| Rather Ripped | ||||
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| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 13 de junho de 2006 | |||
| Estúdios | Sear Sound, Nova York | |||
| Gênero | Rock alternativo | |||
| Duração | 51:53 | |||
| Idioma | Inglês | |||
| Gravadora | Geffen | |||
| Produção | John Agnello | |||
| Cronologia de Sonic Youth | ||||
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| Singles de Rather Ripped | ||||
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Rather Ripped é o décimo quarto álbum de estúdio da banda de rock estadunidense Sonic Youth, lançado em 13 de junho de 2006 pela Geffen Records. Foi o primeiro álbum da banda após a saída do multi-instrumentista Jim O'Rourke, que havia se juntado como quinto membro em 1999. Diferentemente de seus antecessores imediatos, o álbum foi produzido por John Agnello e gravado no Sear Sound, em Nova York, o mesmo estúdio onde o álbum Experimental Jet Set, Trash and No Star, de 1994, foi gravado. O álbum também encerrou o contrato do Sonic Youth com a Geffen, gravadora que lançou os oito álbuns anteriores da banda.
Rather Ripped é considerado um dos álbuns mais acessíveis do Sonic Youth, apresentando canções mais concisas que abordam temas melancólicos como adultério, frustração sexual e infidelidade. Após seu lançamento, o álbum alcançou o 71º lugar na Billboard 200 dos EUA e o 64º lugar na parada de álbuns do Reino Unido. Recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios às melodias mais simples e limpas e à performance vocal da vocalista e baixista Kim Gordon. O álbum ficou em 12º lugar na votação Pazz & Jop de críticos no jornal The Village Voice em 2006. Seu único single, "Incinerate", foi lançado em 2006, juntamente com um videoclipe dirigido pela diretora e roteirista francesa Claire Denis.
Rather Ripped é o sucessor do álbum Sonic Nurse, de 2004, e o primeiro disco da banda após a saída do multi-instrumentista Jim O'Rourke, que se juntou ao grupo como quinto membro em 1999. De acordo com o guitarrista Lee Ranaldo, O'Rourke deixou a banda para se dedicar a trabalhos no cinema e outros projetos musicais. Sua saída afetou o som de Rather Ripped, com o vocalista e guitarrista Thurston Moore afirmando que o novo disco "é simplesmente um álbum de rock and roll muito mais direto", em contraste com a "qualidade mais sombria, distorcida e complexa" das contribuições de O'Rourke. Parcialmente inspirado pela abordagem simplificada adotada pela banda Blondie em seu sucesso comercial de 1978, Parallel Lines, Moore decidiu escrever músicas mais simples "para que todos pudessem se conectar imediatamente". Embora admitisse que Parallel Lines apresenta algumas músicas "muito boas", ele ficou desapontado com o estilo mais pop do álbum e com a produção de Mike Chapman quando foi lançado. No entanto, ele reconheceu que Parallel Lines se tornou o álbum que lançou Blondie ao sucesso com o público geral e pretendia fazer de Rather Ripped a versão do Sonic Youth de Parallel Lines. Os títulos provisórios do álbum eram "Sonic Life" e "Do You Believe in Rapture?". O nome "Rather Ripped" veio de uma loja de discos de Berkeley, Califórnia, que mais tarde se mudou para Pittsburgh, Pensilvânia.
Ao contrário dos álbuns anteriores, que foram gravados no próprio estúdio da banda, chamado Echo Canyon e localizado na região de Lower Manhattan, Rather Ripped foi gravado no Sear Sound, na cidade de Nova York, de dezembro de 2005 a janeiro de 2006, onde também foi gravado o álbum Experimental Jet Set, Trash and No Star, de 1994. O álbum foi produzido rapidamente e grande parte do material não foi retrabalhado devido ao tempo limitado da banda no estúdio. Durante a gravação, o equipamento de Moore incluía duas Fender Jazzmasters e uma Fender Princeton. Ranaldo tocou uma guitarra Gibson Les Paul em metade do álbum e usou sua Fender Telecaster Deluxe, uma "cópia da Jazzmaster" feita por Saul Koll, e uma Fender Jazzmaster modificada com humbuckers para as faixas restantes. As guitarras foram conectadas diretamente ao mixer, sem amplificador na cadeia de sinal. A banda escolheu John Agnello como engenheiro de som para o álbum devido ao seu trabalho com Don Fleming em álbuns do Screaming Trees no início dos anos 1990. Ele foi recomendado pelo músico J Mascis, da banda Dinosaur Jr., que havia trabalhado com Agnello por anos. Mais mudanças foram feitas no início de 2006 no Echo Canyon e no estúdio Bisquiteen, de J Mascis, em Amherst, Massachusetts. O álbum foi masterizado por Greg Calbi no Sterling Sound, na cidade de Nova York, em março de 2006.

Rather Ripped é geralmente considerado um dos álbuns mais acessíveis da banda, apresentando melodias mais concisas e cativantes. Moore o descreveu como "um álbum de ótimas músicas" que contém "rocks e baladas". Sete das 12 faixas do álbum têm duração inferior a quatro minutos, uma característica incomum em lançamentos anteriores do Sonic Youth. O álbum privilegia texturas de guitarra no lugar de feedback ou ruído, que tipicamente caracterizavam os trabalhos anteriores da banda. Dave Heaton, da PopMatters, observou que as guitarras em Rather Ripped se unem para formar um som vibrante e misterioso, afirmando que "muitas vezes parece que o Sonic Youth está pegando todos os truques instrumentais que aprendeu ao longo dos anos e os colocando a serviço da construção de uma paisagem sonora duradoura, que reverbera com os sons do passado, mas também parece eternamente jovem".
Quanto aos temas, Rather Ripped lida com tópicos melancólicos sobre adultério, frustração sexual e infidelidade. Na faixa inicial, "Reena", a qual o título provisório era "Stonesy", a vocalista e baixista Kim Gordon canta sobre um envolvimento secundário com um mulher. O single "Incinerate" é construído sobre uma metáfora tradicional entre amor e fogo, enquanto "What a Waste" atribui luxúria à paixão. "Pink Steam", a canção mais longa do álbum, apresenta uma seção instrumental que foi descrita como "lindamente tempestuosa e de um romantismo feroz". O título veio de um livro do autor Dodie Bellamy. A canção "Do You Believe in Rapture?" é uma reflexão social sobre cristãos na política, enquanto "Rats", a única faixa do álbum escrita por Ranaldo, foi descrita como uma “narrativa fantasma plena de sentido”. O álbum se encerra com a balada semi acústica "Or", cuja narrativa começa com o imaginário de um strip club e termina com Moore recitando perguntas como em uma entrevista: "o que vem primeiro, a música ou as palavras?".
Rather Ripped foi lançado no dia 13 de junho de 2006 e marcou o encerramento do contrato do Sonic Youth com a grande gravadora Geffen Records, responsável pelos oito álbuns anteriores da banda. A edição britânica do álbum inclui duas faixas inéditas, "Helen Lundeberg" e "Eyeliner", que foram lançadas anteriormente como um single de 7 polegadas pelo próprio selo da banda, Sonic Youth Records. Para promover o álbum, a banda embarcou em uma turnê pelos Estados Unidos, começando no famoso clube CBGB de Nova York em 13 de junho de 2006, onde a banda não se apresentava desde 1992, e terminando no Bank of America Pavilion, em Boston, no dia 3 de setembro de 2006. O baixista Mark Ibold, ex-integrante da banda de indie rock Pavement, juntou-se à banda como parte da equipe de apoio na turnê.
Após o lançamento, Rather Ripped alcançou o 71º lugar na parada Billboard 200 dos EUA e o 64º lugar na parada de álbuns do Reino Unido. O álbum também entrou nas paradas de outros países, incluindo Austrália, Bélgica, Finlândia, França e Noruega. A faixa "Incinerate" foi lançada como single na França e na Austrália em 2006. Cinco videoclipes, um para "Incinerate" e quatro para "Jams Run Free", foram dirigidos pela diretora e roteirista francesa Claire Denis. O vídeo de "Incinerate" é uma performance da banda gravada no Le Nouveau Casino em Paris antes da turnê de 2006 para promover o álbum, enquanto os outros se passam em um apartamento e consistem em imagens de gatos, telhas e antenas de TV. Os vídeos foram gravados com uma filmadora digital comum e apresentam uma resolução de imagem que se dissolve e uma paleta de cores flutuante.
Rather Ripped recebeu elogios da crítica em geral. Em uma resenha para o Toronto Star, Ben Rayner escreveu que a banda conseguiu condensar todo o seu estilo musical expansivo em canções mais concisas "sem sacrificar as estruturas voláteis, a inclinação lírica subversiva e a reverência pelo ruído que identificam o Sonic Youth como Sonic Youth". O editor da PopMatters, Dave Heaton, acreditava que o álbum era uma maneira graciosa e elegante de encerrar o relacionamento único do Sonic Youth com a Geffen, descrevendo-o como “uma história coesa sobre uma banda em busca da melhor forma de canalizar os espíritos indomáveis e corajosos do free jazz, do punk e da música experimental dentro dos limites da estrutura tradicional da canção de rock”. Ele também elogiou as letras de Moore, afirmando que "sua poesia no estilo Beat é especialmente evocativa e especialmente concisa — uma qualidade que combina bem com um álbum que musicalmente parece fazer o mesmo, comunicando muito com pouco". Similarmente, Dave Simpson do The Guardian sentiu que a banda se reinventou com músicas mais pop, chamando Rather Ripped de "uma situação extraordinária no 25º ano de existência do Sonic Youth".
Escrevendo para a Rolling Stone, Rob Sheffield destacou a guitarra de Moore por conferir ao álbum "um senso de urgência emocional" e considerou "Incinerate" e "Pink Steam" como destaques do álbum. A performance vocal de Gordon foi amplamente elogiada, com Ben Ratliff, do The New York Times, comparando-a favoravelmente à da cantora e colaboradora do Velvet Underground, Nico. Robert Christgau também observou que Gordon soava "incrivelmente jovial", apesar de ter 53 anos na época, e que tanto ela quanto Moore “evocam visões de flertes, desencontros, culpas e redenções que jamais se tornam plenamente literais”. Ele deu ao álbum uma nota "A" em sua resenha para o guia do consumidor da Rhapsody. Sheffield concluiu que o álbum apresenta as primeiras músicas relevantes da cantora em uma década.
Steve Hochman, do Los Angeles Times, elogiou as melodias cativantes do álbum por serem tratadas de forma inteligente e eficaz, comentando que "quase nos faz imaginar o que teria acontecido se o Television e Peter Frampton tivessem trabalhado juntos". Tom Sinclair, da Entertainment Weekly, escreveu que, embora a banda "ainda consiga criar um hino punk barulhento quando a inspiração surge", como na faixa "Sleepin Around", as melodias mais limpas e tranquilas são as que "realmente tocam as emoções". Jimmy Newlin, Slant Magazine, fez elogios semelhantes, observando que "o silêncio é o novo barulho" e considerou que a mudança da banda em direção a uma sensibilidade romântica foi "um amadurecimento bem-vindo, à medida que a banda avança para sua segunda década de existência".
Outras críticas foram menos entusiasmadas. O editor da Spin, Joe Gross, criticou Rather Ripped pela falta de canções extensas, afirmando que o álbum "se trata de composições de três ou quatro minutos — nunca o ponto forte do seu currículo, mesmo quando [Gordon] empresta a sua voz rouca singular". Brandon Stosuy, da Pitchfork, considerou a segunda metade do álbum mais fraca que a primeira e criticou a letra da faixa de encerramento, "Or". A crítica da AllMusic, Heather Phares, observou que a execução da banda por vezes supera a composição, mas, mesmo assim, considerou Rather Ripped "um álbum sólido e bom" que "mostra que o Sonic Youth ainda está num ritmo confortável, mas criativo, e não numa rotina". Rather Ripped ficou em 12º lugar na votação Pazz & Jop de críticos no jornal The Village Voice em 2006 e em 13º lugar na votação anual dos críticos da revista The Wire. Os editores da Rolling Stone classificaram o álbum em terceiro lugar na sua lista dos 50 melhores álbuns de 2006, enquanto a Pitchfork o classificou em 43º lugar numa lista semelhante.
Todas as letras são de Thurston Moore, exceto "Reena" e "The Neutral" de Kim Gordon, "What a Waste" de Kim Gordon e Thurston Moore, e "Rats" de Lee Ranaldo.
| N.º | Título | Vocals | Duração |
|---|---|---|---|
| 1. | "Reena" | Gordon | 3:47 |
| 2. | "Incinerate" | Moore | 4:55 |
| 3. | "Do You Believe in Rapture?" | Moore | 3:11 |
| 4. | "Sleepin Around" | Moore | 3:42 |
| 5. | "What a Waste" | Gordon e Moore | 3:33 |
| 6. | "Jams Run Free" | Gordon | 3:52 |
| 7. | "Rats" | Ranaldo | 4:24 |
| 8. | "Turquoise Boy" | Gordon | 6:14 |
| 9. | "Lights Out" | Moore | 3:32 |
| 10. | "The Neutral" | Gordon | 4:09 |
| 11. | "Pink Steam" | Moore | 6:57 |
| 12. | "Or" | Moore | 3:31 |
| Duração total: | 51:53 | ||
Os créditos foram adaptados das notas do encarte do álbum.
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| Parada (2006) | Posição |
|---|---|
| Alemanha (Offizielle Top 100) | 79 |
| Austrália (ARIA) | 40 |
| Bélgica (Ultratop Flanders) | 20 |
| Bélgica (Ultratop Wallonia) | 54 |
| Canadá (Nielsen SoundScan) | 78 |
| Escócia (OCC) | 51 |
| Estados Unidos (Billboard 200) | 71 |
| Estados Unidos (Top Tastemaker Albums - Billboard) | 3 |
| Finlândia (Suomen virallinen lista) | 40 |
| França (SNEP) | 25 |
| Noruega (VG-lista) | 13 |
| Reino Unido (OCC) | 64 |
| Suécia (Sverigetopplistan) | 46 |
| Suíça (Swiss Hitparade) | 59 |