| Realce | ||||
|---|---|---|---|---|
| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 15 de agosto de 1979 | |||
| Gravação | 1979 | |||
| Estúdios | Westlake Audio Studios (Los Angeles) Estúdios Transamérica (Rio de Janeiro, apenas faixa 9) | |||
| Gêneros | ||||
| Duração | 38:14 | |||
| Gravadoras | WEA, Elektra | |||
| Produção | Marco Mazzola | |||
| Cronologia de Gilberto Gil | ||||
|
| ||||
Realce é um álbum de estúdio do cantor e compositor Gilberto Gil lançado em 1979.
Numa época em que a qualidade dos estúdios brasileiros deixava a desejar com relação aos estrangeiros, Gilberto Gil recebeu um convite do produtor Marco Mazzola para gravar um disco em Los Angeles, aproveitando uma turnê que o cantor faria nos Estados Unidos. Mazzola já viajava frequentemente para a cidade estadunidense na época, buscando mais conhecimentos técnicos de produção.
À banda de Gilberto, uniram-se os músicos locais: Steve Lukather (Toto) na guitarra, Rick Schlosser (Van Morrison, Rod Stewart) na bateria, Michael Boddicker (Bee Gees, Quincy Jones) nos teclados e Jerry Hey (Michael Jackson, Earth, Wind and Fire) nos arranjos de metais.
A canção-título é inspirada na disco music e é possivelmente uma ode a beleza, na faixa, Gil contou com a guitarra de Steve Lukather e os teclados de Jerry Hey no ano seguinte, Gil participou de um show do Earth, Wind and Fire no Maracanãzinho e dividiu os vocais com o percussionista da banda Ralph Johnson, que cantou a letra em português. Somente músicos estrangeiros participaram da faixa por sugestão de Mazzola, que achava que ela deveria ter uma "pegada mais internacional".
Ao comentar a letra da faixa, Gil afirmou:
A letra [de "Realce"] parte de um escopo geral que é falar do que à época eu chamava de 'salário mínimo da cintilância a que têm direito todos os anônimos' - nos terminais de metrô, nas arquibancadas dos estádios, nas discotecas. Esse lado Saturday Night Fever está propositalmente explicitado nos três pseudorrefrões que funcionam para reiterar a macdonaldização da vida cotidiana nas grandes cidades, mas também para dar-lhe uma qualificação de profundidade que necessariamente também existe nessas coisas tão associadas à superficialidade".
"Superhomem - a canção" foi composta por Gil após ouvir o relato de Caetano Veloso sobre o filme de 1978. O álbum também traz uma versão do reggae "No Woman, No Cry" de Vincent Ford, gravada em 1974 por Bob Marley & the Wailers, Gil traduziu como "Não chore mais", segundo ele, por não entender o que o refrão da canção original queria dizer. Em Sarará miolo, Gil apresentou uma fusão do reggae com o baião.
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração |
|---|---|---|---|
| 1. | "Realce" | 04:42 | |
| 2. | "Sarará miolo" | 04:48 | |
| 3. | "Superhomem - a canção" | 04:05 | |
| 4. | "Tradição" | 04:52 | |
| 5. | "Marina" | Dorival Caymmi | 04:12 |
| 6. | "Rebento" | 02:54 | |
| 7. | "Toda menina baiana" | 03:44 | |
| 8. | "Logunedé" | 03:55 | |
| 9. | "Não chore mais" | Vincent Ford, versão Gilberto Gil | 04:34 |
Faixa(s) bônus
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração |
|---|---|---|---|
| 10. | "Macapá" | Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira | 3:42 |
| 11. | "Acertei no milhar" | Wilson Batista e Geraldo Pereira | 02:04 |
| 12. | "Senhor delegado" | Antonio Lopes e Jaú | 02:37 |
| 13. | "Escurinho" | Geraldo Pereira | 03:34 |
| 14. | "Minha nega na janela" | Germano Mathias e Doca | 03:42 |
| 15. | "A situação do escurinho" | Aldacyr Louro e Pandeirinho | 03:12 |
| 16. | "Samba rubro-negro (O mais querido)" | Wilson Batista e Jorge de Castro | 03:45 |
Fonte: