Sacambapapsis

Como ler uma infocaixa de taxonomiaSacabambaspis janvieri
Ocorrência: Ordoviciano, 450 Ma
Uma reconstrução do fóssil vertebrado Sacambapapsis.
Uma reconstrução do fóssil vertebrado Sacambapapsis.
Estado de conservação
Extinta
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Superclasse: † Gnatostomados
Classe: † Agnatha
Subclasse: † Pteraspidomorpha
Família: † Sacabambaspidae
Nome binomial
† Sacabambaspis janvieri
Gagnier, Blieck & Rodrigo, 1986

Sacabambaspis janvieri foi uma espécie de vertebrado de esqueleto dérmico e sem mandíbula, que existiu no período Ordoviciano (em torno de 480-450 milhões de anos atrás) na América do Sul, mais especificadamente de Cochabamba, Bolívia na região de Gondwana. Ele possuía escamas e um revestimento resistente sobre sua cabeça, e em algum espécime há uma extensão separando as membranas da nadadeira dorsal e ventral de forma iguais, a discrepância no tamanho das membranas ventrais e dorsal sugere que sua nadadeira era hipocercal, uma condição que estaria mais de acordo com a morfologia caudal de ágnatos atuais e outros gnatostomados-tronco.

Hoje, todos os espécimes do Sacabambaspis janvieri estão totalmente ou parcialmente preservados no Museo de Historia Natural Alcide d'Orbigny e Cochabamba do Museum National d'Histoire Naturelle, com exceção do espécime MHNC 1182 que exibia uma nadadeira caudal que foi retirada junto do exoesqueleto da região caudal, de sua laje de arenito em 2007 através ácido clorídrico diluído e sobreposto num molde de elastômero branquiado magnésio.

Etimologia

A nomenclatura binomial; "Sacambapapsis janvieri" tem origem da localização onde os espécimes deles foram encontrados, estas localizações são no centro ou sul da Bolívia, mas as principais são a entrada da vila Sacabambilla e a Formação Anzaldo.

Morfologia

A morfologia geral do Sacambapapsis janvieri foi previamente reconstruída com base em uma dúzia de espécimes articulados parcialmente completos, estes descrevem um organismo com um revestimentos internos alongados na cabeça, achatados dorsalmente e inflados ventralmente, e um torso coberto de escamas flanco alongadas dispostas em parêntese angular. E com base na espécime MHNC 1182, Gagnier reconstruiu a região caudal como tendo uma membrana de nadadeira caudal simétrica com um processo cilíndrico alongado que emerge da parte traseira.

Referências

  1. ↑ Pradel, Alan; Sansom, Ivan J.; Gagnier, Pierre-Yves; Cespedes, Ricardo; Janvier, Philippe (22 de fevereiro de 2007). «The tail of the Ordovician fish Sacabambaspis». Biology Letters (1): 72–75. ISSN 1744-9561. PMC 2373808Acessível livremente. PMID 17443969. doi:10.1098/rsbl.2006.0557. Consultado em 21 de setembro de 2025
  2. ↑ Pradel, Alan; Sansom, Ivan J.; Gagnier, Pierre-Yves; Cespedes, Ricardo; Janvier, Philippe (22 de fevereiro de 2007). «The tail of the Ordovician fish Sacabambaspis». Biology Letters (1): 72–75. ISSN 1744-9561. PMC 2373808Acessível livremente. PMID 17443969. doi:10.1098/rsbl.2006.0557. Consultado em 21 de setembro de 2025
  3. ↑ Davies, Neil S.; Sansom, Ivan J.; Albanesi, Guillermo L.; Cespedes, Ricardo (11 de junho de 2007). «Ichnology, palaeoecology and taphonomy of a Gondwanan early vertebrate habitat: Insights from the Ordovician Anzaldo Formation, Bolivia». Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology (1): 18–35. ISSN 0031-0182. doi:10.1016/j.palaeo.2007.01.003. Consultado em 21 de setembro de 2025
  4. ↑ Pradel, Alan; Sansom, Ivan J.; Gagnier, Pierre-Yves; Cespedes, Ricardo; Janvier, Philippe (22 de fevereiro de 2007). «The tail of the Ordovician fish Sacabambaspis». Biology Letters (1): 72–75. ISSN 1744-9561. PMC 2373808Acessível livremente. PMID 17443969. doi:10.1098/rsbl.2006.0557. Consultado em 21 de setembro de 2025