Sandman é uma figura mítica originário do folclore germânico e escandinavo que visita as crianças à noite, jogando areia ou pó mágico em seus olhos para induzir o sono e proporcionar bons sonhos. Em Portugal existe a versão do mítico conhecido como João Pestana, sendo a personificação do sono ao chegar fazendo as crianças fechar os olhos e as pestanas. No Brasil, seu nome normalmente é adaptado para Sonho ou Devaneio.
Em muitas culturas é popularmente conhecido em diversas histórias e livros infantis. No folclore escandinavo, diz-se que ele espalha areia ou pó nos olhos das crianças à noite para induzir o sono e os sonhos. A areia ou "sono" (remela) nos olhos ao acordar é o suposto resultado do trabalho do Sandman na noite anterior.
E. T. A. Hoffmann (1776–1822) escreveu um conto intitulado "O Homem da Areia" (Der Sandmann), que demonstra o quão sinistro um personagem como esse poderia ser. Segundo a babá do protagonista, o Sandman jogava areia nos olhos das crianças que não conseguiam dormir, assim com os olhos fechados poderia capturá-los e levá-los para seu ninho de ferro na Lua, lhes servindo de alimento ao seus filhos. O protagonista do conto passa a associar essa criatura perturbadora à figura sinistra de Coppelius, um associado de seu pai.
A versão do Homem da Areia de Hoffmann também se assemelha ao personagem franco-canadense conhecido como Bonhomme Sept Heures (Bom Homem das Sete Horas), que, em algumas versões, joga areia nos olhos das crianças para cegá-las e capturá-las. Ao contrário do Sandman, ele aprisiona as crianças na sacola por não irem dormir. A narrativa também traz uma vaga lembrança do Homem do Saco, na cultura de países latinos é uma figura mitológica semelhante ao bicho-papão, retratado como um homem com um saco nas costas que carrega crianças malcriadas. No folclore romeno, existe um personagem semelhante, Moș Ene (Ene, o Velho).
O conto popular de Hans Christian Andersen de 1841, Ole Lukøje ("Olavinho Feche os Olhos"), apresentou o Sandman chamado-o de Ole Lukøje, relatando os sonhos que ele dava a um menino durante uma semana por meio de sua técnica mágica de jogar pó nos olhos das crianças. "Ole" é um nome próprio dinamarquês e "Lukøje" significa "olho fechado".
Na Noruega e na Suécia, ele é chamado de John Blund ou Jon Blund ("blunda" é um verbo que significa tanto "fechar os olhos" quanto "manter os olhos fechados", e "[en] blund" é um substantivo que significa tanto "[um] ato de fechar os olhos" quanto "[um] ato de dormir"), e na Holanda, Bélgica e partes da África Austral, ele é chamado de "Klaas Vaak".