Spodoptera frugiperda

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Larva de Spodoptera frugiperda
Larva de Spodoptera frugiperda
Adulto de Spodoptera frugiperda
Adulto de Spodoptera frugiperda
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Noctuoidea
Família: Noctuidae
Género: Spodoptera
Espécie: S. frugiperda
Nome binomial
Spodoptera frugiperda
(J. E. Smith, 1797)
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A lagarta-do-cartucho (nome científico: Spodoptera frugiperda, do grego Spodo, cinza de madeira + ptera, asas e frugi, fruta + perda, perdida) é uma espécie de mariposa da ordem Lepidoptera, família Noctuidae, muito conhecida como uma das principais pragas agrícolas de importância econômica atacando culturas agrícolas e cultivares, como o milho (Zea mays), a soja (Glycine max) e o algodão (Gossypium spp.), dentre muitas outras plantações.​ As lagartas recém-eclodidas raspam a superfície das folhas e depois alojam-se no cartucho, de onde pode-se observar seus excrementos. Causa danos expressivos, principalmente por atingirem o florescimento ao ao destruírem o cartucho das plantas. Seu epíteto científico provém da capacidade destrutiva da espécie, onde frugiperda vem do Latim para "fruta perdida".

As mariposas adultas medem entre 32 e 40 mm de envergadura, apresentando asas dianteiras castanho-acinzentadas e as posteriores brancas. Apresentam um discreto dimorfismo sexual, em que os machos apresentam desenhos mais marcados nas asas e uma mancha branca marcante nas asas anteriores. Com relação às lagartas, a coloração pode variar consideravelmente de acordo com as condições ambientais e linhagens, mas geralmente as recém-eclodidas apresentam uma cabeça escura contrastando com um corpo bem claro, e os estádios maiores apresentam-se mais escuros, em geral amarronzados com linhas brancas, podendo desenvolver manchas escuras e algumas pintas. Foram registrados 6 diferentes ínstares larvais para esta espécie.

Esta espécie apresenta, hoje, uma ampla distribuição geográfica. São particularmente prevalentes nas Américas, em zonas mais quentes. Não são capazes de persistir em localidades em que a temperatura baixe além de 0°C.​​ No entanto, os adultos são capazes de voar longas distâncias em movimentos migratórios, a exemplo de chegarem ao Canadá a partir do sul dos EUA, quando não encontram recursos alimentares suficientes.​ Foram detectadas pela primeira vez no continente Africano em 2016, onde estão causando danos consideráveis no cultivo de milho. Lá, estão presentes em cerca de 28 diferentes países, difundindo-se rapidamente.​ Mais recentemente, em 2018 foram detectadas no sul da Índia e, em início de 2019, na China.​

Monitoramento e manejo em gramados

Para a identificação em campo dos instares mais avançados é característica a presença de um claro «Y» invertido na cápsula cefálica. Em gramados urbanos, as postas de ovos são frequentemente encontradas em superfícies verticais claras — cercas, calhas e mobiliário — portanto esses objetos podem ser incluídos na inspeção. Na Austrália, a espécie foi detectada no norte de Queensland, no Território do Norte e na Austrália Ocidental em fevereiro de 2020 e rapidamente se estabeleceu nessas áreas. Após a eclosão, as larvas jovens são capazes de descer dos locais de oviposição por fios de seda, o que as ajuda a dispersar-se na vegetação. Durante a inspeção do gramado, pode-se usar uma solução de sabão como irritante: as larvas que se escondem saem à superfície, o que facilita a confirmação da infestação.

Em gramados esportivos e de golfe recomenda-se inspeções frequentes, pois as larvas jovens são consideravelmente mais fáceis de controlar do que as mais velhas. Em pastagens e outras coberturas herbáceas, surtos frequentemente se formam após chuvas, quando aparece um novo crescimento verde e tenro. Programas de monitoramento australianos estão a desenvolver um teste molecular de campo para a detecção e identificação precoce da praga. Para vigilância antecipada são utilizados modelos de dispersão pelo vento das mariposas adultas: a previsão de provável aparecimento de imagos ajuda a escolher o momento para a busca de larvas. Na Austrália, também estão a estudar os vírus entomopatogénicos locais para avaliar a sua adequação ao controlo biológico de S. frugiperda em comparação com produtos biológicos virais importados.

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Referências

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