| Lema | Our Whole School for Christ Toda a nossa escola para Cristo |
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| Nomes anteriores | Atlanta Baptist Female Seminary (1881–1884) Spelman Baptist Seminary (1884–1924) |
| Fundação | 11 de abril de 1881 |
| Tipo | Instituição de ensino superior privada, faculdade historicamente negra e[faculdade feminina de artes liberais |
| Afiliações | Associated Colleges of the South National Space Grant College and Fellowship Program |
| Presidente | Rosalind Brewer |
| Estudantes | 2 420 (outono de 2021) |
| Localização | Atlanta, Geórgia, Estados Unidos |
| Fundo patrimonial | US$ 567 milhões (2025) |
| Cores | Azul e branco |
| Página oficial | Sítio oficial |
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| Antiga alcunha esportiva: Jaguars; atualmente a instituição não possui equipes esportivas universitárias. | |
Spelman College é uma instituição privada, faculdade historicamente negra e faculdade feminina de artes liberais, localizada em Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos. É membro fundador do consórcio acadêmico Atlanta University Center. Fundada em 1881 como Atlanta Baptist Female Seminary, a instituição concedeu seus primeiros diplomas de graduação em 1901 e é a mais antiga instituição privada de artes liberais historicamente negra para mulheres dos Estados Unidos.

O Atlanta Baptist Female Seminary foi fundado em 11 de abril de 1881 no porão da Friendship Baptist Church, em Atlanta, por duas professoras do Oread Institute, de Worcester, Massachusetts: Harriet E. Giles e Sophia B. Packard. Giles e Packard conheceram-se quando Giles era estudante e Packard era diretora pedagógica da New Salem Academy, em New Salem, ao nordeste de Springfield, desenvolvendo ali uma amizade que perdurou por toda a vida. As duas viajaram para Atlanta com o objetivo específico de fundar uma escola destinada a mulheres negras libertas da escravidão, contando com o apoio de Frank Quarles, pastor da Friendship Baptist Church.
Giles e Packard iniciaram a escola com 11 mulheres afro-americanas e US$ 100 doados pela First Baptist Church de Medford, Massachusetts, além da promessa de apoio financeiro da Woman's American Baptist Home Mission Society (WABHMS), organização sediada em Boston da qual ambas faziam parte. Embora as primeiras alunas fossem, em sua maioria, analfabetas, as fundadoras idealizavam transformar a instituição em uma faculdade de artes liberais. O primeiro prospecto da escola afirmava que seriam oferecidas disciplinas como álgebra, fisiologia, redação, latim, retórica, geometria, economia política, filosofia da mente (psicologia), química, botânica, Constituição dos Estados Unidos, astronomia, zoologia, geologia, filosofia moral e evidências do cristianismo.
Com o passar do tempo, a instituição atraiu mais estudantes; ao final do primeiro período letivo, 80 alunos já estavam matriculados no seminário. A WABHMS financiou a entrada para a compra de um terreno de nove acres (36.000 m²) em Atlanta, relativamente próximo da igreja onde a escola havia sido fundada. O local possuía originalmente cinco edifícios remanescentes de um antigo acampamento do Exército da União durante a Guerra Civil Americana, que passaram a ser utilizados como salas de aula e residências estudantis.
Em 1882, as duas fundadoras retornaram a Massachusetts para arrecadar novos recursos financeiros. Durante uma conferência religiosa realizada em Cleveland, Ohio, foram apresentadas ao empresário John D. Rockefeller, industrial e membro das American Baptist Churches USA. Rockefeller impressionou-se com a visão de Packard para a instituição. Em abril de 1884, visitou pessoalmente o seminário, que então contava com 600 estudantes e 16 docentes. A continuidade da escola era possível graças às doações da comunidade negra de Atlanta e ao trabalho de professores voluntários.
Rockefeller ficou tão impressionado com a instituição que quitou a dívida referente ao terreno onde ela estava instalada. Sua esposa, Laura Spelman Rockefeller, sua irmã Lucy Spelman e seus pais, Harvey Buel Spelman e Lucy Henry Spelman, também passaram a apoiar financeiramente a escola. A família Spelman era conhecida por sua longa atuação no movimento abolicionista. Em 1884, a instituição foi rebatizada como Spelman Seminary em homenagem a Laura Spelman Rockefeller e a seus pais. Rockefeller também financiou a construção do edifício mais antigo do campus, o Rockefeller Hall, concluído em 1886.
Packard foi nomeada a primeira presidente do Spelman em 1888, após a concessão da carta constitutiva do seminário. Com sua morte, em 1891, Giles assumiu a presidência da instituição, permanecendo no cargo até seu falecimento, em 1909. Embora já tivesse autorização para conceder diplomas desde seus primeiros anos de funcionamento, o Spelman conferiu seus primeiros diplomas de graduação em 1901.

Entre 1910 e 1953, o seminário passou por um período de expressivo crescimento e transformação. Após a morte de Giles, Lucy Hale Tapley assumiu a presidência da instituição. Embora a faculdade fosse relativamente progressista, nem as fundadoras nem a administração da época pretendiam desafiar a visão predominante de que as mulheres jovens eram principalmente responsáveis pela família e pelo lar. Tapley afirmava: "Qualquer curso de estudos que deixe de desenvolver o gosto e a aptidão para um trabalho prático e eficiente em alguma área das necessidades do mundo é impopular no Spelman e não encontra lugar em nosso currículo".
Durante sua gestão, o currículo de enfermagem foi fortalecido, foram construídos um dormitório para professoras e um edifício destinado à economia doméstica, e o Tapley Hall, prédio dedicado às ciências, foi concluído em 1925. Também foi criado o Granddaughters' Club, associação destinada às estudantes cujas mães ou tias haviam estudado no Spelman; o clube permanece em atividade até os dias atuais.
Em setembro de 1924, o Spelman Baptist Seminary passou oficialmente a chamar-se Spelman College. Florence Matilda Read tornou-se presidente da instituição em 1927. Pouco depois, o Spelman firmou um acordo de afiliação com o vizinho Morehouse College e a Atlanta University, estabelecendo o Atlanta University Center em 1929. A Atlanta University passou a oferecer cursos de pós-graduação, enquanto o Morehouse College e o Spelman ficaram responsáveis pela graduação. Em uma época em que estudantes negros frequentemente eram impedidos de ingressar em programas de pós-graduação de universidades de pesquisa predominantemente brancas do sul dos Estados Unidos, essa parceria proporcionou aos estudantes de graduação do Morehouse e do Spelman acesso imediato aos cursos de pós-graduação da Atlanta University.
Em 1927, foi inaugurado um dos edifícios mais importantes do campus, a Sisters Chapel. A capela recebeu esse nome em homenagem às suas principais benfeitoras, as irmãs Laura Spelman Rockefeller e Lucy Maria Spelman. Em 1925, também foi criado o Spelman College Glee Club, dando início à tradicional apresentação anual de canções natalinas realizada em conjunto com o Morehouse College. O Atlanta University Summer Theater era encenado pelo University Players, grupo teatral formado por estudantes do Atlanta University Center. Em 1930, foi criada a Spelman Nursery School, destinada à formação de mães e à prática pedagógica de estudantes interessadas em seguir carreira na educação e no desenvolvimento infantil.
O Spelman comemorou seu cinquentenário em abril de 1931. A ocasião foi marcada pela construção de uma biblioteca universitária compartilhada pelas instituições do Atlanta University Center, que continua sendo utilizada em conjunto até os dias atuais.
A instituição continuou a expandir-se, construindo e adquirindo novos imóveis para atender ao crescimento do número de estudantes. Em 1947, o Spelman passou a integrar a lista de "instituições aprovadas" da Association of American Universities.
Em 1953, Florence Read aposentou-se e Albert E. Manley tornou-se o primeiro presidente negro e o primeiro homem a ocupar a presidência da instituição. Sob sua administração e a de seu sucessor, Donald Stewart, o Spelman viveu um período de grande expansão. A faculdade criou seu programa de estudos no exterior, o Merrill Foreign Travel-Study Program. Durante a gestão de Stewart, o fundo patrimonial da instituição triplicou, e foram criados o Comprehensive Writing Program, programa de escrita integrado a todo o currículo que exigia a apresentação de portfólios de textos produzidos pelas estudantes; o Ethel Waddell Githii College Honors Program; e o Women's Research and Resource Center.
Em 1958, a instituição recebeu credenciamento da Southern Association of Colleges and Schools.
Ao longo da década de 1960, as estudantes do Spelman College passaram a participar ativamente das ações do movimento pelos direitos civis em Atlanta. Em 1962, as primeiras estudantes da instituição foram presas por participarem de protestos do tipo sit-in na cidade.
O renomado historiador norte-americano Howard Zinn era professor de História no Spelman durante esse período e atuava como conselheiro do núcleo universitário do Student Nonviolent Coordinating Committee (SNCC). Zinn orientou diversas estudantes do Spelman engajadas na luta pelos direitos civis, entre elas Alice Walker e Marian Wright Edelman.
Em 1963, Zinn foi demitido da instituição por apoiar as estudantes do Spelman em seus esforços contra a segregação racial. Na época, a administração do Spelman concentrava-se em formar "jovens damas refinadas". A própria Edelman escreveu posteriormente que o Spelman tinha a reputação de ser "uma escola muito rígida, voltada para servir chá, concebida para transformar meninas negras em damas refinadas e professoras".
Stewart aposentou-se em 1986 e, no ano seguinte, Johnnetta Betsch Cole tornou-se a primeira mulher negra a assumir a presidência do Spelman College. Durante sua gestão, a instituição passou a ser reconhecida por seu compromisso com o serviço comunitário e pelos estreitos vínculos com a comunidade local. Cole também liderou a campanha de arrecadação de fundos mais bem-sucedida da história da instituição: entre 1986 e 1996, o Spelman arrecadou US$ 113,8 milhões, incluindo uma doação de US$ 20 milhões de Bill Cosby e sua esposa, Camille Hanks Cosby, cuja filha era ex-aluna do Spelman. Em reconhecimento à doação, foi construído o Cosby Academic Center. Em julho de 2015, os recursos remanescentes da doação foram devolvidos e a cátedra financiada em homenagem ao casal Cosby foi descontinuada, à medida que as acusações de agressão sexual contra Bill Cosby ganharam maior repercussão pública.
Em 1997, Cole deixou a presidência e Audrey Forbes Manley tornou-se a primeira ex-aluna a ocupar o cargo. Após a aposentadoria de Manley, em 2002, Beverly Daniel Tatum presidiu a instituição até 2015, quando Mary Schmidt Campbell foi nomeada a décima presidente do Spelman College. Atualmente, o campus é composto por 26 edifícios distribuídos por uma área de 39 acres (aproximadamente 16 hectares), em Atlanta.
Em 2011, a primeira-dama Michelle Obama foi a oradora principal da cerimônia de formatura da instituição. No ano seguinte, Oprah Winfrey desempenhou a mesma função na cerimônia de graduação.
Em 2015, o Spelman inaugurou o Wellness Center at Reed Hall, um moderno centro de recreação que reúne pista coberta de caminhada, sala de ciclismo, cozinha didática e diversos programas voltados à atividade física e ao bem-estar.
Em 2017, a direção da instituição aprovou uma política que passou a permitir a matrícula de mulheres transgênero.
Em 2018, o Spelman recebeu uma doação de US$ 30 milhões da integrante de seu conselho administrativo Ronda Stryker para a construção de um novo edifício de última geração no campus.
Dois anos depois, a instituição recebeu outra importante doação: US$ 40 milhões dos filantropos Reed Hastings e sua esposa, Patty Quillin, destinados ao financiamento de bolsas de estudo para estudantes matriculadas no Spelman.
Em julho de 2020, o Spelman recebeu uma expressiva doação, cujo valor não foi divulgado, da filantropa MacKenzie Scott.

Em abril de 2022, Helene Gayle foi nomeada a 11.ª presidente do Spelman College.
Em janeiro de 2024, o Spelman recebeu a maior doação individual de sua história e uma das maiores já destinadas a uma faculdade historicamente negra, no valor de US$ 100 milhões, concedida pela integrante do conselho administrativo da instituição Ronda Stryker e por seu marido, William Johnston. Segundo o Spelman, US$ 75 milhões da doação serão destinados à criação de bolsas de estudo permanentes para futuras estudantes, enquanto os US$ 25 milhões restantes serão utilizados para "desenvolver uma área acadêmica voltada para políticas públicas e democracia, melhorar as moradias estudantis e fornecer recursos flexíveis para atender às necessidades estratégicas prioritárias".
Desde sua fundação, o Spelman College teve 11 presidentes:

O Museu de Belas Artes do Spelman College é o único museu dos Estados Unidos dedicado à arte produzida por e sobre mulheres da diáspora africana. Entre as artistas negras cujas obras já foram exibidas pelo museu estão Amy Sherald, Harmonia Rosales, Mickalene Thomas, Beverly Buchanan, Zanele Muholi e Reneé Stout. A cada semestre, o museu apresenta uma nova exposição.
Em 2016, o museu colaborou com o Departamento de Arte e História da Arte do Spelman para criar um programa bienal de estudos curatoriais, com o objetivo de ampliar a diversidade na área museológica.
O Spelman College foi classificado em 40.º lugar (empatado) entre 211 faculdades nacionais de artes liberais e em 1.º lugar entre as 79 faculdades historicamente negras dos Estados Unidos pelo U.S. News & World Report em sua edição de 2025. Além disso, a instituição empatou em 1.º lugar na categoria "Mobilidade Social", em 16.º lugar na categoria "Mais Inovadora", em 30.º lugar na categoria "Melhor Ensino de Graduação" e ocupou o 60.º lugar na categoria "Melhor Custo-Benefício" entre as faculdades de artes liberais.
O Spelman lidera os Estados Unidos em proporção de estudantes matriculadas beneficiárias do Programa Gates Millennium Scholars.
A instituição ocupa o primeiro lugar entre as instituições de graduação que mais formam mulheres afro-americanas que posteriormente obtêm doutorados em ciências, engenharia e matemática.
O Spelman também figura entre as 50 instituições de ensino superior de quatro anos que mais formam bolsistas dos programas Fulbright e Benjamin A. Gilman International Scholarship, além de ser a segunda maior instituição formadora de graduados afro-americanos que ingressam em faculdade de medicina. O Spelman College é credenciado pela Comissão de Faculdades da Southern Association of Colleges and Schools (SACS). A instituição também integra a Coalition of Women's Colleges, a National Association of Schools of Music (NASM), o National Council for the Accreditation of Teacher Education (NCATE), a Southern Association of Colleges and Schools, o United Negro College Fund (UNCF), a National Association for College Admission Counseling (NACAC) e a Georgia Professional Standards Commission (PSC).
O Spelman oferece cursos de bacharelado em mais de 30 áreas de estudo. Além disso, mantém parcerias estratégicas com mais de 30 universidades credenciadas, permitindo que suas estudantes concluam programas de formação não oferecidos no campus, especialmente nas áreas de saúde, direito e engenharia.
Em 2022, considerando um total de 483 graduadas, os cursos mais procurados da instituição foram:
O Ethel Waddell Githii Honors Program é um programa acadêmico seletivo destinado às estudantes que atendem aos requisitos de admissão estabelecidos pela instituição. O Spelman College mantém diversos programas de pesquisa e de preparação pré-profissional destinados a tornar suas estudantes mais competitivas nos processos de admissão para programas de pós-graduação. Aproximadamente dois terços das graduadas do Spelman obtêm posteriormente um diploma de pós-graduação.
O Spelman mantém programas de intercâmbio acadêmico nacional e de estudos no exterior. Cerca de 70% das estudantes da instituição participam de programas de estudos no exterior antes da graduação.
O Spelman possui a mais alta taxa de graduação entre as faculdades historicamente negras dos Estados Unidos, com 76% das estudantes concluindo seus cursos em até seis anos. A instituição também mantém uma proporção de nove estudantes para cada docente (9:1).
O Spelman College conta com diversas sociedades acadêmicas de honra oficialmente reconhecidas no campus.
O Spelman College é uma instituição de admissão seletiva. Para a turma ingressante do primeiro ano no segundo semestre de 2022, a taxa de aceitação foi de 28%.
O corpo discente é composto exclusivamente por mulheres e predominantemente por estudantes afro-americanas. Aproximadamente 30% das estudantes são oriundas da Geórgia, 69% de outros estados dos Estados Unidos e 1% de outros países. Cerca de 85% das estudantes do Spelman recebem auxílio financeiro, sendo que o pacote médio de assistência para estudantes ingressantes é de US$ 22 mil.
O Spelman oferece uma ampla variedade de atividades organizadas e informais. As mais de 80 organizações estudantis da instituição incluem entidades de serviço comunitário, grupos de interesse específico, sociedades de honra, líderes de torcida do Morehouse College, grupos corais, conjuntos musicais, grupos de dança, grupos de teatro, banda marcial, esportes intramuros e governo estudantil.
O campus fechado do Spelman, localizado próximo ao Centro de Atlanta, é composto por mais de 25 edifícios distribuídos por uma área de 39 acres (aproximadamente 16 hectares).
Todas as estudantes ingressantes do Spelman são obrigadas a participar da New Student Orientation (NSO), um programa de orientação com duração de seis dias realizado em agosto, imediatamente antes do início do semestre letivo de outono. A NSO inclui eventos, oficinas e sessões destinadas a apresentar às novas estudantes a missão, a história, a cultura, as tradições e o espírito de irmandade do Spelman College. O programa também oferece informações sobre procedimentos acadêmicos, como matrícula, orientação acadêmica, testes de nivelamento e planejamento da grade curricular, a fim de facilitar a adaptação das estudantes à vida universitária. A NSO é conduzida por líderes estudantis de orientação conhecidos como Peer Assistant Leaders (PALs). Durante o programa, as estudantes ingressantes devem permanecer no campus, sendo permitidas saídas apenas com autorização dos PALs.
Uma das tradições mais antigas do Spelman é o uso de trajes brancos "discretos e conservadores" pelas estudantes em determinados eventos formais realizados no campus. A tradição teve início no começo do século XX, quando era costume que mulheres vestissem roupas brancas para participar de cerimônias formais. Atualmente, o branco continua sendo utilizado em diversos eventos anuais da instituição, e as concluintes usam roupas brancas sob as becas durante o Class Day e a cerimônia de formatura.
Em 2009, a Associação do Governo Estudantil criou, no campus, o programa My Sister's Closet, por meio do qual ex-alunas e estudantes podem doar trajes brancos para outras estudantes do Spelman.

O Spelman publica a revista literária Aunt Chloe: A Journal of Candor, o jornal estudantil The BluePrint e o boletim da associação do governo estudantil Jaguar Print. O anuário da instituição é intitulado Reflections.
Entre as organizações religiosas registradas no campus estão o Baha'i Club, Al-Nissa, Alabaster Box, Atlanta Adventist Collegiate Society, Campus Crusade for Christ, InterVarsity Christian Fellowship, Crossfire International Campus Ministry, Happiness in Praise for His Overflowing Presence, Movements of Praise Dance Team, The Newman Organization, The Outlet e a Pre-Theology Society Minority.
A NAACP e a Sister Steps estão entre as organizações estudantis registradas no campus. O Spelman também possui capítulos de Colleges Against Cancer, Circle K, Feminist Majority Leadership Alliance, Habitat for Humanity, National Council of Negro Women, National Society of Black Engineers, Operation Smile, United Way e Young Democrats of America. O Spelman também foi a primeira faculdade historicamente negra dos Estados Unidos a estabelecer um capítulo da Anistia Internacional em seu campus.
A equipe de robótica do Spelman, denominada SpelBots, tornou-se, em 2005, a primeira equipe de robótica composta exclusivamente por mulheres negras a competir na categoria Four-Legged League Soccer da RoboCup. Em 2009, a equipe empatou em primeiro lugar no campeonato de futebol de robôs humanoides da RoboCup, realizado em Osaca, no Japão.
O Spelman abriga diversas fraternidades femininas (sororities), incluindo representantes de todas as quatro organizações pertencentes ao National Pan-Hellenic Council. Aproximadamente 3% das estudantes participam do sistema de organizações gregas da instituição.
O Spelman College possui onze residências estudantis no campus, que acomodam aproximadamente 1.500 estudantes. Todas as estudantes ingressantes no primeiro ano são obrigadas a residir no campus.
As equipes esportivas do Spelman eram conhecidas como Jaguars (Jaguares). A instituição integrou a Divisão III da National Collegiate Athletic Association (NCAA), competindo principalmente na Great South Athletic Conference (GSAC) entre as temporadas de 2003–04 e 2012–13.
O Spelman competia em sete modalidades esportivas universitárias femininas: basquetebol, cross-country, golfe, futebol, softbol, tênis e voleibol.
Em 2013, o Spelman College decidiu encerrar seus programas esportivos universitários e deixar a NCAA. Os recursos anteriormente destinados às equipes esportivas passaram a financiar programas de bem-estar e saúde voltados para todas as estudantes da instituição.
Entre as ex-alunas de destaque do Spelman College estão Rosalind Brewer, primeira afro-americana a exercer o cargo de diretora-executiva (CEO) da Sam's Club e da Walgreens; a vencedora do Prêmio Pulitzer Alice Walker; a ex-reitora do Harvard College Evelynn M. Hammonds; a ativista e fundadora do Children's Defense Fund Marian Wright Edelman; a advogada de direitos civis e de defesa criminal Dovey Johnson Roundtree; a organista Joyce Johnson; a musicista, ativista e historiadora Bernice Johnson Reagon; a política Stacey Abrams; a escritora Pearl Cleage; a apresentadora de televisão Rolonda Watts; a cantora de ópera Mattiwilda Dobbs; as atrizes Cassi Davis, LaTanya Richardson, Adrienne-Joi Johnson, Keshia Knight Pulliam e Tati Gabrielle; a deputada estadual de Nova Iorque Taylor Darling; a designer e curadora Sara Penn, Lisa D. Cook, integrante do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal, e Pamela Gunter-Smith, primeira afro-americana a presidir o York College of Pennsylvania.