| Rio Luachimo | |
|---|---|
| Nascente | Planalto da Lunda |
| Foz | Rio Cassai |
| Bacia hidrográfica | Bacia do Congo |
| País(es) | |
| Região | Lunda Norte, Lunda Sul |
O rio Luachimo é um curso de água do nordeste de Angola, integrado na bacia hidrográfica do rio Congo. Corre no sentido sul–norte pelas províncias da Lunda Sul e da Lunda Norte, sendo afluente do rio Cassai (Kasai), por sua vez um dos principais tributários da margem esquerda do Rio Congo. Junto à cidade do Dundo, no seu curso, está instalada a central hidroelétrica homónima.
O Luachimo corre no sentido sul–norte pelo Planalto da Lunda, à semelhança dos rios que lhe são paralelos, como o Cuango, o Chicapa e o Chiumbe, todos afluentes da bacia do Cassai. Os seus depósitos aluviais, ricos em diamantes, estendem-se desde as cabeceiras até à fronteira com a República Democrática do Congo.
O troço do rio na região do Dundo situa-se a uma altitude de cerca de 870 metros e insere-se numa zona de clima tropical, com precipitação anual da ordem dos 1400 mm e chuvas concentradas no verão.
O vale do Luachimo situa-se numa das regiões diamantíferas mais importantes de Angola. Os seus depósitos aluviais, tal como os dos rios Cuango, Chicapa, Chiumbe, Luana e Luembe, contêm uma elevada proporção de diamantes de qualidade gema, provenientes da erosão de kimberlitos do gráben do Lucapa. A exploração diamantífera na região remonta ao início do século XX, associada à atividade da Forminière e, mais tarde, da Diamang, no âmbito da qual o Dundo surgiu como localidade mineira planeada.
O vale do Luachimo, nas imediações do Dundo, foi classificado como Área Importante para a Conservação das Aves (IBA) pela BirdLife International em 2001, abrangendo cerca de 2000 hectares. As margens do rio são ocupadas por floresta de galeria, com copado entre 20 e 40 metros de altura, rodeada por extensas pastagens e mata aberta. Foram registadas cerca de 313 espécies de aves no Dundo e ao longo do rio, sendo a área rica em espécies do bioma das florestas guineo-congolesas. A avifauna da região do nordeste angolano foi documentada em estudos ornitológicos como os de M. S. L. Mills e W. R. J. Dean.
No rio Luachimo, nas proximidades do Dundo, foi construída em 1958 a Central Hidroelétrica do Luachimo, ainda no período colonial português, com uma potência instalada original de 8,4 megawatts. Entre 2016 e 2024, a central foi objeto de uma profunda reabilitação e ampliação que elevou a sua potência para 34 megawatts, reforçando o fornecimento de energia à cidade do Dundo e à região envolvente.