Roda de punheta

Ilustração gráfica 3D de uma masturbação coletiva entre homens formando um círculo

Roda de punheta (também chamada de rodinha de punheta ou círculo de punheta) é uma expressão coloquial da língua portuguesa, especialmente no Brasil, que designa uma prática sexual em que um grupo de homens se reúne para se masturbar, geralmente formando um círculo. A atividade pode envolver apenas a masturbação individual ou, em alguns casos, estimulação mútua. Embora tradicionalmente associada a adolescentes e jovens heterossexuais, pode ser praticada por homens de qualquer orientação sexual. Embora a prática também possa ocorrer entre homens que fazem sexo com homens, a participação em uma roda de masturbação com outros homens não determina, por si só, a orientação sexual dos participantes. Estudos sobre sexualidade humana masculina descrevem a participação de homens que se identificam como heterossexuais em práticas homoeróticas desse tipo e analisam algumas dessas experiências no contexto da homossocialidade e da socialização masculina.

O termo é a adaptação mais comum em português brasileiro da expressão inglesa circle jerk (literalmente “círculo de punheta”). Embora existam menções esporádicas em baladas folclóricas escocesas do final do século XIX (como “The Ball of Kirriemuir”), a expressão só se popularizou de fato nos Estados Unidos a partir de meados do século XX. O primeiro registro impresso conhecido data de 1958, no livro The Shook-up Generation («A geração perturbada»), do jornalista Harrison E. Salisbury, que a descreveu como “masturbação em massa” e uma atividade sexual comum entre adolescentes.

Diferentemente do bukkake, não há uma pessoa no centro enquanto os participantes se masturbam.

Variações

As regras de uma roda de punheta são definidas pelo próprio grupo e variam conforme o contexto, a idade dos participantes e o grau de intimidade entre eles. Em muitos casos, cada homem se masturba individualmente, sem tocar os demais; em outros, é permitido ou até esperado que se estimule o companheiro ao lado (ou ambos os lados). Elementos competitivos são frequentes na literatura sobre sexualidade masculina: competições para ver quem ejacula primeiro, quem demora mais, quem consegue projetar o sémen mais longe ou quem produz o maior volume de esperma. Estudos descrevem a prática como uma forma de transformar a masturbação em atividade com caráter esportivo, na qual os “vencedores” são determinados pelas regras previamente combinadas pelo grupo.

Referências

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