| "Robocop Gay" | ||||
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| Single de Mamonas Assassinas do álbum Mamonas Assassinas | ||||
| Lançamento | Outubro de 1995 | |||
| Formato(s) | CD single | |||
| Gênero(s) | Rock cômico, pop rock | |||
| Duração | 2:58 | |||
| Gravadora(s) | EMI | |||
| Composição | Dinho, Júlio Rasec | |||
| Produção | Rick Bonadio | |||
| Cronologia de singles de Mamonas Assassinas | ||||
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"Robocop Gay" foi um dos maiores hits da banda Mamonas Assassinas, tornando-se um grande sucesso na época. Foi a 76.ª canção mais tocada no país no ano de 1995 e também se tornou um sucesso na Argentina. Segundo uma pesquisa realizada pelo Estadão em 2016 no site do ECAd, esta era a segunda canção do grupo mais tocada (em casas de diversão, casas de festas, música ao vivo, rádio, show e sonorização ambiental) e a segunda mais regravadas por outros artistas. Em ambas categorias atrás apenas de Pelados em Santos.
A canção foi composta sob encomenda do político Geraldo Celestino, então candidato de Guarulhos, para animar "showmícios" durante as eleições de 1994. Inicialmente batizada de "Demerval, o Machão", a música foi gravada de primeiro take, ou seja, a primeira gravação é a que está no disco final lançado.
A estrutura lírica da canção forma uma oitava (estrofe de oito versos de rimas intercaladas) com sete sílabas. Além disso, a maioria dos versos terminam com palavras proparoxítonas rimadas, semelhante à "Construção", de Chico Buarque.
"Robocop Gay" foi uma das duas canções – juntamente com "Pelados em Santos" - que foram gravadas numa fita demo que os Mamonas Assassinas enviaram a várias gravadoras, e que os fez assinar com a EMI.
| “ | Eu peguei a fita cassete e pus pra tocar. Puta, eu ouvi o 'Robocop Gay'... Eu chorei de rir, mas chorei, mas eu ria muito! Era muito engraçado... a coisa mais engraçada que eu já ouvi na minha vida. Nesse mesmo dia, eu liguei pro Dinho e falei: 'Meu, isso aqui é bom pra caralho, meu, o que vocês gravaram é legal'. | ” |
Foi a segunda canção da banda a fazer parte da trilha sonora de uma telenovela brasileira: Caminhos do Coração, exibida pela Rede Record em 2007/2008. Curiosamente, a primeira canção a fazer parte de uma trilha sonora de novela foi Sabão Crá Crá, que também está presente neste single.
A canção compara uma travesti alterado por cirurgia plástica a um ciborgue homossexual, no caso o RoboCop do filme homônimo. Em entrevista ao Jô Soares Onze e Meia, os Mamonas admitiram que a letra teve inspiração de um personagem do próprio Jô Soares, o Capitão Gay. Versões ao vivo da canção contavam com o "Melô do Piripiri" (da canção "Je suis la femme", da cantora Gretchen), inserido antes do refrão.
Sucesso em karaokes, a canção costuma se fazer presentes em programas de reality show, como em A Fazenda, em 2009, em 2012 e no Big Brother Brasil, também em 2009.
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração |
|---|---|---|---|
| 1. | "Robocop Gay" | Dinho, Júlio Rasec | 2:59 |
| 2. | "Sabão Crá Crá (The Mad Ku Ku)" | (música folclórica) | 0:42 |
| Duração total: | 3:41 | ||
A neutralidade deste artigo foi questionada. (setembro de 2013) |
Em 2007, a música foi tema do personagem Danilo (Cláudio Heinrich), na novela Caminhos do Coração. Este fato acabou gerando vários protestos de sites e blogs na internet ligados a grupo de LGBTs.
O autor da trama, Tiago Santiago, defendeu a escolha da canção com os seguintes dizeres:
| “ | Eu participei da escolha da música. Ela é engraçada, divertida, como tudo o que os Mamonas faziam, mas não é homofóbica nem preconceituosa. A princípio, a música não deve mudar. Acho difícil alguém nos convencer de que ela é politicamente incorreta. É uma brincadeira. Sua presença na trilha homenageia o humor dos Mamonas. | ” |
É o que também defende o sociólogo Paulo Irineu Barreto. Segundo ele, diferentemente do que muitos pensam, a canção não tem um cunho preconceituoso, e deve ser entendida como uma espécie de hino pela tolerância.
| “ | 'Robocop Gay' é um super-herói da alteridade. Essa possibilidade, combinada com a crítica social feita pela banda, revela um aspecto, no mínimo, genial dos Mamonas, pois alude ao fato de que nem toda a tolerância é legítima, ou deve ser tolerada. Deve-se tolerar as diferenças culturais, étnicas, religiosas; por outro lado, não se deve tolerar a hipocrisia, a má fé e a injustiça social. | ” |
— Paulo Irineu Barreto | ||
Em 2013, um grupo de jovens cantou a canção em um voo para o deputado Marco Feliciano, notório por suas opiniões contra o casamento gay. Feliciano aparentemente não reconheceu a canção, ao relatar que "cerca de 10 gays me constrangeram, dois vieram a minha poltrona gritando, cantando canção bizarra".