gestão de resíduos biológicos é o gatilho central para o desenvolvimento de patologias graves, destacando-se as doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson, a diabetes e a insuficiência cardíaca.
