Rabigue | |
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Cidade | |
| Coordenadas: 22° 48′ N, 39° 02′ L | |
| Região | Meca |
| Área | |
| • Total | 6 685 km² |
| População | |
| • Total (2022) | 112 383 hab. |
| Densidade | 16,81 hab./km² |
Rabigue (em árabe: رابغ; romaniz.: Rābigh) é uma cidade da Arábia Saudita, sede da província homônima, na região de Meca. Possui uma área de 6 685 km² e, segundo o censo de 2022, tinha 112 383 habitantes, com uma densidade populacional de 16,81 hab./km².
Rabigue situa-se no Hejaz, na costa ocidental da Arábia Saudita, aproximadamente a meio caminho entre Gidá e Iambo. A localidade encontra-se a cerca de nove quilômetros do mar Vermelho e 186 quilômetros de Meca, na antiga rota entre Meca e Medina. A Encyclopaedia of Islam registra a possibilidade de que Rabigue corresponda à Arga mencionada por Ptolemeu. Ao norte da cidade encontra-se Alcuraiba, tradicionalmente identificada como o local do túmulo de Amina binte Uabe, mãe de Maomé. No passado, Rabigue não possuía um porto propriamente dito, e as embarcações ancoravam em Xarme Rabigue, uma enseada com cerca de três quilômetros de extensão. As mercadorias eram transportadas dali por terra até a cidade; no caso dos navios de maior porte, as cargas eram transferidas para embarcações locais antes de serem levadas à costa. A região era conhecida por suas fontes termais e por extensos palmeirais, que se estendiam por cerca de 6 quilômetros a partir de Xarme Rabigue.
No início do período islâmico, a região de Rabigue era habitada pelos cuzaaítas. Os mustaliquitas, um ramo cuzaaíta, ocupavam áreas nas proximidades de Rabigue, além de territórios em torno de Cudaide e outras localidades da região. A posição da localidade na rota entre Meca e Medina fez com que figurasse em acontecimentos dos primeiros anos do Islã. Poucos meses depois da Hégira, uma força muçulmana comandada por Ubaida ibne Alharite encontrou nas proximidades de Rabigue um contingente coraixita, no episódio posteriormente conhecido como Expedição de Rabigue. Rabigue também adquiriu importância como ponto de passagem dos peregrinos. Aljufa, situada nas proximidades, havia sido estabelecida como um dos locais de micate, nos quais os peregrinos assumiam o estado de irame antes de prosseguir para Meca. Com o declínio de Aljufa, Rabigue sucedeu-a nessa função. Tornou-se, assim, o micate utilizado pelos peregrinos que chegavam por terra provenientes da Síria, do Egito e do Magrebe. Para aqueles que viajavam pelo mar Vermelho, Rabigue também servia como referência para a entrada no estado de irã quando suas embarcações passavam pela localidade.
Em período posterior, Rabigue era o centro dos zubaiditas, uma subdivisão dos masruítas. Estes, juntamente com os salimitas, constituíam as principais divisões dos harbitas, então a tribo dominante na região entre Meca e Medina. Antes da construção da estrada asfaltada, a principal rota entre as duas cidades seguia por Gidá, Rabigue e Badre. Durante a conquista do Hejaz pelos sauditas, Rabigue adquiriu importância estratégica por sua posição nas comunicações entre Gidá e Medina. Em 1924, Abdalazize ibne Saúde, futuro rei da Arábia Saudita, enviou forças dos Icuane para tomar a cidade, interrompendo as comunicações entre Gidá e Medina. No ano seguinte, Rabigue foi declarada porto oficial de peregrinos. A localidade permaneceu estreitamente relacionada às demais etapas da antiga rota Meca–Medina. Alabuá, situada nessa rota, é atualmente uma aldeia administrativamente vinculada a Rabigue.