| Rochelle Costi | |
|---|---|
| Nascimento | 18 de fevereiro de 1961 Caxias do Sul |
| Morte | 26 de novembro de 2022 (61 anos) São Paulo |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | fotógrafa, escultora, artista multimídia, artista plástica, mixed-media artist |
| Página oficial | |
| https://rochellecosti.com/ | |
Rochelle Costi (Caxias do Sul, 1961 – São Paulo, 26 de novembro de 2022) foi uma fotógrafa e artista multimídia brasileira.
Seu trabalho era conhecido por representar ambientes íntimos e objetos do cotidiano e por extrapolar os limites da linguagem fotográfica, dialogando com outros meios de expressão artística.
Nascida em Caxias do Sul em 1961, passou por uma cirurgia nos olhos aos três anos de idade, precisando "reconstruir sua visão de mundo" através de exercícios óticos. Formou-se em 1981 em Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Morou em Porto Alegre no início dos anos 1980, período em que conciliou o trabalho autoral com a fotografia profissional de bandas e peças de teatro. Em 2018, fez um resgate dos registros e memórias produzidos no período para a mostra Passatempo, no Museu do Trabalho. Para a exposição, trouxe as imagens originais e uma série de obras derivadas delas, incluindo cinco vídeos unindo imagens e músicas de Os Replicantes, TNT, De Falla, Urubu Rei e Nei Lisboa. Fazia parte da exposição um grande relógio com as letras da palavra "Passatempo" no lugar dos números, obra que foi exposta novamente na Bienal do Mercosul de 2022, desta vez na fachada do Museu.
Frequentou a Escola Guignard e cursos de fotografia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1982 e viveu em Londres entre 1991 e 1992. Mudou-se para São Paulo pela primeira vez em 1988, onde passaria a maior parte das décadas seguintes.
Sua obra mais conhecida é Quartos, série de dezesseis fotos de quartos de moradores da cidade de São Paulo, "fotografados meio que de surpresa", segundo a artista, produzidas para a XXIV Bienal de São Paulo, em 1998
Em agosto de 2022, realizou pela primeira vez uma exposição individual em sua cidade natal. A mostra Em Casa reuniu recortes da obra de Rochelle em vídeo, fotografia e instalação e aconteceu no Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS), local que originalmente abrigava o colégio onde a artista iniciou sua vida escolar, entre 1967 e 1968.
Rochelle morreu em São Paulo no dia 26 de novembro de 2022, aos 61 anos, após ser atropelada a caminho do Museu da Imagem e do Som (MIS), onde participava da mostra Arte é Bom – a exposição onde tudo pode com a obra Reprodutor, em que o público era convidado a reproduzir fotos de diversos artistas através de desenhos.
Recebeu homenagem póstuma durante a entrega do XV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em dezembro de 2022.
Entre as dezenas de participações em mostras nacionais e internacionais, destacam-se: