S-31 | |
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| S-31 | |
O S-31 fornece a propulsão inicial do VSB-30, antes do acionamento do S-30. A imagem mostra a preparação de motores usados pelo programa TEXUS. | |
| País de origem | Brasil |
| Primeiro voo | 23 de outubro de 2004, no VSB-30 |
| Projetista | Instituto de Aeronáutica e Espaço, em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão |
| Aplicação | Motor acelerador de primeiro estágio |
| Associado VL | VSB-30 |
| Motor de combustível sólido | |
| Combustível | Perclorato de amônio / Polibutadieno hidroxilado e alumínio |
| Empuxo vetorial | |
| Dimensões | |
| Diâmetro | 557 mm |
O S-31 é um motor-foguete brasileiro de propelente sólido, desenvolvido para acelerar a decolagem de foguetes de sondagem. Foi projetado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão e constitui o primeiro estágio do VSB-30, cujo segundo estágio usa o motor S-30.
Seu empuxo inicial permite aumentar rapidamente a velocidade do veículo ao sair do lançador, reduzindo a influência dos ventos próximos ao solo sobre a dispersão da trajetória. O motor também foi empregado com estágios superiores Improved Orion e Improved Malemute.
O projeto do S-31 começou em 2001, depois de uma proposta de acrescentar um motor acelerador ao VS-30. O VSB-30 destinava-se a substituir os foguetes britânicos Skylark nas missões europeias de microgravidade. A qualificação do motor compreendeu três ensaios estáticos em banco de provas.
O desenvolvimento aproveitou características e técnicas de fabricação do S-30, mas adotou uma geometria de propelente apropriada para produzir maior empuxo inicial. No VSB-30, o adaptador situado acima do S-31 aloja três pequenos motores que induzem a rotação do foguete logo após sua saída do trilho de lançamento.
O primeiro voo do VSB-30 ocorreu em 23 de outubro de 2004, durante a Operação Cajuana, no Centro de Lançamento de Alcântara. O primeiro lançamento europeu ocorreu em dezembro de 2005, a partir de Esrange, na Suécia. Em 27 de janeiro de 2020, o DCTA e a Avibras assinaram o contrato que autorizou a industrialização e a comercialização do VSB-30 pela empresa.
No VSB-30, o S-31 acelera o conjunto durante a fase inicial de voo. Quando termina sua ação, a diferença de arrasto aerodinâmico entre os estágios provoca a separação, sem exigir que o primeiro estágio seja afastado por um motor próprio. A ignição do S-30 ocorre depois dessa separação, com um intervalo ajustado à trajetória da missão.
O propelente composto utiliza polibutadieno hidroxilado, perclorato de amônio e alumínio. O motor tem 557 mm de diâmetro. A garganta da tubeira, por onde passam os gases de combustão antes de se expandirem, contém um inserto de grafite de alta densidade, resistente ao desgaste provocado pelo escoamento.
| Grandeza | Valor |
|---|---|
| Massa estrutural | 240 kg |
| Massa de propelente | 670 kg |
| Empuxo máximo no vácuo | 211,2 kN |
| Pressão máxima na câmara | 5,92 MPa |
| Impulso específico no vácuo | 260 s |
| Tempo de queima | 15,5 s |
Na configuração do VSB-30 analisada em 2011, o tempo total de ação do S-31 era de 16 segundos. O catálogo da MORABA de 2020 descreve uma configuração com aproximadamente 700 kg de propelente no estágio S-31.
Além do VSB-30, a MORABA empregou o S-31 nas configurações de dois estágios VS-31/Improved Orion e S-31/Improved Malemute. Nesta última, qualificada em voo em 2018, o acelerador brasileiro impulsiona um estágio superior de origem militar adaptado à pesquisa suborbital.
No experimento STORT, lançado de Andøya, na Noruega, em 26 de junho de 2022, o S-31 impulsionou uma combinação de três estágios, com o S-30 e o Improved Orion nos estágios superiores. O primeiro estágio recebeu seis empenas para manter a estabilidade do veículo durante a fase inicial. O voo destinou-se a estudar materiais cerâmicos, refrigeração e monitoramento de estruturas em condições de alta velocidade na atmosfera.