| Roone Arledge | |
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| Nascimento | 8 de julho de 1931 Queens |
| Morte | 5 de dezembro de 2002 (71 anos) Nova Iorque |
| Sepultamento | Southampton Cemetery |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Cônjuge | Ann Fowler |
| Alma mater |
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| Ocupação | produtor de televisão, produtor |
| Distinções |
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| Causa da morte | câncer de próstata |
Roone Pinckney Arledge Jr. (8 de julho de 1931 – 5 de dezembro de 2002) foi um executivo norte-americano de esportes e jornalismo televisivo, responsável por transformar a ABC em uma potência da televisão, rivalizando com NBC e CBS entre as décadas de 1960 e 1990. Presidiu a ABC Sports (atual ESPN na ABC) de 1968 a 1986 e a ABC News de 1977 a 1998, criando programas icônicos que permanecem no ar, como Monday Night Football, ABC World News Tonight, Nightline e 20/20.
Nascido no Queens, Nova York, Arledge estudou na Universidade Columbia, onde se destacou por seu interesse em comunicação e esportes. Iniciou sua carreira na televisão na rede DuMont e, após o serviço militar, trabalhou como assistente de produção na NBC, produzindo até um programa infantil premiado. Sua criatividade o levou à ABC, onde se juntou a Edgar J. Scherick e começou a revolucionar as transmissões esportivas.
Arledge transformou a forma de mostrar esportes na TV, introduzindo técnicas inovadoras como o instant replay e o uso de múltiplas câmeras e ângulos dramáticos para criar uma narrativa envolvente. Produziu transmissões olímpicas, criou o lendário Monday Night Football e consolidou a ABC Sports como referência mundial. Foi também responsável pelo lema “The thrill of victory, and the agony of defeat” (“A emoção da vitória e a agonia da derrota”).
Em 1977, assumiu o comando da ABC News, onde aplicou sua visão criativa ao jornalismo. Reformulou o ABC World News Tonight, com três âncoras em cidades diferentes (Washington, Chicago e Londres), criou o 20/20, o Nightline — nascido durante a crise dos reféns no Irã em 1979 —, o programa dominical This Week e o Primetime Live. Sob sua liderança, o jornalismo da ABC alcançou enorme prestígio e liderança de audiência.
Apesar do sucesso, Arledge também enfrentou controvérsias. Em 1976, a ABC cancelou o torneio United States Boxing Championship após um escândalo de manipulação de registros de boxeadores. Em 1985, ele foi criticado por vetar uma reportagem do 20/20 sobre supostos relacionamentos entre Marilyn Monroe e os irmãos Kennedy, o que gerou atritos internos e a saída do repórter Geraldo Rivera.
Recebeu 37 prêmios Emmy, foi incluído no Hall da Fama da Academia de Televisão e reconhecido pela Life como um dos “100 americanos mais importantes do século XX”. Também ganhou o prêmio Walter Cronkite de Excelência em Jornalismo e, postumamente, foi nomeado “Disney Legend” por suas contribuições à ABC.
Arledge foi casado três vezes e teve quatro filhos. Faleceu em 2002, aos 71 anos, vítima de câncer de próstata.