| Stefano Scodanibbio | |
|---|---|
| Nascimento | 18 de junho de 1956 Macerata |
| Morte | 8 de janeiro de 2012 (55 anos) Cuernavaca |
| Cidadania | Itália |
| Ocupação | compositor, professor de música, contrabaixista, arranjador, músico |
| Instrumento | contrabaixo |
Stefano Scodanibbio (Macerata, 18 de junho de 1956 — Cuernavaca, 8 de janeiro de 2012) foi um solista de contrabaixo e compositor italiano de música erudita contemporânea. Tem sido aclamado como intérprete, devido às suas inovações técnicas e imensa musicalidade no desempenho virtuoso do contrabaixo, por alguns dos maiores compositores dos séculos XX e XXI e outras figuras importantes do mundo das artes.
Desenvolve os seus estudos de contrabaixo com Fernando Grillo e composição com Fausto Razzi e Salvatore Sciarrino. No fim da sua juventude inicia um esforço de renascimento do instrumento que toca, e opta por divulgar as novas tendências da música contemporânea europeia e americana. Em 1983 funda o festival anual de música contemporânea Rassegna di Nuova Musica (Encontro de Nova Música) em Macerata, no qual desempenha a função de director.
Nas décadas de oitenta e noventa do século XX, Stefano Scodanibbio teve o seu nome associado proeminentemente à renascença do contrabaixo, tendo tocado nos maiores festivais de música erudita por todo o mundo com dezenas de partituras especialmente escritas para si, por grandes compositores como Sylvano Bussotti, Franco Donatoni, Brian Ferneyhough, Fred Frith, Vinko Globokar, Gérard Grisey, Luigi Nono, Giacinto Scelsi, Salvatore Sciarrino e Iánnis Xenákis. Colaborou durante um longo período com Giacinto Scelsi e com Luigi Nono, em cuja partitura do Prometeu se pode ler «arco mobile (à la Stefano Scodanibbio)» (arco móvel à Stefano Scodanibbio). Em 1987, na capital italiana, executou uma maratona de 4 horas sem parar, tocando vinte e oito peças para contrabaixo solo de vinte e cinco autores.
Toca regularmente enquanto duo com Rohan de Saram e, também, com Markus Stockhausen. São de particular importância as colaborações com o músico Terry Riley, os coreógrafos e bailarinos Virgilio Sieni, Patricia Kuypers, Hervé Diasnas, o poeta Edoardo Sanguineti e o encenador Rodrigo Garcìa, o filósofo Giorgio Agamben e o artista Gianni Dessi. Destas faz-se ainda notar a sua colaboração com Sanguineti, em relação à qual Scodanibbio diz que sempre aspirou a uma música autobiográfica, «onde aquilo que existe de mais corpóreo no fazer da música passa a pertencer ao elemento do discurso.»
Desde a década de noventa, Scodanibbio tem leccionado mestrados e seminários em diversas escolas de música nos Estados Unidos da América e na Europa, das quais se fazem notar a Shepherd School of Music da Rice University (Escola de Música Shepherd da Universidade de Rice, que se pode traduzir literalmente por Escola de Música Pastor da Universidade de Arroz), a University of California, Berkeley (Universidade da Califórnia, Berkeley), a Stanford University (Universidade de Stanford), o Oberlin Conservatory of Music (Conservatório de Música de Oberlin), o Musikhochschule Stuttgart (Colégio de Música de Estugarda), o Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris (Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris) e o Conservatório Giuseppe Verdi (Conservatório Giuseppe Verdi) em Milão. Em 1996 ensinou contrabaixo na Internationale Ferienkurse für Neue Musik, Darmstadt (Cursos Internacionais de Verão para Nova Música, Darmstadt).
Sempre activo como compositor, o seu catálogo consiste em mais de cinquenta trabalhos escritos, sobretudo para cordas, e foi escolhido quatro vezes para integrar o ISCM (International Society of Contemporary Music) (Sociedade Internacional para a Música Contemporânea), nas edições de: Oslo 1990, Cidade do México 1993, Hong Kong 2002 e Estugarda 2006. Stefano Scodanibbio tem sido amplamente reconhecido e recomendado por figuras proeminentes do mundo da música, das artes e da filosofia, e muito bem recebido pela crítica.