| Roberto Farias | |
|---|---|
Farias em 2012. | |
| Nascimento | 27 de março de 1932 |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Morte | 14 de maio de 2018 (86 anos) |
| Ocupação | cineasta |
| Festival de Berlim | |
| Prêmio Ofício Católico Internacional Prêmio C.I.C.A.E. 1983 - Pra Frente, Brasil | |
| Outros prêmios | |
| (Ver lista) | |
Roberto Figueira de Farias (Nova Friburgo, 27 de março de 1932 — Rio de Janeiro, 14 de maio de 2018) foi um roteirista, montador, produtor e diretor de cinema e televisão brasileiro. Farias é conhecido pelos filmes Pra Frente, Brasil (1982), um dos primeiros filmes a retratar a repressão da ditadura militar brasileira abertamente, Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987), baseado na obra homônima de Ariano Suassuna, e a Trilogia Roberto Carlos.
Foi indicado ao Urso de Ouro, prêmio de maior prestígio do Festival de Cinema de Berlim, com Pra Frente, Brasil, recebendo o Prêmio Ofício Católico Internacional e o Prêmio C.I.C.A.E. na mesma cerimônia. É irmão do ator e também diretor de cinema Reginaldo Faria, com seus filhos, Maurício Farias e Lui Farias, também sendo cineastas. Foi homenageado durante a 14º edição do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, no ano de 2015.
Irmão do ator Reginaldo Faria, Roberto Figueira de Farias nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro em 27 de março de 1932, tendo um "s" adicionado ao seu sobrenome por erro do cartório. Ainda pequeno, sua mãe o levava quando ia ao cinema, sendo esse seu primeiro contato com o que se passava na tela. Aos 8 anos montava um "cineminha" na sua casa usando caixas de sapatos. Entre cursar Belas Artes ou Arquitetura em Nova Friburgo, escolheu o primeiro.

Sua carreira cinematográfica começou ainda na década de 50, atuando como assistente de direção na Atlântida Cinematográfica e em algumas produções do diretor Watson Macedo. Seu primeiro trabalho na direção de um longa-metragem aconteceu ainda nessa década, quando dirigiu a comédia Rico Ri à Toa, em 1957, que foi um grande sucesso comercial, fazendo o cineasta gravar no ano seguinte No Mundo da Lua.
Tornou-se um dos mais aclamados diretores brasileiros ao filmar o drama policial Cidade Ameaçada, em 1960, indicado a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Farias revolucionou o cinema brasileiro quando dirigiu O Assalto ao Trem Pagador, em 1962, ao sair dos estúdios e ir para as ruas filmar as cenas.
Roberto Farias morreu no Rio de Janeiro em 14 de maio de 2018, aos 86 anos, durante uma internação para tratamento contra um câncer.
| Ano | Filme |
|---|---|
| 1957 | Rico Ri à Toa |
| 1958 | No Mundo da Lua |
| 1960 | Cidade Ameaçada |
| 1961 | Um Candango na Belacap |
| 1962 | O Assalto ao Trem Pagador |
| 1963 | Selva Trágica |
| 1966 | Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera |
| 1968 | Roberto Carlos em Ritmo de Aventura |
| 1970 | Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa |
| 1971 | Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora |
| 1973 | O Fabuloso Fittipaldi |
| 1982 | Pra Frente, Brasil |
| 1987 | Os Trapalhões no Auto da Compadecida |