Revanchismo

Um professor na frente de seus alunos aponta com uma vareta para uma "mancha preta" no mapa da França.
Pintura de 1887 de Albert Bettannier exibindo um professor ensinando a alunos franceses sobre a perda dos territórios de Alsácia-Lorena.

Revanchismo (do francês revanche, "vingança") é um termo usado desde a década de 1870 para descrever uma manifestação política da vontade de reverter as perdas territoriais sofridas por um país, muitas vezes depois de uma guerra ou de um movimento social. O revanchismo tira a sua força do pensamento patriótico e retribucionista e muitas vezes é motivado por fatores econômicos e/ou geopolíticos. Ideólogos revanchistas extremos representam muitas vezes uma postura linha-dura, sugerindo que seus objetivos desejados podem ser alcançados por meio do resultado positivo de outra guerra.

O revanchismo está relacionado com o irredentismo, a concepção de que partes de uma nação cultural e/ou étnica permanecem "não redimidas" nas fronteiras do seu Estado-nação adequado. A política revanchista muitas vezes conta com a identificação de uma nação com um Estado-nação, muitas vezes mobilizando sentimentos de nacionalismo étnico profundamente enraizados, alegando territórios fora do Estado onde membros do seu grupo étnico vivem. As justificativas revanchistas são frequentemente apresentadas com base em ocupações antigas ou mesmo autóctones de um território, em "tempos imemoriais".

Motivações de agressão territorial e contra agressão são tão antigas quanto as sociedades tribais, mas a instância do revanchismo que deu a acepção moderna ao termo reside no forte desejo durante a Terceira República Francesa de recuperar a Alsácia-Lorena — que a França dominava desde o tempo do rei Luís XIV, no século XVII, e que foi levada no Tratado de Frankfurt, após a esmagadora derrota do Imperador Napoleão III na Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871 (apesar do fato de que durante a maior parte de sua história a região foi governada e habitada por germânicos alemães).

Exemplos históricos e contemporâneos

Américas

Argentina

A Argentina considera as Ilhas Malvinas, sob administração britânica, como parte integrante da Província da Terra do Fogo. Em 1994, a reivindicação territorial argentina sobre o arquipélago foi formalmente incorporada à Constituição da Argentina.

Durante o entreguerras, a corrente ideológica fascista do Nacionalismo e organizações como a Aliança da Juventude Nacionalista apoiaram abertamente planos de anexação do Uruguai, Paraguai, Chile e de porções do sul e leste da Bolívia, sob o argumento de que essas áreas compunham historicamente o Vice-Reino do Rio da Prata.

México

Setores nacionalistas mexicanos defendem que o Sudoeste dos Estados Unidos constitui território mexicano a ser restituído. Essa região pertenceu ao México até 1836, quando o Texas declarou sua independência. A subsequente Anexação do Texas aos Estados Unidos em 1845 desencadeou a Guerra Mexicano-Americana (1846–1848), cujo desfecho culminou na Cessão Mexicana de um vasto território que hoje compreende grande parte do oeste norte-americano.

Em 1865, ao término da Guerra Civil Americana, o imperador Maximiliano "recrutava ativamente refugiados confederados para colonizar o norte do México, permitindo que levassem seus escravos. Grant antevia que Maximiliano pretendia criar uma base a partir da qual rebeldes obstinados manteriam uma guerra revanchista contra os Estados Unidos e estabeleceriam uma barreira protetora para o império mexicano contra uma invasão das forças norte-americanas".

Ásia

China

A República Popular da China (RPC) tem recorrido a reivindicações históricas no Mar do Sul da China como justificativa para a construção de ilhas artificiais e expansão de sua jurisdição marítima. A demarcação da "linha das nove raias" estende a área reivindicada por Pequim em desacordo com as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Além dos atritos navais e civis nessa bacia, o país mantém contestações fronteiriças com o Japão, com a Índia e reivindica a soberania sobre Taiwan.

Iraque

O Kuwait foi invadido e anexado pelo Iraque de Saddam Hussein em agosto de 1990.

O regime de Saddam Hussein buscou anexar diversos territórios vizinhos. Durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988), Saddam reivindicou o controle integral da margem oriental do Chatte Alárabe, controlada pelo Irã.

O governo iraquiano justificou a invasão do Kuwait em 1990 alegando que o emirado vizinho sempre fora parte integrante do território iraquiano durante o período otomano, tendo sido desmembrado unicamente por ingerência imperialista britânica.

Fontes historiográficas apontam também que Saddam Hussein planejou invadir e anexar parcelas da Província Oriental da Arábia Saudita, sustentando que o oásis de Al-Ahsa pertencera historicamente ao Vilaiete de Baçorá otomano antes de ser incorporado pelos sauditas com apoio britânico em 1913.

Filipinas

As Filipinas mantêm uma reivindicação diplomática sobre porções do Norte de Bornéu, território administrado pela Malásia como o estado de Sabah. O pleito filipino baseia-se na cessão histórica da região pelo Sultanato de Sulu sob o acordo de arrendamento firmado em 1878 entre o sultão Jamalul Azam e Gustav von Overbeck, da Companhia Britânica do Bornéu do Norte.

Turquia

No século XXI, a política turca vivenciou uma revalorização de símbolos e narrativas do período otomano, concomitante à ascensão do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002, acompanhada de reivindicações de influência sobre antigas possessões do Império Otomano. O uso do neo-otomanismo pelo AKP tem moldado a política externa e transformado o debate interno entre a identidade secular republicana e a herança imperial. O partido utilizou lemas eleitorais como Osmanlı torunu ("descendentes dos otomanos") para mobilizar sua base em apoio a Recep Tayyip Erdoğan, presidente eleito em 2014. Essa orientação serviu de sustentação ideológica para a transição do sistema parlamentarista turco para um presidencialismo centralizado, gerando críticas de opositores que acusam Erdoğan de adotar posturas de um "sultão moderno".

O avanço de posturas ultranacionalistas manifestou-se igualmente em tensões com minorias e contestações contra a Armênia. Em setembro de 2015, uma placa de boas-vindas quadrilíngue (em turco, curdo, inglês e armênio) instalada em Iğdır foi alvo de protestos de grupos nacionalistas, vindo a ser vandalizada e posteriormente removida em junho de 2016.

Europa

França

Cartaz propagandístico francês de 1917 retratando a Prússia como um polvo expansionista, acompanhado da citação atribuída a Mirabeau em 1788: "A guerra é a indústria nacional da Prússia".

O revanchismo moderno adquiriu projeção conceitual na França após a derrota na Guerra Franco-Prussiana de 1870–1871, nutrido pela amargura da perda compulsória da Alsácia-Lorena para o recém-unificado Império Alemão. O sentimento de desforra militar e a exaltação patriótica influenciaram a cultura visual da época em telas de pintores como Alphonse-Marie-Adolphe de Neuville.

Lideranças políticas republicanas radicais, como Georges Clemenceau, opuseram-se às expedições colonialistas da Partilha da África, defendendo a concentração dos esforços nacionais na recuperação da "linha azul dos Vosges" na Alsácia-Lorena. Em fins da década de 1880, a comoção popular impulsionou o movimento do general Georges Ernest Boulanger (alcunhado de Général Revanche). Essa tradição nacionalista influenciou decisivamente a diplomacia francesa até 1914, sendo o fator basilar para a formação da Aliança Franco-Russa (1894) e da Tríplice Entente entre França, Reino Unido e Rússia.

O revanchismo francês determinou as diretrizes punitivas do Tratado de Versalhes em 1919, que devolveu a Alsácia-Lorena à soberania francesa e impôs severas reparações financeiras à Alemanha derrotada. A conferência de paz foi aberta formalmente no aniversário da proclamação do Império Alemão e a cerimônia de assinatura foi realizada na mesma Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes.

Alemanha

Mapa das alterações territoriais na Europa após a Primeira Guerra Mundial (posição em 1923).

Um intenso movimento revanchista germânico desenvolveu-se em oposição às perdas territoriais estipuladas no Tratado de Versalhes. Correntes do pan-germanismo na República de Weimar demandavam a reintegração das fronteiras pré-guerra e a unificação de todas as populações etnicamente germânicas em um único Estado nacional. O movimento reivindicava a anulação da entrega da Alsácia-Lorena, a recuperação do Corredor Polonês e a anexação dos Sudetos (região integrada à Tchecoslováquia após o desmembramento do Império Austro-Húngaro). Tais reivindicações foram exploradas por Adolf Hitler e pelo nazismo, culminando na deflagração da Segunda Guerra Mundial com a Invasão da Polônia. Esse irredentismo convergia com os postulados nacionalistas do movimento Völkisch e da Liga Pan-Germânica (Alldeutscher Verband), que combinavam expansionismo territorial com teorias de "higiene racial".

Grécia

O revanchismo e o irredentismo grego manifestaram-se historicamente através da Megali Idea ("Grande Ideia"), conceito que advogava a integração de todas as terras de população e cultura helênica na bacia do Mar Egeu e na Anatólia sob a jurisdição do Estado grego. As disputas fronteiriças e os desdobramentos da Troca de populações entre a Grécia e a Turquia após a Primeira Guerra Mundial e a Guerra Greco-Turca de 1919–1922 deixaram marcas profundas na política externa e na retórica nacionalista do país ao longo do século XX.

Hungria

O Tratado de Trianon: o Reino da Hungria perdeu 72% de seu território e cerca de 3,3 milhões de húngaros étnicos ficaram fora de suas fronteiras.

A aspiração pela Grande Hungria vincula-se a correntes revisionistas que buscam restabelecer o controle ou ampliar a autonomia de áreas habitadas por populações de etnia húngara nos países vizinhos (como na Romênia, Eslováquia e Sérvia). As perdas territoriais impostas pelo Tratado de Trianon de 1920 permanecem presentes no imaginário nacional sob a denominação de "trauma de Trianon". Pesquisas de opinião do Pew Research Center em 2020 indicaram que cerca de dois terços dos cidadãos húngaros concordavam que parcelas de nações vizinhas deveriam pertencer à Hungria.

Polônia

Nas décadas de 1920 e 1930, a Segunda República Polonesa buscou reintegrar territórios e populações polonesas que haviam sido submetidos pelas partilhas austríaca, prussiana e russa:

A Polônia considerava-se entre as potências revisionistas, acalentando aspirações de expansão ao sul e até mesmo de presença no Mar Negro. Vítima das reivindicações de outros Estados, ela própria não considerava as fronteiras de Versalhes imutáveis. Em 1938, quando o Estado tchecoslovaco foi desmembrado no Acordo de Munique, o governo polonês emitiu um ultimato a Praga exigindo a cessão da região de Teschen (Zaolzie), perante o qual o governo tcheco não pôde resistir.

Rússia

Alterações de fronteiras nacionais na Europa Oriental e Ásia Central após a dissolução da União Soviética.

A anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, o apoio militar e logístico a forças separatistas na Guerra em Donbas e a posterior invasão em larga escala da Ucrânia em 2022 foram caracterizados por analistas políticos internacionais como manifestações contemporâneas de revanchismo e irredentismo sob o governo de Vladimir Putin.

Correntes ultranacionalistas russas reivindicam esporadicamente o território do Alasca, o qual foi formalmente adquirido pelos Estados Unidos mediante transação comercial e tratado bilateral com o Império Russo em 1867.

Espanha

A Espanha cedeu o território de Gibraltar à Coroa Britânica sob os termos do Tratado de Utrecht em 1713. A restituição de Gibraltar tornou-se diretriz diplomática permanente de Estado sob a ditadura de Francisco Franco e manteve-se presente na política externa dos sucessivos governos constitucionais após a transição espanhola para a democracia.

Suécia

A Suécia cedeu a soberania sobre a Finlândia para o Império Russo ao término da Guerra Finlandesa (1808–1809), encerrando quase seis séculos de administração comum. Ao longo do século XIX, movimentos ocasionais aventaram a reconquista da Finlândia, mas a disparidade militar com o Império Russo inviabilizou planos ofensivos. Durante a Guerra da Crimeia (1853–1856), as potências aliadas ocidentais entabularam negociações para a entrada da Suécia no conflito com apoio expedicionário visando a restauração finlandesa, projeto que não chegou a se concretizar.

Ucrânia

Mapa da Ucrânia, destacando a Crimeia ao sul e as áreas de conflito no Donbas a leste.

Em 24 de março de 2021, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky promulgou o Decreto Presidencial n.º 117/2021, aprovando a "estratégia de desocupação e reintegração do território temporariamente ocupado da República Autônoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol", em coordenação com a iniciativa diplomática da Plataforma da Crimeia. Em 10 de maio de 2022, no contexto da invasão russa, o chanceler ucraniano Dmytro Kuleba declarou que os objetivos de guerra do país contemplavam a libertação e restauração integral de todas as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia, incluindo o Donbas e a península da Crimeia.

Ver também

Procure por Revanchismo no Wikcionário, o dicionário livre.

Referências

  1. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 504.
  2. ↑ Michaelis (ed.). «Revanchismo». Consultado em 15 de fevereiro de 2013
  3. ↑ Veja W. Schivelbusch, The Culture of Defeat, page 106 (Henry Holt and Co. 2001)
  4. ↑ «Constitución Nacional». Senado da Nação Argentina (em espanhol). Cópia arquivada em 17 de junho de 2004. A Nação Argentina ratifica sua legítima e imprescritível soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e os espaços marítimos e insulares correspondentes, por serem parte integrante do território nacional.
  5. ↑ Fuentes, Carlos (2003). «Unidad y diversidad del español, lengua de encuentros». Congresos de la Lengua (em espanhol). Consultado em 29 de abril de 2022
  6. ↑ Krauze, Enrique (6 de abril de 2017). «Will Mexico Get Half of Its Territory Back?». The New York Times
  7. ↑ Doyle, Don H. (2024). The Age of Reconstruction: How Lincoln's New Birth of Freedom Remade the World. Princeton & Oxford: Princeton University Press, p. 74.
  8. ↑ Lee, John (2 de março de 2013). «Beware a revanchist China». The Japan Times (em inglês). Consultado em 27 de junho de 2021
  9. ↑ «Taming the Revanchist Dragon». www.delhipolicygroup.org. Consultado em 27 de junho de 2021
  10. ↑ Goldstein, Erik (2005). Wars and Peace Treaties: 1816 to 1991. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 133. ISBN 9781134899128
  11. ↑ R. Stephen Humphreys, Between Memory and Desire: The Middle East in a Troubled Age, University of California Press, 1999, p. 105.
  12. ↑ Amatzia Baram, Barry Rubin. Iraq's Road To War. New York, New York, USA: St. Martin's Press, 1993, p. 127.
  13. ↑ «Indonesias foreign policy since the implementation of guided democracy». Twenty years Indonesian foreign policy 1945–1965. [S.l.]: Walter de Gruyter GmbH & Co KG. 3 de dezembro de 2018. p. 472
  14. ↑ Kadir, Norozan (julho de 2017). «The Formation Of Malaysia And The Philippines' Alternative Plan To Claim Sabah After Its Unsuccessful Irredentism Mission, 1963-1965». Jebat: Malaysian Journal of History, Politics & Strategic Studies. 44 (1): 180–214
  15. ↑ «İstanbul Barosu'ndan AKP'li vekile çok sert tepki». www.cumhuriyet.com.tr (em turco). 16 de janeiro de 2015. Consultado em 8 de outubro de 2020
  16. ↑ «AKP'li vekil: Osmanlı'nın 90 yıllık reklam arası sona erdi». www.cumhuriyet.com.tr (em turco). 15 de janeiro de 2015. Consultado em 8 de outubro de 2020
  17. ↑ «İslami Analiz». www.islamianaliz.com. Consultado em 8 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2020
  18. ↑ «AKP'nin Osmanlı sevdası ve... - Barış Yarkadaş». Consultado em 8 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2015
  19. ↑ «Yeniden Osmanlı hayalinin peşinden koşan AKP, felaketi yakaladı!..». www.sozcu.com.tr (em turco). 15 de maio de 2013. Consultado em 8 de outubro de 2020
  20. ↑ «Kılıçdaroğlu: AKP çökmüş Osmanlıcılığı ambalajlıyor». T24 (em turco). Consultado em 8 de outubro de 2020
  21. ↑ «Kurdish Mayor of Igdir Installs 'Welcome' Sign in Armenian». Asbarez. 22 de setembro de 2015. Consultado em 28 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 29 de novembro de 2020
  22. ↑ «Ultra-nationalist Turkish group protests Armenian signboards in Tuzluca». Public Radio of Armenia (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2025
  23. ↑ «Armenian Signboards Removed in Igdir». Asbarez. 21 de junho de 2016
  24. ↑ Karine Varley, "The Taboos of Defeat: Unmentionable Memories of the Franco-Prussian War in France, 1870–1914." in Jenny Macleod, ed., Defeat and Memory: Cultural Histories of Military Defeat in the Modern Era (Palgrave Macmillan, 2008), pp. 62–80.
  25. ↑ Karine Varley, Under the Shadow of Defeat: The War of 1870–71 in French Memory (2008).
  26. ↑ W. Schivelbusch, The Culture of Defeat, p. 106 (Henry Holt and Co. 2001).
  27. ↑ Antisemitism: A Historical Encyclopedia of Prejudice and Persecution, Volume 1. Richard S. Levy, pp. 528–529, ABC-CLIO, 2005.
  28. ↑ Ploumidis, Spyridon G. (2020). «Nationalism and authoritarianism in interwar Greece (1922–1940)». Conservatives and Right Radicals in Interwar Europe. [S.l.]: Routledge. pp. 215–236. ISBN 978-0-429-27527-2. doi:10.4324/9780429275272-10
  29. ↑ Dedja, Stiljan (22 de janeiro de 2024). «Greece continues to hinder Albania on its European path». Sot News. Consultado em 6 de abril de 2024
  30. ↑ Kulish, Nicholas (7 de abril de 2008). «Kosovo's Actions Hearten a Hungarian Enclave». The New York Times. Consultado em 8 de abril de 2008
  31. ↑ «NATO Seen Favorably Across Member States». pewresearch.org. 10 de fevereiro de 2020. Consultado em 24 de abril de 2020
  32. ↑ Overy, Richard; Wheatcroft, Andrew (1999). The Road to War. [S.l.]: Penguin. p. 9. ISBN 978-0-14-028530-7
  33. ↑ Romano, Carlin (21 de julho de 2014). «Revanchism and Its Costs». The Chronicle of Higher Education. Consultado em 27 de julho de 2014
  34. ↑ Niblett, Robin (12 de abril de 2014). «The West must not blame itself for Putin's revanchism». CNN.com. Consultado em 27 de julho de 2014
  35. ↑ «Putin's revanchist excuses for going to war». The Strategist. 29 de março de 2022
  36. ↑ «Hailing Peter the Great, Putin draws parallel with mission to 'return' Russian lands». Reuters. 9 de junho de 2022
  37. ↑ Farand, Chloe (31 de março de 2017). «Russian nationalists want Alaska back - 150 years after it was sold to the US». The Independent. Consultado em 25 de novembro de 2019
  38. ↑ «Spain won't dare invade Gibraltar – They'd lose more than a war». The Jerusalem Post. 13 de abril de 2017
  39. ↑ «Zelensky enacts strategy for de-occupation and reintegration of Crimea». Ukrinform. Governo da Ucrânia. 24 de março de 2021
  40. ↑ «Ukraine has upgraded its war aims as confidence grows, says foreign minister»Subscrição paga é requerida. Financial Times. 10 de maio de 2022. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2022