| Quintilo | |||||
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| Imperador Romano | |||||
| Reinado | abril a maio de 270 | ||||
| Predecessor | Cláudio Gótico | ||||
| Sucessor | Aureliano | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | desconhecido Sirmio, Panônia Inferior, Império Romano | ||||
| Morte | maio de 270 Aquileia, Itália, Império Romano | ||||
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Marco Aurélio Cláudio Quintilo (em latim: Marcus Aurelius Claudius Quintillus), (falecido em c. 270), era irmão de Cláudio Gótico e foi imperador romano durante um breve período no ano de 270. Pouco se sabe sobre a vida de Quintilo antes de sua ascensão ao trono. Sua data de nascimento é desconhecida, assim como informações seguras sobre sua origem, esposa ou eventuais filhos.Quintilo foi proclamado imperador pelo senado em 270, após a morte de Cláudio Gótico, que faleceu em razão de uma epidemia de peste .
Nascido provavelmente na região do Danúbio e de origem ilírica, foi proclamado imperador (270) logo após a morte de Cláudio Gótico, vítima de uma epidemia durante uma campanha contra os vândalos. Quintilo na ocasião estava em Aquileia e foi apoiado por seus próprios soldados e depois pelos senadores, que, juntamente com outras unidades do exército, temiam que Aureliano, comandante-em-chefe no Baixo Danúbio e candidato mais óbvio ao trono, cuja base de apoio era majoritariamente militar, não os tratasse com benevolência.
Segundo Eutrópio e a História Augusta, Cláudio Gótico recebeu honras divinas (a apoteose) após sua morte. Evidências numismáticas do período, como moedas com as inscrições ‘DIVO CLAVDIO’, associam esse processo ao breve governo de Quintilo. A partir da cunhagem de moedas em seu nome em Roma, Milão, Síscia e Cízico, é possível afirmar que ele desfrutou de relativa influência e que exerceu controle administrativo efetivo em partes significativas de algumas províncias, além disso, dedicou-se à conquista da lealdade das legiões do Danúbio, que resistiam à sua autoridade . Entretanto, em outras regiões, como a Síria, que na época estava sob controle de Zenóbia de Palmira e que apresentava intenções de separar-se do Império, exerceu pouca influência.
O governo de Quintilo foi curto e contestado, sendo rapidamente substituído por Aureliano, que em pouco tempo foi proclamado imperador por suas tropas em Sírmio após uma vitória sobre os godos (271-272). Aureliano declarava que Cláudio Gótico o havia designado sucessor, embora a História Augusta afirmasse que, na verdade, ele havia escolhido Quintilo. A falta de apoio militar de Quintilo e o fato de ele estar impossibilitado de adotar medidas para consolidar seu poder, uma vez que ainda se encontrava em Aquileia, enfraqueceu rapidamente sua posição . Diante do avanço político e militar de Aureliano, suas próprias tropas teriam desertado ou retirado seu apoio .
Não é possível dizer ao certo quanto tempo durou seu governo. O período varia de alguns dias (dezessete no entender de Eutrópio e Zonaras; dezenove, segundo a Historia Augusta), a alguns meses, de acordo com Zósimo. Já o compilador conhecido como “Cronógrafo de 354” fala em setenta e sete dias. As moedas, por outro lado, são suficientemente abundantes para supor que o reinado tenha durado por um tempo significativo, ao menos o necessário para este realizar suas cunhagens. Seu governo ocorreu em um momento crítico para o Império Romano, caracterizado pela fragmentação política e pela pressão de povos externos nas fronteiras . Esse período, conhecido como Crise do Século III, foi marcado pela rápida sucessão de imperadores e pela constante intervenção do exército na política imperial .
Autores como Eutrópio descrevem Quintilo como um governante moderado e de caráter respeitável. No entanto, tais avaliações podem refletir sua associação com Cláudio Gótico, posteriormente valorizado como figura importante na tradição imperial. Do ponto de vista histórico, Quintilo é geralmente visto como um imperador de transição, cuja incapacidade de garantir apoio militar suficiente levou à rápida ascensão de Aureliano, que restauraria a unidade do Império Romano .
O historiador do século IV Eutrópio relata que ele foi eleito pelos soldados e não fala na aprovação do senado. Zonaras, no século XII, infere que as fontes se contradiziam sobre a ascensão de Quintilo e Aureliano ao trono imperial: segundo uma versão, um grupo de militares "mais eruditos" de Cláudio Gótico elegeram Aureliano como imperador, mas não é possível dizer que ele tivesse sido imediatamente proclamado .
Quando Quintilo ascendeu ao trono, dirigiu-se diretamente a Aquileia, que utilizava como base para as suas forças defensivas do norte da península Itálica. Aureliano, antigo colaborador de Cláudio Gótico e igualmente aspirante ao trono, estava estacionado como comandante das tropas nas províncias balcânicas e teve que enfrentar as repetidas invasões das tribos germânicas que tentavam cruzar o Danúbio. Devido a uma vitória importante, foi proclamado imperador pelas suas tropas de Panónia e se pôs em marcha para destronar Quintilo .
As circunstâncias da morte de Quintilo (270) são incertas e variam conforme as fontes antigas. Segundo a História Augusta, ele teria cometido suicídio abrindo suas veias, enquanto outras tradições sugerem que ele pode ter sido assassinado . O final de seu governo possivelmente ocorreu entre março e abril de 270. Um papiro datado de 25 de maio indica que, por essa época, já se sabia no Egito que ele havia deixado de ser imperador.
| Precedido por Cláudio Gótico |
270 |
Sucedido por Aureliano |