
Subvertising refere-se a prática de parodiar os anúncios políticos, corporativos ou comerciais com objetivo de manifestar a própria posição a respeito das empresas, corporações ou instituições anunciantes que se utilizam da publicidade como arma ideológica.
Os subverts formam parte do mundo da contrapublicidade mas este último conceito publicitário, usual no contexto hispânico, não descreve nem conota o que no mundo anglo-saxônico se refere por meio dos neologismos "subvert" e "subvertising".
Como manifestação publicitária de denúncia, os "subverts" podem tomar a forma de uma nova imagem que se corresponde parcialmente com anuncio originário ou pode alterar ou manipular mais ou menos drasticamente a imagem existente.
Segundo AdBusters, uma emblemática revista de contracultura canadense,"um 'subvert' bem produzido imita a forma e aparência do anúncio original, promovendo o clássico 'duplo sentido' pois os espectadores ou receptores adquirem de repente consciência de que foram 'manipulados'. Os subverts criam dissonância cognitiva. São capazes de transcender a hipérbole e a brilhantez da realidade mediatizada e de revelar súbita e momentaneamente uma verdade subjacente mais profunda".
O anglicismo subvertising procede da superposição das palavras "subvert" 'subverter' e "advertising" 'publicidade'. Um dos principais objectivos dos "subvertisements", conhecidos normalmente como subverts (cf. adverts 'anúncios'), é muitas vezes a sabotage política de candidatos e campanhas políticas e de corporações e empresas multinacionais.
Em 1972, o logo do poster campanha de reeleição de Richard Nixon foi subvertido com dois "x"s no nome de Nixon (como no logo da Exxon) para sugerir a propriedade corporativa do Partido Republicano.
Em Sydney, Australia em outubro de 1979, um grupo de ativistas antitabagista formaram um grupo chamado B.U.G.A.U.P. e começaram a alterar o texto em outdoors para subverter as mensagens dos anunciantes de tabaco, porém os anúncios para outros produtos nocivos também foram alvo.
Em 6 de novembro de 2008, o The Yes Men recrutou milhares de ativistas sociais para distribuir 100.000 cópias de uma paródia do jornal New York Times de seis meses no futuro. O objetivo era usar uma mídia tangível e confiável, o New York Times, para argumentar por um futuro em partícula, no caso, um em que a Guerra do Iraque havia terminado. Outros grupos envolvidos com esse projeto incluíam Anti-Advertising Agency, Code Pink, United for Peace and Justice, May First/People Link, and Improv Everywhere.[carece de fontes]