Este artigo trata do rio Dadu, na província chinesa de Sujuão, e não do rio homônimo situado em Taiwan.
| Rio Dadu Dadu He; Gyelmo Ngul Chu | |
|---|---|
O rio Dadu no condado de Danba, em Sujuão. | |
| Comprimento | 1 062 km |
| Nascente | Rio Ma'er Qu, no condado de Darlag, Chingai |
| Altitude da nascente | 4 579 m |
| Caudal médio | 1 760 m³/s |
| Foz | Rio Min, em Leshan, Sujuão |
| Bacia hidrográfica | Rio Yangtzé |
| Área da bacia | 92 000 km² |
| Afluentes esquerda | Rio Qingyi |
| País | China |
| Províncias | Chingai e Sujuão |
| Coordenadas da foz | 29° 32′ 58″ N, 103° 45′ 53″ L |
O rio Dadu (em chinês: 大渡河; pinyin: Dàdù Hé; Wade-Giles: Tatu Ho; em nuosu: ꍩꍠꒉꄿ, Chot Zhyr Yy Dda), conhecido em tibetano como Gyelmo Ngul Chu (རྒྱལ་མོ་རྔུལ་ཆུ་; transliteração Wylie: rgyal mo rngul chu), é um importante rio localizado principalmente na província de Sujuão, no sudoeste da China. O Dadu corre da porção oriental do Planalto Tibetano até a bacia de Sujuão, onde deságua no rio Min, afluente do rio Yangtzé. Medido a partir de sua nascente geográfica, o Dadu tem 1.062 km de extensão, sendo mais longo que o próprio rio Min e constituindo, portanto, o curso principal de seu sistema hidrográfico.
A barragem de Shuangjiangkou, projetada para se tornar a mais alta do mundo, estava em construção em 2026; sua primeira unidade geradora entrou em operação em 26 de junho daquele ano.
O rio recebe o nome de Dadu a partir de Danba e termina em Leshan, onde se encontra com o rio Min. Sua nascente geográfica, que também constitui a nascente do sistema hidrográfico do Min, fica, porém, na província de Chingai, na porção oriental do Planalto Tibetano.
Em 2013, a Academia Chinesa de Ciências anunciou ter localizado a nascente geográfica do Dadu na parte oriental do condado de Darlag, em Chingai, nas coordenadas 33° 23′ 16″ N, 100° 17′ 32″ L. Esse curso d'água, denominado Ma'er Qu (马尔曲, Mǎ'ěr Qū), é afluente do Markog (玛柯河, Mǎkē Hé), um dos dois principais cursos superiores do Dadu, ao lado do Darkog (杜柯河, Dùkē Hé). Tradicionalmente, considerava-se que a nascente do Dadu ficava nas montanhas Golog, no condado de Jigzhi, na cabeceira do Markog.
Desde a verdadeira nascente do Dadu, em Chingai, até a confluência do Min com o Yangtzé, em Yibin, a extensão total do sistema fluvial Min-Dadu é de 1.279 km.

O rio Darkog, a oeste, e o rio Markog, a leste, correm em direção sudeste a partir das montanhas Bayan Har, em Chingai, e entram na província de Sujuão. Os dois cursos se unem na prefeitura de Aba e seguem para o sul com o nome de Dajin Chuan (大金川, Dàjīn Chuān, literalmente "rio Grande Dourado"). Nesse trecho, o rio corre entre as montanhas Daxue, a oeste, e as montanhas Qionglai, a leste.
No condado de Danba, o Dajin Chuan recebe o Xiaojin Chuan (小金川, Xiǎojīn Chuān, literalmente "rio Pequeno Dourado"), e os dois cursos passam a formar o rio denominado Dadu. O rio continua para o sul, atravessando o condado de Luding, até mudar sua direção para leste em Shimian. A leste do condado de Hanyuan, o Dadu penetra no cânion do rio Dadu (大渡河峡谷, Dàdùhé Xiágǔ) antes de alcançar as terras baixas da bacia de Sujuão, pouco abaixo do monte Emei.
O Dadu recebe as águas do rio Qingyi e encontra o Min em Leshan. Na confluência, o Dadu apresenta maior vazão e uma nascente mais distante, sendo por isso considerado o verdadeiro curso principal do sistema do rio Min. Da confluência dos dois rios, o Min prossegue até desaguar no rio Yangtzé, em Yibin.

O rio Dadu atravessa uma área de transição entre o Tibete tradicional, a oeste, e a China histórica, a leste. Por essa razão, a região é considerada uma zona de fronteira há muito tempo e foi palco de numerosos conflitos. Para os tibetanos, o Dadu faz parte da província histórica de Came (Kham). Na tradição chinesa, o rio marca o extremo ocidental da área da cultura de Sujuão. Kangding, entreposto comercial histórico entre o Tibete e a China, situa-se na bacia do Dadu.
Tradicionalmente, a bacia do alto Dadu compreendia 18 principados de rGyalrong, cujos habitantes falavam línguas rGyalrongicas, um ramo distinto da família de línguas tibeto-birmanesas.
Concluído em 803 d.C., o Grande Buda de Leshan é uma grande estátua esculpida na rocha junto à confluência dos rios Dadu e Min. O monumento é atualmente uma atração turística popular.
O sismo de Kangding-Luding de 1786 provocou um deslizamento de terra que formou uma barragem de deslizamento no Dadu. Nove dias depois, em 10 de junho de 1786, a barragem se rompeu. A inundação resultante se estendeu por 1.400 km a jusante e matou 100.000 pessoas. Trata-se do segundo desastre provocado por deslizamento de terra com maior número de mortos de que se tem registro.
No século XX, o Dadu tornou-se conhecido pela ponte de Luding, historicamente importante, cuja travessia pelo Exército Vermelho Chinês ocorreu durante a retirada diante das tropas do Kuomintang, na Grande Marcha.
O rio Dadu tem sido objeto de intenso aproveitamento, principalmente para a geração de hidroeletricidade. Em março de 2014, havia 26 barragens concluídas, em construção ou planejadas ao longo do rio. A relação a seguir apresenta as barragens de jusante para montante e reproduz as situações registradas naquela data.