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Ramal do Cascalho | |
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| Dados gerais | |
| Tipo | Subramal ferroviário |
| Terminais | Fim: Cascalho |
| Operação | |
| Operador | Estrada de Ferro Oeste de Minas |
| Dados técnicos | |
| Bitola | 762 mm |
O Ramal do Cascalho foi um subramal ferroviário da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), implantado no município de São João del-Rei, em Minas Gerais. Derivado do Ramal de Águas Santas, o trecho tinha função complementar, atendendo áreas específicas ligadas à exploração de recursos locais e ao suporte às atividades ferroviárias.
O Ramal do Cascalho integrou o sistema ferroviário secundário associado ao Ramal de Águas Santas, construído no início do século XX como parte da expansão da EFOM na região de Matosinhos e Colônia do Marçal.
Sua implantação esteve vinculada à necessidade de atendimento a áreas específicas fora do eixo principal do ramal, possivelmente relacionadas à extração de materiais ou ao abastecimento da ferrovia.
O subramal foi construído em bitola de 762 mm, padrão da EFOM, e possuía caráter local, com traçado curto e função operacional restrita.
Diferentemente do Ramal de Águas Santas, que possuía vocação voltada ao transporte de passageiros, o Ramal do Cascalho apresentava perfil mais utilitário, associado ao suporte logístico da ferrovia, cortando terras que hoje fazem parte do município de Santa Cruz de Minas.
O Ramal do Cascalho constituía uma derivação do Ramal de Águas Santas, formando parte de um sistema ferroviário mais amplo que articulava transporte, exploração de recursos naturais e ocupação do território no início do século XX.
Assim como o Ramal de Águas Santas, o subramal entrou em declínio ao longo da segunda metade do século XX, com a redução das atividades ferroviárias e a desativação de linhas secundárias.
Seus vestígios materiais foram progressivamente eliminados ou incorporados à paisagem urbana e rural da região.
Apesar de sua reduzida extensão, o Ramal do Cascalho exemplifica o papel dos subramais ferroviários na estruturação territorial, permitindo o acesso a áreas específicas e contribuindo para o funcionamento da malha ferroviária principal.