Retatrutide | |
Nome IUPAC (sistemática) | |
| L-tyrosyl-2-methylalanyl-L-glutaminylglycyl-L-threonyl-L-phenylalanyl-L-threonyl-L-seryl-L-α-aspartyl-L-tyrosyl-L-seryl-L-isoleucyl-2-methyl-L-leucyl-L-leucyl-L-α-aspartyl-L-lysyl-N6-(N-(19-carboxy-1-oxononadecyl)-L-γ-glutamyl-2-(2-(2-aminoethoxy)ethoxy)acetyl)-L-lysyl-L-alanyl-L-glutaminyl-2-methylalanyl-L-alanyl-L-phenylalanyl-L-isoleucyl-L-α-glutamyl-L-tyrosyl-L-leucyl-L-leucyl-L-α-glutamylglycylglycyl-L-prolyl-L-seryl-L-serylglycyl-L-alanyl-L-prolyl-L-prolyl-L-prolyl-L-serinamide | |
Identificadores | |
Informação química | |
Lista
| |
Farmacocinética | |
Considerações terapêuticas | |
Retatrutide é um fármaco experimental utilizado no tratamento da obesidade, caracterizado como um agonista triplo de receptores hormonais envolvidos na regulação metabólica. Trata-se de um peptídeo sintético administrado por via subcutânea, com meia-vida aproximada de 6 dias, permitindo aplicação semanal.
Seu desenvolvimento está inserido em uma nova geração de terapias baseadas em hormônios intestinais (“incretínicos”), voltadas ao controle do peso corporal e do metabolismo energético. Em estudos clínicos de fase 2, demonstrou reduções significativas do peso corporal em adultos com obesidade, com efeito dependente da dose.
A retatrutida atua como agonista simultâneo dos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do glucagon (GCG), todos pertencentes à classe de receptores acoplados à proteína G. Essa ação tripla permite a modulação integrada de diferentes vias fisiológicas envolvidas na homeostase energética e no metabolismo glicídico.
A ativação do receptor de GLP-1 promove aumento da saciedade, redução da ingestão alimentar e retardo do esvaziamento gástrico, além de estimular a secreção de insulina de forma dependente da glicose. O agonismo do receptor de GIP potencializa o efeito insulinotrópico e contribui para a regulação metabólica. Já a ativação do receptor de glucagon está associada ao aumento do gasto energético e à mobilização de substratos energéticos, o que pode potencializar a perda de peso.
Além disso, a retatrutida apresenta maior potência relativa no receptor de GIP e menor potência nos receptores de GLP-1 e glucagon quando comparada aos ligantes endógenos, o que contribui para um perfil farmacodinâmico equilibrado entre eficácia e tolerabilidade.