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| Repórteres sem Fronteiras (RSF) | |
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| Reporters sans frontières | |
Logo desde 2020 | |
| Tipo | Organização não-governamental e sem fins lucrativos |
| Fundação | 1985 |
| Sede | Paris, França |
| Secretário-geral | Christophe Deloire (desde 2012) |
| Fundadores | Robert Ménard, Rémy Loury, Jacques Molénat e Émilien Jubineau |
| Empregados | cerca de 100 |
| Website | rsf |
Repórteres sem Fronteiras (RSF, em francês: Reporters sans frontiers) é uma organização internacional, não governamental e sem fins lucrativos com o objetivo de garantir o direito à liberdade de informação e de imprensa. O grupo defende as suas atividades na crença de que todos tem direito à informação independente de fronteiras, assim como descrito no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A RSF tem status consultivo junto à Organização das Nações Unidas, ao Conselho da Europa e à Organização Internacional da Francofonia.

As linhas de ação da RSF, explicitadas no site da entidade, são:
RSF é membro e fundadora da organização International Freedom of Expression Exchange (IFEX), uma rede mundial de mais de 70 organizações não governamentais de defesa da liberdade de expressão, que monitora violações à liberdade de imprensa e de expressão, movendo campanhas de defesa de jornalistas, escritores, usuários de Internet e outros que possam ser vítimas de perseguição pelo exercício do direito à expressão.
Em 2005, a organização foi agraciada com o Prêmio Sakharov para a liberdade de espírito, conferido pelo Parlamento Europeu. Para o período de outubro de 2008 a janeiro de 2012, seu secretário-geral é Jean-François Julliard, sucedendo a Robert Ménard, que dirigia a organização desde a sua fundação.
RSF publica a cada ano um relatório sobre o estado da liberdade de imprensa no mundo. Este documento, bastante mediatizado a cada aparição, baseia-se em diversos critérios para avaliar a liberdade de imprensa real em cada país, considerando desde ataques a jornalistas até a existência de leis que possam dificultar ou limitar essa liberdade.
Em 2005, a associação recebeu o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

Em 2007, houve questionamentos quanto às fontes de financiamento da organização e críticas às posições assumidas por seu secretário geral, Robert Ménard, sobre a prática de tortura. A análise das contas da RSF, feita por repórteres independentes em 2005, e a alegada vinculação de Robert Ménard, à CIA, bem como suas declarações de que o uso de tortura seria justificável, em alguns casos.
A RSF recebeu críticas na década de 2000 por aceitar financiamento do National Endowment for Democracy (NED; Fundo Nacional da Democracia) nos Estados Unidos e do Center for a Free Cuba (Central Cuba Livre). Na época, o secretário-geral Robert Ménard apontou que o financiamento do NED totalizava 0,92% do orçamento da Repórteres sem Fronteiras e era utilizado em suporte de jornalistas africanos e suas famílias. A RSF encerrou seu relacionamento com o Center for a Free Cuba em 2008.
Robert Ménard, ex-presidente da Repórteres Sem Fronteiras, considera que as críticas de que é sujeito, assim como a Repórteres Sem Fronteiras, têm origem em particular no regime cubano e seus partidários políticos; considera que o regime castrista está “por trás de quase todos os que tentarem desqualificar a nossa ação”. De forma mais geral, Robert Ménard considera que as críticas à RSF não são surpreendentes e são normais na medida em que a associação põe em causa Estados poderosos, que consequentemente respondem com campanhas de difamação, e comenta: “que esperar regimes que aprisionam, torturam, assassinam?". Em 2020, vive uma crise ligada à sua proximidade com o governo francês, cujos projetos de lei são considerados por muitos jornalistas como obstáculos à liberdade de informar.
Em 2025, a Repórteres sem Fronteiras foi declarada uma "organização indesejável" na Rússia.
Esta seção não cita fontes confiáveis. (janeiro de 2026) |
O orçamento da RSF para 2018 totalizou € 6,1 milhões. Cinquenta por cento da receita da organização vem de subsídios públicos; doze por cento, de fundações; vinte e quatro por cento, da publicação de livros de fotografia; e nove por cento, de doações públicas. As fundações que apoiam o trabalho da RSF incluem Adessium Foundation, IEDDH (Iniciativa Europeia para a Democracia e os Direitos Humanos, da Comissão Europeia), Sida (Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional), e a Omidyar Network.
Sobre os problemas de neutralidade: