Rede Sustentabilidade | |
|---|---|
| Sigla | REDE |
| Número eleitoral | 18 |
| Porta-vozes | Paulo Lamac Iaraci Dias |
| Fundação | 16 de fevereiro de 2013 (13 anos) |
| Registro | 22 de setembro de 2015 (11 anos) |
| Sede | Brasília, DF |
| Ideologia | Sustentabilismo Progressismo Democracia participativa Política verde Não-violência Terceira via Facção: Ecossocialismo |
| Espectro político | Centro-esquerda à esquerda |
| Ala de juventude | Juventude em Rede |
| Dividiu-se de | PSOL PSB PV PPS |
| Membros (2026) | 55.719 filiados |
| Afiliação nacional | Federação PSOL REDE |
| Governadores (2026) | 0 / 27 |
| Prefeitos (2024) | 4 / 5 569 |
| Senadores (2026) | 0 / 81 |
| Deputados federais (2026) | 3 / 513 |
| Deputados estaduais (2026) | 4 / 1 024 |
| Vereadores (2024) | 171 / 58 026 |
| Cores | Ciano Laranja Verde-azulado |
| Página oficial | |
| redesustentabilidade | |
A Rede Sustentabilidade (REDE) é um partido político brasileiro que se autodefine como "sustentabilista, progressista, humanista e ambientalista" e tem figuras que vão da centro-esquerda à esquerda socialista, sendo Marina Silva sua principal liderança.
Seu registro definitivo foi concedido em 22 de setembro de 2015, após o insucesso em sua primeira tentativa de registro como partido político, quando teve negado o direito a concorrer às eleições de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgou, em outubro de 2013, a inautenticidade das 496 mil assinaturas necessárias para sua oficialização.
No entanto, o grupo conquistou força política nas projeções do cenário político eleitoral de 2014, o que resultou em uma aliança estratégica com o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em janeiro de 2026 o partido possuía 55.719 filiados. Compõe a federação partidária PSOL REDE.
Desde sua criação, a Rede Sustentabilidade enfrentou desafios relacionados ao sistema eleitoral brasileiro e à sua organização interna. Após disputar as eleições presidenciais de 2018 e não superar a cláusula de desempenho então vigente, a legenda perdeu o acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita. Em 2022, o partido passou a integrar a federação partidária formada com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o que resultou na eleição de Marina Silva e Túlio Gadêlha para a Câmara dos Deputados e na recomposição do acesso ao fundo partidário. Posteriormente, o VI Congresso Nacional do partido realizado em 2025 foi marcado por disputas internas, denúncias de irregularidades, alterações estatutárias e questionamentos judiciais, gerando ampla cobertura política e repercussão interna na legenda.

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora, candidatou-se a presidente na eleição presidencial de 2010 pelo Partido Verde (PV). Ela recebeu 19,6 milhões de votos e ficou na terceira colocação. Em junho de 2011, Marina desfiliou-se do Partido Verde já com a intenção de criar um novo partido político. Em seu anúncio de despedida do partido, declarou: "A experiência no PV serviu para sentir até que ponto o sistema político brasileiro está empedernido e sem capacidade de abrir-se para sua própria renovação."
No início de novembro de 2011, Marina começou a consolidar seu projeto político para as eleições de 2012 e 2014. O Movimento por uma Nova Política, criado por Marina com o objetivo declarado de incentivar discussões sobre novas formas de fazer política, foi considerado um "embrião de um futuro partido" da ex-presidenciável. Oficialmente, Marina declarou que o movimento não tinha objetivo partidário nem eleitoral.
Nas eleições municipais de 2012, Marina declarou apoio a candidatos de diferentes partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em novembro daquele ano, o jornal O Globo publicou uma matéria afirmando que Marina estaria "sem rumo para 2014" e que estaria enfrentando dificuldades para a criação de seu novo partido. Ao ser questionada pelo O Globo quanto a criação de um novo partido, afirmou: "Isso está em discussão, as pessoas estão pressionando, mas tenho muita dúvida quanto a esse desfecho. Um partido não se faz só em função de eleição, e sim de um projeto, e só tem sentido se esse projeto estiver à altura dos desafios do século XXI."
O partido Rede Sustentabilidade foi fundado oficialmente em 16 de fevereiro de 2013, num encontro, batizado de Encontro Nacional da Rede Pró Partido, que aconteceu em Brasília. O evento contou com a participação da ex-senadora e vereadora de Maceió Heloísa Helena, dos deputados Alfredo Sirkis, Walter Feldman, Domingos Dutra, do vereador da cidade de São Paulo, Ricardo Young, do vereador ex-PCB, Nelson Souza e do Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco Sérgio Xavier, dentre outros.
O evento de fundação da Rede recebeu o slogan de "Rede Pró-Partido" e estiveram presentes cerca de 1,5 mil pessoas. Quando a Rede foi fundada, Marina já era anunciada como uma possível candidata pela Rede Sustentabilidade à presidência da República nas eleições de 2014.
Em uma entrevista ao programa Roda Viva, Marina negou que estava criando a Rede apenas para concorrer a presidência. Ela declarou que a disputa pela presidência seria apenas um possibilidade e que o registro definitivo dependia de uma "batalha jurídica".
O nome "Rede" foi escolhido através de sugestões feitas em fóruns da internet. Um pequeno grupo formado por apoiadores avaliaram as sugestões e escolheram a que consideravam o nome mais adequado. Segundo Marina Silva, "o nome que vamos registrar é Rede porque vamos ser uma rede que dialoga com diferentes setores da sociedade." Ainda de acordo com ela, a "rede" também representa que serão utilizados as redes tecnológicas, interpessoais e das instituições para transmitir as ideias do partido.

A Rede acreditava que até maio de 2013 seria possível alcançar as quinhentas mil assinaturas requeridas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que virasse oficialmente um partido e disputasse as eleições de 2014. O movimento desejava recolher as assinaturas necessárias em pelo menos nove unidades federativas para que o Tribunal Superior Eleitoral concedesse seu registro legal. O prazo limite para a criação de novos partidos que pretendiam concorrer nas eleições de 2014 era de 5 de outubro de 2013.
Em junho de 2013, a Rede anunciou que já possuía mais de meio milhão de assinaturas para se registrar na Justiça Eleitoral. Para garantir a viabilização do processo, os organizadores buscaram obter uma margem de segurança de trezentos mil nomes coletados a mais. A estimativa era de que poderia haver uma perda de até 40% das assinaturas.
Enquanto isso, no primeiro semestre de 2013, um projeto de lei 4470 de 2012 defendido pelo governo visava inibir a criação de novos partidos no Brasil, restringindo-lhes o acesso ao dinheiro do fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão. Em 23 de abril, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei por 188-74. Em junho, a matéria foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Gilmar Mendes afirmou que o projeto de lei que tramitava no Congresso Nacional era uma iniciativa para impedir a candidatura de Marina Silva à presidência em 2014 e o chamou de "anti-Marina Silva". O STF chegou a interferir no projeto que estava em tramitação no Congresso, com uma liminar concedida por Gilmar.
Sobre a possibilidade de arquivamento do projeto lei e sobre o voto do ministro Gilmar Mendes, relator que defendia o arquivamento, Marina declarou: "Na verdade, o voto do relator tenta reparar o casuísmo e o verdadeiro atropelamento que foi o processo legislativo na votação dessa lei, estabelecendo que há um desrespeito à nossa Constituição e também à nossa democracia. O voto estabelece o direito das minorias de também poderem se organizar e a liberdade da organização partidária."
No entanto, em junho, o pleno do Supremo Tribunal derrubou a liminar concedida, e o Congresso voltou a poder discutir a tramitação do projeto. Alguns parlamentares criticaram o projeto, afirmando que ele era inconstitucional e que não poderia valer para as eleições de 2014. Após a aprovação pelo Senado Federal, a presidente Dilma Rousseff sancionou o PL 4470/12 no final de outubro de 2013.
Em 3 de outubro de 2013, o Tribunal Superior Eleitoral negou o registro ao partido com seis votos contrários e um a favor. Como justificativa, os ministros afirmaram que a Rede não havia atingido o objetivo que a justiça eleitoral exige de colher 492 mil assinaturas, uma vez que muitas delas foram impugnadas pelos cartórios eleitorais. Foram validadas 442.525 assinaturas, faltando assim outras 49 mil para atingir o mínimo exigido. O tribunal alterou o status do pedido de criação da legenda para em "diligência", permitindo que a Rede apresentasse mais assinaturas.
Após o encerramento da sessão do TSE, Marina declarou a Rede Sustentabilidade continuaria sendo um projeto político. Ela também afirmou que o registro de partido político era "questão de tempo". Alguns parlamentares criticaram a decisão judicial, afirmando que o processo de recolhimento das assinaturas era legal. A Rede anunciou que continuaria buscando o registro do partido político, mesmo sem poder disputar as eleições em 2014.
Logo após o registro da legenda ser indeferido, sete partidos políticos se dispuseram a aceitar a filiação de Marina. A poucas horas do prazo limite para poder se candidatar nas eleições de 2014, ela anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), afirmando que o ato seria uma "filiação simbólica" por considerar que o PSB reconhecia a Rede como um partido político legítimo. A filiação de Marina foi interpretada como uma possível candidatura como vice-presidente de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco que era considerado um provável candidato a presidente em 2014. Campos e Marina afirmaram que a Rede era o "primeiro partido clandestino criado em plena democracia" e Marina também declarou que não estava pleiteando a candidatura a presidente pelo PSB. Naquela época, ela estava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Além de Marina, outros políticos da Rede também se filiaram ao PSB e a outros partidos. Pouco mais de cem integrantes filiaram-se a outros partidos para concorrerem nas eleições de 2014. Destes, a maioria (68%) escolheu o PSB. A Rede autorizou seus integrantes a apoiarem os partidos que desejassem nas eleições estaduais e o PSB decidiu não recorrer à fidelidade partidária para assegurar os mandatos de candidatos eleitos pelo partido que futuramente se filiarem a Rede.

Em 14 de abril de 2014, Marina anunciou que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente de Eduardo Campos, candidato à presidência nas eleições presidenciais daquele ano. Naquele mês, o Ibope divulgou uma pesquisa indicando que Marina tinha 27% das intenções de votos se fosse candidata a presidente, enquanto Campos teria 10%. Em junho, foi oficializado a candidatura Campos–Marina, que também teve o apoio formal de outros cinco partidos.
A REDE e o PSB manifestaram divergência em relação a algumas alianças estaduais, sobretudo em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Em São Paulo, a Rede rompeu com Eduardo Campos e anunciou que não apoiaria a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin. A nível nacional também houve dificuldades entre os partidos da aliança. O presidente do PPS, Roberto Freire, declarou que "o PPS apoia, mas não segue Marina Silva. Apoia porque ela é vice, está com Eduardo Campos, que apoiamos. Mas não segue Marina".
Em 13 de agosto, Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo ocorrido em Santos. Uma semana depois, Marina foi oficializada candidata a presidente pelo PSB em união a Rede e aos outros partidos que apoiavam Campos. Marina anunciou que manteria as alianças que Campos havia feito, mesmo as que discordava, mas que não iria subir a palanques de aliados do partido em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A entrada de Marina como candidata a presidente causou divergências no PSB e a coordenação da campanha foi alterada. Em uma eleição marcada por reviravoltas, ela acabou em terceiro lugar com 22,1 milhões de votos (21,32%). No segundo turno, Marina declarou apoio ao senador Aécio Neves (PSDB), apesar das resistências internas. O apoio de Marina a Aécio gerou atritos na Rede, causando a saída de alguns integrantes, entre eles membros da Direção Nacional e representantes estaduais. Oficialmente, a Rede anunciou que liberava o militantes a votarem em Aécio, branco ou nulo. No entanto, alguns integrantes afirmaram que Aécio e Dilma não representavam o grupo e que eles seguiriam independentes no segundo turno.
No início de novembro de 2014, a Rede Sustentabilidade voltou a coletar assinaturas com a meta de atingir novos cem mil apoios até o final daquele ano. Na época, o movimento anunciou que pretendia lançar candidaturas próprias nas principais capitais do país nas eleições de 2016. A partir de janeiro de 2015, a Rede passou a realizar mutirões em todo o país para coletar mais assinaturas. Em março de 2015, o porta-voz Basileu Margarido declarou que a Rede tinha atingido o número de assinaturas suficientes para o registro no TSE. Naquele mesmo mês, o ministro do TSE, Dias Toffoli, a pedido da Rede, desarquivou o processo de registro.
Em abril de 2015, a Rede anunciou através de uma nota que o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence passaria acompanhar a tramitação do pedido de registro, substituindo Torquato Jardim, ex-ministro do TSE. No entanto, Pertence negou a informação, afirmando que ele ainda não havia confirmado se iria defender a Rede nos tribunais.
De acordo com a lei 4470/12, no momento em que for oficializada, a agremiação não terá direito imediato ao tempo de televisão e ao fundo partidário. Se o movimento não conseguisse o registro até outubro de 2015, não poderia participar como partido das eleições municipais de 2016.
Embora os membros mais presentes da Rede afirmem que o objetivo do grupo é transformar o movimento em um partido político, existe uma corrente de integrantes que defendem a união da Rede a outros partidos existentes para formar uma força política de porte médio. A ala defende que a Rede se una ao PSB, PPS, PV e aos outros partidos que apoiaram Marina em 2014.
Em 22 de setembro de 2015, a Rede Sustentabilidade obteve o seu registro definitivo no TSE e recebeu o número 18. Na mesma semana, seis congressistas filiaram-se ao novo partido: o senador Randolfe Rodrigues (AP, ex-PSOL), e os deputados Miro Teixeira (RJ, ex-PROS), Alessandro Molon (RJ, ex-PT), Aliel Machado (PR, ex-PCdoB), João Derly (RS, ex-PCdoB) e a deputada Eliziane Gama (MA, ex-PPS). Com isso a Rede ganhou o status de bancada na Câmara dos Deputados.
A REDE foi autora da ação que pede que réus saiam da linha sucessória da Presidência da República, que foi aceita em 3 de novembro de 2016 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator da ação, o ministro Marco Aurélio, iniciou a votação favorável à proibição de que réus ocupem os cargos da linha sucessória da Presidência da República. "Aqueles que figurem como réu em processo crime no Supremo Tribunal Federal não podem ocupar cargo cujas atribuições constitucionais incluam a substituição do presidente da República", afirmou o relator. O voto do relator foi seguido pela maioria dos ministros do Supremo.
Em dezembro de 2016, a REDE pediu o afastamento do presidente do Senado Renan Calheiros, do cargo da presidência, baseado na ação sobre sucessão da presidência, decidida pelo STF em 3 de novembro de 2016. Em 5 de dezembro de 2016, o ministro do STF Marco Aurélio Mello decidiu em liminar afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, atendendo o pedido da REDE.
Em 2017, o partido lança a campanha "Lava Voto", cujo nome faz alusão à Operação Lava Jato. O objetivo da campanha era estimular os eleitores a votarem somente em candidatos sem escândalos políticos e que não tivessem rejeitado o prosseguimento imediato da primeira denúncia por crime comum contra o presidente Michel Temer. Entretanto, o vídeo da proposta não tratou dos políticos filiados ao partido e que estão com problemas na Justiça. Em maio de 2017, a REDE protocolou no Conselho de Ética da Casa, um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar do senador Aécio Neves, envolvido no esquema de corrupção delatado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. Por medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de Aécio do cargo de senador. E em 12 de junho de 2017, a REDE entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal que anule o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma–Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legenda pediu que um novo julgamento seja feito, dessa vez levando em consideração as informações das delações de ex-executivos da Odebrecht.
Em 2018, o partido abarcou a candidatura de Júlio Soares no Paraná, este sendo o candidato mais jovem do país a disputar o cargo de deputado estadual na história.
Nas eleições municipais de 2020, o partido elege 5 prefeituras e 144 vereadores, sem eleger nenhum prefeito nas capitais como na eleição municipal anterior onde foi reeleito Clécio Luís em Macapá.
Nas eleições gerais de 2022 foram eleitos apenas 2 deputados federais em conjunto com o PSOL que elegeu 12 totalizando 14 no sistema de federação
Nas eleições municipais de 2024, o partido elegeu 4 prefeituras e 172 vereadores, sem eleger nenhum prefeito nas capitais. Foram eleitos vereadores nas capitais São Paulo, Macapá, Belém, Natal e Aracaju. Em outras capitais, a Rede Sustentabilidade figurou na primeira suplència, como em Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.
Nas eleições gerais de 2018, primeiro pleito brasileiro a aplicar integralmente a cláusula de desempenho, a Rede Sustentabilidade disputou a Presidência da República com Marina Silva como candidata, recebendo pouco mais de um milhão de votos no primeiro turno e não avançando para o segundo turno.
Apesar de eleger representantes para a Câmara dos Deputados, a legenda não alcançou os requisitos mínimos previstos na cláusula de desempenho — como percentual de votos válidos distribuído em um terço das unidades da Federação — e, por isso, perdeu o direito ao acesso ao fundo partidário e à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para os ciclos eleitorais seguintes, entre 2019 e 2022.
Nas eleições gerais de 2022, a Rede Sustentabilidade integrou a federação partidária formada com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), estratégia adotada após a entrada em vigor da cláusula de desempenho, que passou a impor restrições ao acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita para partidos com baixa votação nacional. A federação PSOL–Rede foi aprovada pelas direções partidárias e registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No contexto da federação PSOL–Rede, Marina Silva concorreu ao cargo de deputada federal por São Paulo e foi eleita, assim como Túlio Gadêlha, eleito deputado federal por Pernambuco. O resultado permitiu à federação cumprir os critérios da cláusula de desempenho, assegurando à Rede Sustentabilidade a recomposição do acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral nos anos seguintes.
Outros dirigentes e lideranças da Rede concorreram ao cargo de deputado federal pela federação em 2022, mas não foram eleitos naquele pleito. Heloísa Helena disputou uma vaga pela federação no estado do Rio de Janeiro e ficou como suplente.
Ricardo Galvão e Lucas Abrahão também concorreram pela federação PSOL–Rede e ficaram na suplência. Em 2025, Galvão, Abrahão e Heloísa Helena passaram a exercer mandato parlamentar na Câmara dos Deputados após convocações decorrentes de licenças, nomeações para cargos no Executivo e rearranjos internos da federação, conforme previsto na legislação eleitoral.
Analistas políticos destacaram que a eleição de Marina Silva para a Câmara dos Deputados em 2022 representou um movimento estratégico para garantir a sobrevivência institucional da legenda em um cenário de maior restrição ao sistema partidário brasileiro, uma vez que a fundadora da Rede havia ocupado, em ciclos eleitorais anteriores, posições majoritárias no Executivo e disputado cargos de maior projeção nacional.
Em 2022, Marina Silva declarou apoio a candidatura presidencial de Lula. Heloísa Helena, entretanto, foi contrária e apoiou a Ciro Gomes, o que analistas apontam como o prelúdio da crise interna da REDE, com o rompimento entre Heloísa e Marina.
O Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade realizado em 2023 marcou o início de um processo de disputas internas que se aprofundaria nos anos seguintes. A legenda adota, por estatuto, um modelo de direção com dois porta-vozes nacionais, sendo um homem e uma mulher.
Durante o ano de 2023, além das disputas em torno da direção partidária, um grupo de filiados, liderado pelo então senador Randolfe Rodrigues, assinou um abaixo-assinado defendendo uma reformulação da legenda e a possibilidade de fusão da Rede Sustentabilidade com siglas maiores, como o Partido dos Trabalhadores (PT) ou o Partido Socialista Brasileiro (PSB), diante de dificuldades orgânicas e de representação. A proposta foi noticiada pela imprensa e passou a ser mencionada no contexto das disputas internas entre diferentes alas do partido.
Em reação a essa iniciativa, filiados contrários à proposta divulgaram um manifesto público em defesa da manutenção da autonomia partidária e dos princípios fundadores da Rede. Esse manifesto passou a ser associado à ala vinculada politicamente à fundadora Marina Silva, que passou a ser identificada como Rede Vive.
Naquele congresso, a chapa ligada ao grupo denominado Rede Vive, associado politicamente à fundadora Marina Silva, apresentou como candidatos aos cargos de porta-voz Giovanni Mockus, aliado de Marina e então tesoureiro do partido, e a deputada federal Joenia Wapichana. A chapa adversária, identificada como Rede pela Base, foi composta por Heloísa Helena e Wesley Diógenes. Ao final do processo, a chapa formada por Heloísa Helena e Wesley Diógenes foi eleita para a direção nacional com 55% dos votos votos dos delegados presentes.
Segundo aliados de Marina Silva, o não acolhimento do nome de Giovanni Mockus para a condução partidária junto à Heloisa Helena, em consenso, foi interpretado como um movimento político destinado a reduzir a influência da fundadora nos espaços decisórios da legenda. Esses setores passaram a apontar o congresso de 2023 como um marco inicial de inflexão no projeto organizacional da Rede, com o fortalecimento de quadros profissionais da política partidária e o enfraquecimento do grupo fundador.
Em abril de 2025, a Rede Sustentabilidade realizou seu VI Congresso Nacional, marcado por disputas internas intensas e contestações judiciais. A eleição para a nova direção nacional do partido foi questionada pela ala ligada à fundadora Marina Silva, que denunciou irregularidades nos congressos municipais e estaduais que antecederam o encontro nacional, incluindo falhas de convocação, problemas de publicidade dos atos, registros irregulares de presença e suspeitas de falsificação de assinaturas em atas partidárias. Outro ponto de discordância eram denúncias envolvendo o candidato da chapa "Rede Base", Paulo Lamac, por uso indevido de verba pública.
A chapa "Rede Vive", apoiada por Marina Silva, ingressou com ação judicial pedindo a suspensão do congresso, apontando vícios no processo e alegando fraude. A Justiça inicialmente concedeu liminar favorável à suspensão, mas a decisão foi derrubada poucas horas antes do início do evento, permitindo que o congresso ocorresse sob protestos.
A chapa vencedora foi liderada por Paulo Lamac, ex-vice-prefeito de Belo Horizonte e aliado de Heloísa Helena, que obteve 73,5% dos votos, enquanto a chapa apoiada por Marina Silva ficou com 26,5%. Apesar da vitória da chapa liderada por Lamac, a nova direção nacional foi composta de forma proporcional, permitindo que representantes da ala derrotada, como a porta-voz Iaraci Dias, também integrassem a Executiva Nacional. Em 2026, o caso envolvendo Lamac voltou a repercutir após ele firmar acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para encerrar ação relativa ao uso irregular de verba pública, comprometendo-se a pagar cerca de R$ 171 mil.
Após a realização do congresso, filiados e dirigentes ligados à ala derrotada aprofundaram as denúncias de irregularidades nos processos internos que antecederam o encontro nacional. As acusações envolveram congressos municipais e estaduais responsáveis pela escolha de delegados, com relatos de falhas procedimentais, questionamentos quanto à regularidade de atas e credenciamentos e registros de boletins de ocorrência em diferentes estados, ampliando a judicialização do conflito interno e a repercussão nacional da crise partidária.
No mesmo período, a Rede Sustentabilidade aprovou alterações em seu estatuto partidário por meio de congresso extraordinário. As mudanças ampliaram os poderes da Executiva Nacional, reduziram a autonomia das instâncias estaduais e municipais e alteraram critérios de priorização e financiamento de candidaturas eleitorais.
Aliados de Marina Silva criticaram publicamente a reforma estatutária, afirmando que as novas regras promoveriam maior centralização de poder e afetariam de forma desproporcional a atuação da fundadora do partido. Entre os pontos mais contestados esteve a introdução de exigências relacionadas ao exercício contínuo de mandato parlamentar para acesso a recursos partidários e prioridade eleitoral, o que, segundo críticos, teria impacto direto sobre Marina, que estava licenciada do mandato para exercer o cargo de Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
As alterações estatutárias motivaram a divulgação de manifestos, cartas abertas e notas públicas assinadas por centenas de filiados contrários à reforma, que denunciaram centralização de poder, enfraquecimento da democracia interna e ruptura com os princípios fundadores de horizontalidade e participação.
Em janeiro de 2026, a Justiça do Estado do Rio de Janeiro anulou o congresso municipal da Rede Sustentabilidade realizado em fevereiro de 2025, reconhecendo irregularidades graves no processo de convocação, credenciamento e votação. Na decisão, o magistrado afirmou que, em razão do modelo de escolha de delegados adotado pelo partido, a nulidade do congresso municipal contaminava as instâncias estadual e nacional, colocando em xeque a legitimidade de deliberações subsequentes da direção partidária.
A decisão judicial aprofundou a crise interna e levou analistas políticos e dirigentes partidários a questionarem a estabilidade organizacional da legenda e sua capacidade de estruturar candidaturas para as eleições de 2026. Nesse contexto, a imprensa passou a noticiar especulações sobre uma possível saída de Marina Silva da Rede Sustentabilidade, associando essa possibilidade ao agravamento das disputas internas e às mudanças estatutárias aprovadas no período.
Marina Silva declarou publicamente que não havia tomado decisão definitiva sobre seu futuro partidário, mas reconheceu a gravidade da crise e as dificuldades de recomposição política no interior da legenda.
Em abril de 2026, Marina Silva anunciou que permaneceria filiada à Rede Sustentabilidade e que pretendia disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, onde liderava as intenções de voto, segundo pesquisas. A decisão foi recebida com críticas pela direção nacional do partido, que divulgou nota afirmando ter recebido a permanência da fundadora com “indignação e perplexidade”.
Na nota, a direção acusou Marina de se recusar a dialogar com a cúpula partidária, defendendo as decisões da direção como expressão da democracia interna.
A publicação da nota também gerou controvérsia interna. Milhares de filiados, incluindo o ator Marcos Palmeira, saíram em defesa de Marina nas redes. O coordenador de comunicação do partido, Marco Mills Martins, classificou o texto como “desrespeitoso” e “repleto de inverdades”, além de afirmar que a manifestação não teria sido submetida à aprovação dos membros da direção partidária, solicitando apuração sobre o uso dos canais oficiais da legenda.
Em resposta, Marina declarou publicamente que não poderia ignorar divergências internas relacionadas ao programa, ao estatuto e aos princípios fundadores do partido, além de mencionar a dissolução de diretórios eleitos, como Amazonas e Piauí, e a imposição de direções provisórias em alguns estados, como Roraima.
Em 2026, o agravamento da crise interna da Rede Sustentabilidade foi associado à saída de parlamentares e lideranças ligadas ao grupo político da fundadora Marina Silva. Em São Paulo, a deputada estadual Marina Helou deixou a legenda e se filiou ao PSB; segundo o g1, sua saída poderia ser acompanhada por outros aliados.
Em nota, Helou afirmou que a Rede não era mais um “espaço fértil” para sua atuação e que o partido teria sido tomado de forma “fraudulenta” por um grupo “autoritário”, que inviabilizaria a atuação política de lideranças não alinhadas à direção.
No mesmo período, o deputado federal Ricardo Galvão deixou o partido e se filiou ao PSB, citando a “desagregação interna” da legenda. Também deixaram a sigla o deputado federal Túlio Gadêlha, que se filiou ao PSD. A deputada estadual Ana Paula Siqueira retornou ao Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado estadual paraibano Chió filiou-se ao Partido Verde (PV) e o vereador Breno Garibalde, de Aracaju, se filiou ao PSB.
A vereadora paulistana Marina Bragante, primeira eleita pela Rede na capital paulista, também deixou o partido e anunciou filiação ao PSB, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Outras lideranças associadas ao grupo fundador também deixaram ou passaram a avaliar sua permanência no partido. A ex-deputada federal e ex-presidente da Funai Joênia Wapichana anunciou sua desfiliação da legenda em março de 2026, enquanto a líder indígena Vanda Witoto já avaliava mudança de partido para disputar as eleições de 2026.
Durante a campanha, a coordenação da candidatura de Marina Silva ao Senado questionou a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo partido. Segundo a Agência Estado, a campanha havia recebido R$ 1 milhão da legenda, ante R$ 2,8 milhões destinados a Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, e R$ 2,2 milhões a Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará. O coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, requereu à Comissão Executiva Nacional um repasse adicional de R$ 1,2 milhão, apontando "flagrante prejuízo" à candidatura. Aliados de Marina classificaram a diferença como perseguição por parte da direção partidária.
Nas eleições gerais de 4 de outubro de 2026, a Rede elegeu Luizianne Lins para o Senado Federal pelo Ceará, com 28,87% dos votos. Na Câmara dos Deputados, André Janones foi reeleito por Minas Gerais, com 78.780 votos. Marina Silva disputou o Senado por São Paulo e não se elegeu, com 18,12% dos votos. Nas assembleias legislativas, o partido elegeu Dr. Victor Amoras e Fabrício Furlan no Amapá e Lucas Lasmar em Minas Gerais.
Nas eleições de 2026, a Federação PSOL REDE atingiu 4,89% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados. Todavia, não teve mais de 1,5% dos votos válidos em 9 unidades federativas. No Espírito Santo, a federação ficou abaixo do percentual exigido por apenas 186 votos. Sendo assim, os partidos federados não superaram a cláusula de barreira e perderam direito ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio.
Outra consequência da não superação da cláusula de barreira é a não aplicação das regras de fidelidade partidária, de forma que qualquer candidato eleito pelo PSOL ou REDE pode se desfiliar do partido sem perda de mandado.
Os partidos políticos que não atingirem a cláusula de desempenho poderão, após as eleições, recorrer aos mecanismos de fusão ou incorporação, nos termos da legislação partidária. Nesses casos, os resultados eleitorais dos partidos envolvidos são somados para fins de aferição do cumprimento da cláusula de desempenho pelo partido resultante.
Todavia, a legislação não prevê a soma na hipótese de formação de nova federação ou mudança da composição das federações existentes. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 7021 declarou que as federações devem ser constituídas no máximo 6 meses antes da data da eleição para que os votos dos partidos envolvidos sejam somados para superação da cláusula de barreira. Trata-se, portanto, de mecanismo de natureza pré-eleitoral, que não pode ser utilizado posteriormente como instrumento para agregar os votos obtidos isoladamente por partidos que não alcançaram a cláusula de desempenho.
Desse modo, partidos que não superaram a cláusula de desempenho não podem, após a eleição, constituir uma nova federação ou ingressar em uma federação já existente com a finalidade de somar os votos obtidos na eleição e, por essa via, alcançar posteriormente o percentual mínimo exigido pela cláusula. Eventual nova federação só seria considerada, para fim de superação da cláusula de barreira, caso atingisse o percentual exigido na eleição de 2030.
A Rede Sustentabilidade possui representação em todos os 26 estados brasileiros, bem como no Distrito Federal. Cada estado tem um número variável de representantes. A Comissão Executiva Nacional é liderada por dois porta-vozes, sete vogais e dois integrantes de cada uma das sete coordenadorias. De acordo com o estatuto, os porta-vozes "exercerão as funções de Presidente e Vice-Presidente, com rodízio anual entre eles."
| Deputados Federais Atuais (3) | |||
|---|---|---|---|
| UF | Imagem | Deputado (a) | Ref. |
| CE | Luizianne Lins* | ||
| MG | André Janones* | ||
| SP | Marina Silva | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
| Deputados estaduais atuais (4) | |
|---|---|
| UF | Deputado (a) |
| AP | Fabrício Furlan |
| AP | Dr. Victor Amoras |
| AP | Dayse Marques* |
| MG | Lucas Lasmar |
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |
| Data | Filiados | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez./2015 | 1.576 | +100% | |
| dez./2016 | 17.661 | +1.021% | |
| dez./2017 | 20.687 | +17% | |
| dez./2018 | 23.841 | +14% | |
| dez./2019 | 23.952 | +0,5% | |
| dez./2020 | 34.235 | +43% | |
| dez./2021 | 33.682 | -1,6% | |
| dez./2022 | 36.216 | +7,5% | |
| dez./2023 | 42.400 | +17% | |
| dez./2024 | 55.996 | +32% | |
| dez./2025 | 55.786 | -0,3% | |

De acordo com um documento registrado em cartório, a Rede Sustentabilidade se declara como "uma associação de cidadãos e cidadãs dispostos a contribuir voluntária e de forma colaborativa para superar o monopólio partidário da representação política institucional, intensificar e melhorar a qualidade da democracia no Brasil e atuar politicamente para prover todos os meios necessários à efetiva participação dos brasileiros e brasileiras nos processos decisórios que levem ao desenvolvimento justo e sustentável da Nação, em todas as suas dimensões".
Em 26 de fevereiro de 2013, dez dias após sua fundação, o primeiro estatuto da Rede foi publicado no Diário Oficial da União. Os onze pontos considerados pela Rede como os principais de seu programa são: revisão do estatuto em dez anos; cláusulas inalteráveis, como defesa da dignidade, das minorias, da transparência, eficiência, da coisa pública e do bem comum; consultas permanentes às bases do partido no formato de plebiscitos; conselho político aberto à sociedade, não necessariamente composto por filiados; possibilidade apenas de uma reeleição para detentores de mandatos parlamentares, salvo em situações em que um plebiscito permitir o contrário; limite de doações de pessoas jurídicas em campanhas e vedação de doações de empresas de bebidas alcoólicas, agrotóxicos, armas e tabacos; transparência total online dos gastos durante a campanha eleitoral; utilização de redes sociais para dinâmica partidária; presença de um ouvidor do partido, com direito à realização de audiências públicas; cotas para negros e índios; e obrigação de que até 30% das candidaturas sejam "cívicas e independentes", de pessoas que não terão a obrigação de participar da dinâmica partidária, mas que tenham interesse em se candidatar.
Em 20 de fevereiro de 2013, foi divulgado o Manifesto Político da Rede Sustentabilidade . Composto por pouco mais de cinco páginas, foi elaborado pelos ideólogos e fundadores do partido, entre os quais estão Heloísa Helena, João Paulo Capobianco e Walter Feldman. O manifesto, que foi publicado em seu site oficial, defende uma "reinvenção" da política e apresenta sua plataforma partidária.
No evento de fundação do partido, Marina declarou que o futuro partido não seria "nem direita, nem esquerda, estamos à frente". Segundo ela, "podemos fazer alianças pontuais. Não precisamos eliminar sonhos. Mas é preciso que fique claro que somos diferentes." A revista Carta Capital acredita que o espectro político da REDE não será a esquerda ou a direita e que o movimento pode se tornar "um partido moderno".
Em 2016, Luiz Eduardo Soares, Miriam Krenzinger, Marcos Rolim, Liszt Vieira, Tite Borges, Carla Rodrigues Duarte e Sonia Bernardes deixaram a Rede Sustentabilidade devido a posição da mesma. Descrevem-na como um partido de reduzida definição política, como uma legião de pessoas de boa vontade e nenhum rumo.
Os porta-vozes são eleitos pelo Congresso Nacional do partido. Exercem a função máxima da instância partidária, equivalente a presidência de outros partidos. Desde sua fundação, o partido teve os seguintes porta-vozes:
| Nome | Mandato | Ref. |
|---|---|---|
| Marina Silva e Cássio Martinho | Fundação – maio de 2014 | |
| Gabriela Barbosa e Walter Feldman | Maio de 2014 – dezembro de 2014 | |
| Gabriela Barbosa e Bazileu Margarido | Dezembro de 2014 – março de 2016 | |
| Marina Silva e José Gustavo Favaro Barbosa Silva "Zé Gustavo" | Março de 2016 – abril de 2018 | |
| Laís Garcia e Pedro Ivo | Abril de 2018 – março de 2021 | |
| Heloísa Helena e Wesley Diógenes | Março de 2021 – abril de 2025 | |
| Iaraci Dias e Paulo Lamac | Abril de 2025 - atualidade |
De acordo com o art. 53 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), os partidos políticos podem criar fundação ou instituto de direito privado destinada ao estudo e pesquisa, à doutrinação e à educação política. Esta fundação partidária deve ser regida pelas normas do direito civil e terá autonomia para contratar com instituições públicas e privadas, prestar serviços e manter estabelecimentos de acordo com suas finalidades, podendo, ainda, manter intercâmbio com instituições não nacionais.
Em 6 de junho de 2017, a REDE criou sua fundação partidária chamada Fundação Rede Brasil Sustentável que foi presidida pela professora e enfermeira Heloísa Helena, a qual se encontra realizando seminários e cursos pelo país. Posteriormente, a presidência da Fundação foi ocupada pelo antigo porta-voz do partido Zé Gustavo. O atual Diretor-presidente da Fundação é Tacius Fernandes (Amazonas), compondo a atual direitoria: Iza Vicente (Diretora de Formação), Julio Cesar de Sá da Rocha (Diretor de Estudos e Pesquisas), Ariene Susui (Diretora de Comunicação, Tecnologia Social e Digital) e Pedro Saraiva (Diretor Financeiro).
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Esses números representam o início de cada legislatura, desconsiderando, por exemplo, parlamentares que tenham mudado de partido posteriormente. Entre os senadores, foram considerados os senadores em exercício no início de cada legislatura.
| Participação e desempenho da REDE nas eleições estaduais de 2022 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos.
Em negrito estão os candidatos filiados à REDE durante a eleição.
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| Participação e desempenho da REDE nas eleições estaduais de 2018 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (3 governadores e 9 senadores).
Em negrito estão os candidatos filiados à REDE durante a eleição.
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| Ano | Imagem | Candidato(a) a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | Marina Silva
(REDE) |
Eduardo Jorge
(PV) |
Unidos para Transformar o Brasil
(REDE e PV) |
1.069.538 (1,00%) | 8ª | |
| Segundo turno: recomendou não votar no candidato vitorioso Jair Bolsonaro (PSL) | ||||||
| 2022 | Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) |
Geraldo Alckmin
(PSB) |
Brasil da Esperança
(FE Brasil, PSB, Solidariedade, Fed. PSOL REDE, Avante, Agir e PROS) |
60.345.999 (50,90%) | 1ª | |
| 2026 | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Geraldo Alckmin (PSB) | Brasil Pronto pra Mais (FE Brasil, PSB, Federação PSOL REDE e PDT) |
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Sua segunda tentativa de alcançar a presidência se deu por caminhos mais tortuosos. Primeiro, Marina buscou institucionalizar a Rede Sustentabilidade como partido, mas, devido à falta de assinaturas comprovadas, tal processo foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Diante disso, Marina se filiou ao PSB e foi agregada à chapa do partido à presidência como vice de Eduardo Campos. No entanto, com a morte de Campos em um acidente aéreo, Marina assumiu o cargo de candidata à presidência e chegou a se classificar como segunda colocada inconteste em pesquisa do IBOPE para o primeiro turno e vencendo de Dilma no segundo. No entanto, com o revelador da campanha, as intenções de voto à Marina reduziram e Aécio passaram para o segundo turno contra Dilma e, diferentemente das eleições de 2010, Marina declarou o seu apoio à candidatura de Aécio. Seguindo a linha que vem adotando desde as eleições de 2014, seu plano de governo para as eleições de 2018 se caracteriza pelo caráter liberal na economia e progressista no social. No plano econômico, Marina defende o estabelecimento de um ambiente favorável aos investimentos e parcerias público-privadas, por meio de uma política econômica ortodoxa de manutenção de juros baixos, controle da inflação, inclusive defendendo a autonomia operacional do Banco Central. Ainda assim, destacam-se alguns elementos que suavizam seu caráter liberal como a crítica ao teto dos gastos públicos, a proposta de tributação sobre dividendos e a rejeição da privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (apesar de não excluir a possibilidade de privatização da Eletrobrás e de outras estatais). Já no plano social, sua agenda se caracteriza pelo caráter progressista, de apoio a programas de transferência de renda (como o Bolsa Família), chegando, inclusive, a citar a possibilidade da implantação de um programa de renda mínima universal. Além disso, aponta o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), apoia a política de cotas e argumenta em favor dos direitos LGBTI, das mulheres, dos negros e dos povos originários. Quanto aos temas polêmicos da legalização do aborto de drogas, Marina defende uma consulta à população por meio de plebiscito.Sua segunda tentativa de se tornar presidente seguiu um caminho mais tortuoso. Primeiro, Marina buscou institucionalizar o partido Rede Sustentabilidade, mas, devido à falta de assinaturas verificadas, o processo foi bloqueado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Diante disso, Marina filiou-se ao PSB e foi incluída na chapa presidencial do partido como vice-presidente de Eduardo Campos. Contudo, após a morte de Campos em um acidente aéreo, Marina assumiu a candidatura presidencial e chegou a ser a segunda colocada, sem oposição, em uma pesquisa do IBOPE no primeiro turno, vencendo Dilma no segundo. No entanto, com o decorrer da campanha, a intenção de voto de Marina diminuiu e Aécio avançou para o segundo turno contra Dilma. Diferentemente das eleições de 2010, Marina declarou seu apoio à candidatura de Aécio. Seguindo a linha adotada desde as eleições de 2014, seu plano de governo para as eleições de 2018 caracteriza-se por um caráter liberal na economia e progressista na esfera social. Na esfera econômica, Marina defende a criação de um ambiente favorável a investimentos e parcerias público-privadas, por meio de uma política econômica ortodoxa de manutenção de juros baixos e controle da inflação, incluindo a defesa da autonomia operacional do Banco Central. Ainda assim, alguns elementos se destacam, suavizando seu caráter liberal, como a crítica ao teto de gastos públicos, a proposta de tributação de dividendos e a rejeição à privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (embora não exclua a possibilidade de privatizar a Eletrobrás e outras empresas estatais). Na frente social, sua agenda se caracteriza pelo caráter progressista, apoiando programas de transferência de renda (como o Bolsa Família) e mencionando inclusive a possibilidade de implementação de um programa de renda mínima universal. Além disso, aponta para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), apoia a política de cotas e defende os direitos LGBTI, das mulheres, dos negros e dos povos indígenas. Em relação às questões controversas da legalização do aborto e das drogas, Marina defende a consulta à população por meio de um plebiscito.
Art. 29. § 7º Havendo fusão ou incorporação, devem ser somados exclusivamente os votos dos partidos fundidos ou incorporados obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, para efeito da distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão.
Art 4º § 2º Para fins de aferição da cláusula de desempenho prevista no § 3º do art. 17 da Constituição e no art. 3º da EC n. 97/2017, será considerada a soma da votação e da representação dos partidos que integram a federação. § 3º O efeito de que trata o § 2º deste artigo somente incidirá a partir do início da legislatura seguinte ao deferimento do registro da federação, compreendida aquela conforme o parágrafo único do art. 44 da Constituição.