| Springer Nature | |
|---|---|
Escritório na Heidelberger Platz, 3, em Berlim | |
| Sociedade em comandita por ações de capital aberto, Kommanditgesellschaft auf Aktien, com uma Aktiengesellschaft como sócia comanditada | |
| Cotação | FWB: SPG SDAX [en] |
| Atividade | Editoração |
| Fundação | 2015 |
| Sede | Londres, sede global Berlim, sede societária Nova Iorque, sede comercial |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Pessoas-chave | Frank Vrancken Peeters, diretor-executivo |
| Empregados | 10.000, em 2019 |
| Receita | US$ 2,1 bilhões, em 2022 |
| Website | springernature.com |
| |
Springer Nature é uma empresa germano-britânica de publicações acadêmicas, criada em maio de 2015 pela fusão da Springer Science+Business Media com a Nature Publishing Group [en], a Palgrave Macmillan e a Macmillan Education, pertencentes ao Holtzbrinck Publishing Group.
A empresa teve origem em editoras e revistas como a Springer-Verlag, fundada em 1842 por Julius Springer, em Berlim. Julius era avô de Bernhard Springer, que fundou a Springer Publishing [en] em 1950, em Nova Iorque. Também fazem parte dessas origens a Nature Publishing Group, que publica a revista Nature desde 1869, e a Macmillan Education, cujas origens remontam à Macmillan Publishers, fundada em 1843.
A Springer Nature foi formada em 2015 pela fusão da Nature Publishing Group, da Palgrave Macmillan e da Macmillan Education, pertencentes ao Holtzbrinck Publishing Group, com a Springer Science+Business Media, pertencente à BC Partners [en]. Os planos para a fusão foram anunciados em 15 de janeiro de 2015. A operação foi concluída em maio daquele ano, com o grupo Holtzbrinck detendo uma participação majoritária de 53%.
As tentativas de realizar uma oferta pública inicial em maio de 2018 e no outono de 2020, no hemisfério norte, fracassaram devido às condições desfavoráveis do mercado.
Em 2021, a Springer Nature adquiriu a Atlantis Press, editora de acesso aberto fundada em Paris em 2006, dedicada a publicações científicas, técnicas e médicas, conhecidas pela sigla inglesa STM, e à publicação de anais de congressos.
Após a fusão, Derk Haank, que havia sido diretor-executivo da Springer Science+Business Media, assumiu o mesmo cargo na Springer Nature. Quando se aposentou, no fim de 2017, foi sucedido por Daniel Ropers, cofundador e diretor-executivo da bol.com [en] por muitos anos. Em setembro de 2019, Frank Vrancken Peeters substituiu Ropers.
Em 2019 e 2021, a Springer Nature publicou documentos sobre suas políticas, entre eles uma declaração relativa à lei britânica de 2015 sobre escravidão moderna [en], uma estratégia tributária e um relatório sobre a diferença salarial entre homens e mulheres nas operações da empresa no Reino Unido.
A Springer Nature é signatária do SDG Publishers Compact [en] e afirmou ter adotado medidas para apoiar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS, no setor editorial. Entre essas medidas estão alcançar a neutralidade de carbono a partir de 2020, organizar suas publicações em 17 portais temáticos dedicados aos ODS e lançar revistas temáticas como Nature Climate Change, Nature Energy, Nature Sustainability, Nature Food, Nature Human Behaviour, Nature Water e Nature Cities, esta última lançada em 2024. Em 2014, foi lançada a série de revistas temáticas on-line da Nature Portfolio.
A revista Environment, Development, and Sustainability, da Springer, foi uma das seis, entre 100 revistas avaliadas, a receber a classificação máxima de "cinco rodas" no sistema SDG Impact Intensity™, que avaliou a relação das publicações com os ODS a partir de dados de 2016 a 2020.
Entre as principais marcas do grupo estão as seguintes, além das empresas listadas na seção Subsidiárias.
A Springer foi proprietária da Scientific American até junho de 2026, quando a revista foi vendida ao LabX Media Group [en].
Em 2017, a Springer bloqueou o acesso de usuários na China a centenas de artigos sobre o Tibete, Taiwan, a política da China e questões de direitos humanos.
Em março de 2020, um artigo publicado em 2019 na revista BMC Emergency Medicine foi retratado por seus autores. A fotografia apresentada como sendo de uma víbora era a mesma usada em outro relato de caso para uma cobra de outra espécie. Os autores também não tinham os dados do fabricante e dos lotes dos três frascos de soro antiofídico administrados à paciente.
Em julho de 2020, a Springer Nature retratou um artigo da revista Society [en] devido a problemas no processo de revisão e a críticas de racismo.
Em agosto de 2020, a Springer Nature recusou um artigo de um médico taiwanês a pedido da Universidade Médica de Wenzhou [en], coeditora da revista, porque a palavra "China" não havia sido acrescentada após "Taiwan".
Em novembro de 2021, a Springer Nature retratou 44 artigos sem sentido da revista Arabian Journal of Geosciences após uma falha no processo de revisão por pares.
Em agosto de 2023, após uma investigação, a Springer Nature retratou um artigo que afirmava não haver evidências de uma crise climática global.
Em outubro de 2025, Anna Krylov [en], professora de química da Universidade do Sul da Califórnia, publicou uma carta aberta em defesa de um boicote às revistas Nature. Ela acusou a editora de abandonar sua missão científica em favor de uma "agenda de justiça social". Krylov criticou a Nature Reviews Psychology [en] por incentivar práticas de "justiça nas citações", destinadas a promover trabalhos de autores de grupos identitários favorecidos, e a Nature Human Behaviour [en] por publicar orientações editoriais que previam considerar possíveis danos sociais na avaliação dos trabalhos submetidos. A carta recebeu o apoio do biólogo evolucionista Richard Dawkins. Um porta-voz da Springer Nature respondeu que as declarações sobre diversidade nas citações são opcionais para os autores e não interferem na avaliação do conteúdo.
Em novembro de 2025, um parecerista da revista Discover Artificial Intelligence afirmou que "o GPT-5 não existe", considerou fictício o objeto de estudo de um artigo e declarou sua metodologia "impossível". O autor recorreu da avaliação e levantou a possibilidade de o parecer ter sido gerado por inteligência artificial. A revista não encontrou indícios de uso de IA, classificou o erro sobre o GPT-5 como "um detalhe de pouca relevância" e concluiu que o parecer resultava de "leitura cuidadosa e conhecimento especializado". A revista afirmou que "qualquer editor ou parecerista com formação básica em pesquisa nessa área chegaria razoavelmente à mesma conclusão".
A política de revisão por pares da Springer Nature orienta os pareceristas a não enviar manuscritos a ferramentas de inteligência artificial generativa, por preocupação com informações sensíveis e com as limitações da IA. Em abril de 2026, em correspondência com o Committee on Publication Ethics [en], ou COPE, a Springer Nature afirmou que o uso de IA por pareceristas para revisão linguística pode ser considerado aceitável mediante avaliação de cada caso.
Em 2026, a Springer Nature anunciou que passaria a publicar manifestações de preocupação relativas a livros enquanto investigasse possíveis problemas de integridade. A empresa também afirmou que estava revisando e reforçando seus processos de revisão por pares e de integridade da pesquisa para livros, com medidas adicionais de proteção e revisões após a publicação.
Em 23 de junho de 2026, a Springer Nature anunciou a venda da Scientific American ao LabX Media Group, com o objetivo de "se desfazer de seus negócios de mídia voltados ao público geral" e se concentrar em sua atividade principal de publicação acadêmica. A seção do sindicato Writers Guild of America East [en] na revista criticou a venda, a demissão de 15 funcionários, entre eles a maioria dos organizadores sindicais, e a redução dos salários de outros empregados. O sindicato acusou a empresa de repressão sindical [en] e censura. A venda ocorreu três dias antes de o National Labor Relations Board [en], ou NLRB, apurar os votos sobre a representação sindical, com resultado de 31 a favor e um contra. Em 30 de junho de 2026, funcionários da Scientific American realizaram um protesto em frente aos escritórios da Springer Nature em Manhattan.
Em setembro de 2024, Lucina Uddin [en], professora de neurociência da Universidade da Califórnia em Los Angeles, entrou com uma proposta de ação coletiva contra a Springer Nature e outras cinco editoras de revistas acadêmicas. Na ação, alegou que as editoras haviam violado a legislação antitruste ao concordarem em não competir entre si por manuscritos e ao negarem remuneração aos pesquisadores pelos serviços de revisão por pares.