| Robert Watson | |
|---|---|
| Nascimento | |
| Alma mater | Universidade Queen Mary de Londres |
| Prémios | Prêmio Planeta Azul (2010) FRS (2011) |
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Cientista atmosférico |
Sir Robert Tony Watson CMG FRS(nascido em 21 de março de 1948) é um químico britânico que trabalha com questões relacionadas às ciências atmosféricas, incluindo a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global e a paleoclimatologia, desde a década de 1980. Mais recentemente, Watson atuou como copresidente da avaliação do relatório Global Environment Outlook 2025, das Nações Unidas. Número do documento: DEW/2728/NA. Apenas os copresidentes da avaliação estão listados como autores.
Watson obteve o doutorado em cinética química na fase gasosa (química atmosférica) pelo Queen Mary College, da Universidade de Londres, em 1973.
Recebeu diversos prêmios por suas contribuições à ciência, entre eles o Prêmio NAS de Revisão Científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos em 1992, o Prêmio de Liberdade e Responsabilidade Científica da Associação Americana para o Avanço da Ciência em 1993, a insígnia de Companheiro Honorário da Ordem de São Miguel e São Jorge concedida pelo Governo do Reino Unido em 2003, e o prêmio Champions of the Earth do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em 2014.
Em 2020, foi eleito membro da Sociedade Filosófica Americana.
Watson foi diretor da Divisão de Ciência e cientista-chefe do programa Mission to Planet Earth, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). Posteriormente, tornou-se diretor associado para Meio Ambiente no Gabinete Executivo do Presidente dos Estados Unidos, na Casa Branca.
Em 1996, ingressou no Grupo Banco Mundial como conselheiro científico sênior do Departamento de Meio Ambiente. Em 1997, tornou-se diretor desse departamento e chefe do Conselho Setorial de Meio Ambiente, exercendo posteriormente o cargo de cientista-chefe e conselheiro sênior para o Desenvolvimento Sustentável. Em agosto de 2007, assumiu a cátedra de Ciências Ambientais e a direção científica do Centro Tyndall para Pesquisa sobre Mudanças Climáticas, na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e, em setembro do mesmo ano, passou a atuar como conselheiro científico-chefe do Departamento para o Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) do governo britânico.
Watson desempenhou um papel importante nos esforços internacionais de regulamentação relacionados à destruição da camada de ozônio e ao aquecimento global. As Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal foram estabelecidos antes da formação de um consenso científico sobre o tema. Até a década de 1980, a União Europeia, a NASA, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o governo britânico apresentavam avaliações científicas divergentes. Watson contribuiu para a elaboração de avaliações científicas unificadas e desempenhou função semelhante no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Foi presidente do Painel Consultivo Científico e Técnico do Fundo Global para o Meio Ambiente entre 1991 e 1994, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 1997 a 2002 e copresidente do conselho da Avaliação Ecossistêmica do Milênio entre 2000 e 2005. Posteriormente, dirigiu a Avaliação Internacional do Conhecimento, Ciência e Tecnologia Agrícolas para o Desenvolvimento, realizada entre 2005 e 2007. Também foi copresidente da Avaliação Científica da Destruição da Camada de Ozônio para os relatórios publicados entre 1994 e 2006. Presidiu ou copresidiu ainda outras avaliações científicas internacionais, incluindo o Grupo de Trabalho II do IPCC, avaliações conjuntas do PNUMA/OMM e a Global Biodiversity Assessment do PNUMA.
Watson foi nomeado Knight Bachelor nas Honras de Ano-Novo de 2012 pelos serviços prestados ao governo.
Atualmente é diretor de Desenvolvimento Estratégico do Centro Tyndall para Pesquisa sobre Mudanças Climáticas, na Universidade de East Anglia.
Em 29 de fevereiro de 2016, Watson foi eleito presidente da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) durante a quarta sessão plenária da organização, após ter exercido anteriormente o cargo de vice-presidente.
O jornalista Andrew Revkin, escrevendo para o The New York Times, descreveu Watson como "um defensor franco da ideia de que as ações humanas — principalmente a queima de carvão e petróleo — estão contribuindo para o aquecimento global e precisam ser modificadas para evitar graves perturbações ambientais".
Em abril de 2002, os Estados Unidos defenderam e obtiveram a substituição de Watson por Rajendra Pachauri na presidência do IPCC. Segundo a revista New Scientist, "a indústria do petróleo parece estar por trás da iniciativa". A campanha do setor petrolífero para afastar Watson começou poucos dias após a posse de George W. Bush, em janeiro de 2001, com um memorando enviado à Casa Branca por Randy Randol, da petrolífera ExxonMobil, perguntando: "Can Watson be replaced now at the request of the US?" ("Watson pode ser substituído agora a pedido dos Estados Unidos?").
Em 2000, Watson afirmou:
| Precedido por Bert Bolin |
Presidente do IPCC 1997–2002 |
Sucedido por Rajendra K. Pachauri |