Restúnia

Expansão do território dos Arzerúnios (séculos V-XI) com Restúnia situada ao centro, em laranja

Restúnia (em armênio: Ռշտունիք; romaniz.: Ṙštunik’[a]), segundo a Geografia de Ananias de Siracena (século VII), foi um gavar (cantão) da província de Vaspuracânia, na Armênia.

Geografia

Restúnia estava na costa sul do lago, com a cidade capital de Vostã (atual Guevaxe) e a cidade-fortaleza de Altamar Fazia divisa com Tosbe (antiga Tuspa, capital do Reino de Urartu) ao norte numa zona de colinas situada ao sul do vale do Vã. Era a metade oriental da porção sul do lago e da península de Caputecol (Kaputkoł) e sua fronteira ocidental passou pelo passo de Cusgunquirã (Kuzgunkiran) e continuou ao ponto norte da península. Altamar era local de refúgio no cantão e é possível que a planície de Guevaxe, na qual estava Vostã, era o único local populoso. Altamar também foi sede de um catolicossado independente da Igreja da Armênia. A fronteira ocidental de Vaspuracânia normalmente coincidiu com a de Restúnia. Fausto, o Bizantino ao descrever um episódio envolvendo Manachir Restúnio e Jacó de Nísibis, menciona que o cantão era dividido por uma montanha com minas de ferro e cobre.

História

No reinado do rei Cosroes III (r. 330–339), Vache I e Vaanes I, sob ordens do rei, massacraram a família Besnúnio em Altamar. Em meados do século V, Lázaro de Farpe cita o bispo Isaque. Foi apanágio da principesca família Restúnio, mas após a morte de Teodoro Restúnio ca. 656, os Restúnios declinaram e a Restúnia foi perdida à família Mamicônio e então à família Arzerúnio. Em 862, Gurgenes I derrotou o príncipe Asócio I (r. 856–890) em Noraguiul. À época, Restúnia e cantões vizinhos estiveram sob Cacício I. Sob os auspícios dele, foram fundados os Mosteiros de Nareque e Ilu. No século X, Tomás Arzerúnio omite Restúnia, que deve ter deixado de existir à época e pode ter sido incorporado em algum distrito vizinho, provavelmente Tospitis.

Notas

[a] ^ Seu nome armênio é formado por Restúnio (Ṙštuni), o nome da família que o governou, e o sufixo -k’ (-ք), utilizado para indicar o nome de países.

Referências

  1. ↑ Cappelletti 1841, p. 63.
  2. 1 2 Toumanoff 1963, p. 132; 213.
  3. ↑ Sinclair 1989, p. 315.
  4. ↑ Sinclair 1989, p. 329.
  5. ↑ Sinclair 1989, p. 322.
  6. ↑ Fausto, o Bizantino 1989, p. 77-79 (III.10).
  7. ↑ Grousset 1973, p. 129; 132.
  8. ↑ Lázaro de Farpe 1985, II.23.
  9. ↑ Toumanoff 1963, p. 213.
  10. ↑ Grousset 1973, p. 374-375.
  11. ↑ Sinclair 1989, p. 323.
  12. ↑ Hewsen 1992, p. 184.
  13. ↑ J̌ahukyan 1998, -ք.

Bibliografia