| Stephan Mathieu | |
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| Informações gerais | |
| Nascimento | 11 de outubro de 1967 (59 anos) Saarbrücken, Alemanha |
| Gêneros | Música eletroacústica, música experimental, música ambiente |
| Ocupação | Músico, compositor, engenheiro de masterização |
| Instrumentos | Bateria, computador |
| Período em atividade | 1990–2017 |
| Gravadoras | Hapna, Die Schachtel, Schwebung |
| Página oficial | schwebung-mastering |
Stephan Mathieu (Saarbrücken, 11 de outubro de 1967) é um compositor, músico e engenheiro de masterização alemão. Autodidata, trabalhou na área da música eletroacústica e da instalação sonora, usando instrumentos antigos, gravações ambientais e suportes obsoletos. Desde 2017 dedica-se exclusivamente à masterização, que exerce no seu estúdio Schwebung Mastering, em Bona.
Natural de Saarbrücken, viveu em Berlim entre 1990 e 1998, onde trabalhou na cena de música improvisada, inicialmente como baterista. Por volta de 1998 regressou a Saarbrücken e começou a trabalhar com computadores, primeiro para processar ao vivo o som da sua bateria. No final da década de 1990 o computador tornou-se o seu principal instrumento. Atuou ao vivo a partir de 1992, a solo e em festivais, e criou instalações sonoras fora dos espaços tradicionais de galerias e museus.
Ensinou artes digitais e teoria na HBK Saar [en], em Saarbrücken, e foi docente convidado em várias escolas de arte europeias. Também deu aulas no CERM, em Metz. Publicou discos por editoras como Ritornell, Orthlorng Musork e Bip-Hop. O álbum On Tape (Hapna, 2004), construído a partir de gravações do trio sueco Tape e do saxofonista Magnus Granberg, foi o primeiro em que deixou o material de origem sem processamento.
Radioland, editado em 2008 pela editora milanesa Die Schachtel, baseia-se exclusivamente em sinais de rádio de onda curta processados em tempo real, captados e gravados em 2005 e 2006. O disco figurou nas listas de melhores do ano de 2008 da revista The Wire, da loja Boomkat e da publicação Dusted. Em 2019 foi reeditado pela sua própria editora, Schwebung, com um segundo disco que contém uma atuação ao vivo inédita de 2005 em Chicago.
Em Transcriptions (Spekk, 2009), gravado com Taylor Deupree, Mathieu usou cilindros de cera e discos de 78 rotações tocados em dois gramofones portáteis e processados em tempo real. A sua colaboração com David Sylvian começou em 2011, no festival Punkt, em Kristiansand, com uma remistura ao vivo; seguiu-se Wandermüde (2013), uma reinterpretação do álbum Blemish [en], de Sylvian. Com Caro Mikalef criou Radioland (Panorámica), uma obra encomendada pelo Espacio Fundación Telefónica, em Buenos Aires.
Entre 2016 e 2018 publicou Radiance, um ciclo de doze peças lançadas mensalmente por subscrição e reunidas numa caixa de doze CD, com fontes como discos de 78 rotações, voz, gongo, piano, cítara e rádio de onda curta. Em 2018 publicou também a caixa de oito CD Folio, que reúne cinco obras: quatro editadas entre 2013 e 2015 e uma inédita.
Começou a masterizar com mais frequência gravações de amigos em 2013 e, desde 2017, trabalha exclusivamente nessa área; segundo o próprio, uma digressão em 2013 tirou-lhe o gosto por atuar e colaborar, e retirou do mercado a sua discografia. No Schwebung Mastering faz masterização para suportes analógicos e digitais e restauro de gravações históricas em fita, vinil, cassete, discos de 78 rotações e cilindros de cera. Entre as editoras para que trabalhou contam-se a Editions Mego, a Kranky, a Sacred Bones Records, a Mexican Summer [en] e a RVNG Intl. [en].