
Realejo é um instrumento musical que toca uma música predefinida quando se gira uma manivela.
O realejo é uma espécie de órgão mecânico portátil que tem um ou vários foles, com um teclado.
Funciona por meio de uma manivela a acionar simultaneamente os foles e um cilindro dentado munido de pontas de bronze que abrem as válvulas dos tubos do órgão, para a produção das diferentes notas.
Em algumas regiões do nordeste do Brasil e Portugal, a harmónica é chamada realejo. Igualmente em Portugal, a designação também serve para designar a sanfona, instrumento musical cuja origem medieval está associada à Península Ibérica (não confundir com o acordeão cromático, cuja designação sanfona também é utilizada no Brasil para designar este instrumento).

Um dos primeiros documentos que descrevem um órgão com cilindro de pinos encontra-se no museu eclesiástico papal; foi redigido pelo padre jesuíta alemão Athanasius Kircher. No entanto, sua autoria não está totalmente esclarecida.
Uma variante do realejo era a laterna grega, que no século XIX e até o início do século XX era tocada pelos Yiftoi (músicos roma). Os Yiftoi acompanhavam o instrumento com a daira, um tambor de aro com pequenas soalhas. Os artistas solo com laterna se apresentavam especialmente nas cidades portuárias do Levante, em praças de mercado, às vezes acompanhados pela esposa ou filha, que atuava como dançarina, ou ainda levavam consigo um urso dançarino.
Na França, o instrumento musical é chamado Orgue de Barbarie, nome que remete ao primeiro fabricante conhecido: o italiano Giovanni Barberi, de Modena, que apresentou esse pequeno órgão portátil pela primeira vez em 1702.

Em Berlim, desde 1979, ocorre na Breitscheidplatz um Festival Internacional de Realejo. Em junho de 2017, mais de 120 tocadores de realejo — homens e mulheres — participaram do evento. No final de novembro de 2017, o construtor berlinense de realejos Axel Stüber solicitou o reconhecimento da música de realejo como Patrimônio Cultural da Humanidade.