Ativistas da Code Pink manifestam-se em frente à Casa Branca em 4 de julho de 2006. | |
| Tipo | Organização 501(c)(3) |
|---|---|
| Fundação | 17 de novembro de 2002 (23 anos) |
| Propósito | Movimento antiguerra [en], justiça social |
| Filiação | |
| Pessoas importantes | Jodie Evans [en], Medea Benjamin |
| Website | www |
Code Pink: Women for Peace (frequentemente estilizado como CODEPINK) é uma organização pacifista e um movimento antiguerra [en] registrada nos Estados Unidos como uma organização 501(c)(3). A organização concentra-se em questões como ataques com drones, prisão de Guantánamo, legitimação do Estado da Palestina, Plano de Ação Conjunto Global, direitos humanos na Arábia Saudita e paz na Península Coreana. Possui escritórios regionais em Los Angeles e Washington, D.C., além de várias filiais nos Estados Unidos e no exterior.
Com membros vestindo a cor rosa característica do grupo, a Code Pink realiza marchas, protestos e outras ações ativistas para promover seus objetivos. A organização se descreve como iniciada por mulheres, mas incentiva a participação de homens em suas atividades. As posições políticas da organização, especialmente em relação à China e à Venezuela, bem como seu financiamento, geraram controvérsias e atraíram escrutínio congressional. Desde 2017, cerca de 25% do financiamento da organização provém de grupos ligados a Neville Roy Singham [en], marido da cofundadora Jodie Evans.

A Code Pink foi fundada em 17 de novembro de 2002 por um grupo de ativistas americanos contra a guerra, incluindo Jodie Evans [en] e Medea Benjamin, no período que antecedeu a invasão do Iraque em 2003 pelos Estados Unidos (à qual a organização se opôs). O nome do grupo é uma brincadeira com o sistema de alertas coloridos do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, no qual, por exemplo, o Código Laranja e o Código Vermelho indicam os níveis mais altos de perigo. A declaração de fundação da Code Pink convoca:(p93)
Mulheres ao redor do mundo a se levantarem e se oporem à guerra no Iraque. Chamamos mães, avós, irmãs e filhas, trabalhadoras, estudantes, professoras, curandeiras, artistas, escritoras, cantoras, poetas e toda mulher comum indignada disposta a ser ousada pela paz. As mulheres têm sido guardiãs da vida – não porque sejam melhores, mais puras ou mais inatamente maternais que os homens, mas porque os homens se ocuparam em fazer guerra.
Em fevereiro de 2003, pouco antes da invasão do Iraque, a Code Pink organizou sua primeira viagem ao país; posteriormente, liderou cinco delegações. Essas delegações incluíam pais de soldados americanos mortos em combate no Iraque, bem como pais de soldados em serviço ativo. Além disso, levaram seis mulheres iraquianas em turnê pelos Estados Unidos e publicaram um relatório sobre como a ocupação americana [en] afetou a vida das mulheres iraquianas.
Em seu site, a Code Pink lista alegações de crimes de guerra dos Estados Unidos e afirma que milhares de civis foram mortos em Faluja em 2004 devido às ações do exército americano. Junto com outros grupos, doaram mais de US$ 600 mil em ajuda humanitária a refugiados de Faluja em 2004. Em 2014, a Code Pink recebeu o Prêmio de Paz dos EUA da US Peace Memorial Foundation [en] "em reconhecimento à liderança inspiradora contra a guerra e ao ativismo criativo de base".
Em 2023, foi reportado que, desde 2017, mais de US$ 1,4 milhão das doações da Code Pink (cerca de 25% de seu financiamento) provêm de dois grupos ligados a Neville Roy Singham [en], que se casou com a cofundadora Jodie Evans em 2017. Em 2022, o Benjamin Fund contribuiu com US$ 355.350.
O grupo se opôs à invasão do Iraque em 2003 pelos Estados Unidos.(p93) No início de 2003, membros da Code Pink protestaram contra o que chamaram de "agressão nua" do presidente americano George W. Bush escrevendo a palavra "PEACE" com seus corpos nus em manifestações na Califórnia e em Nova Iorque.(p89) A Code Pink participou de vigílias no Centro Médico Militar Walter Reed [en] em Washington, D.C., para destacar a situação dos soldados feridos. A Code Pink afirmou que o objetivo das vigílias era destacar a falta de cuidados aos veteranos e que elas ajudaram a conseguir melhorias nesse atendimento.
No verão de 2009, a Code Pink iniciou sua campanha "Ground the Drones". Essa campanha foi uma resposta ao uso continuado e aumentado de drones pela administração Obama na Guerra ao Terror, especificamente em regiões próximas ao Paquistão e ao Afeganistão. A Code Pink afirmou que muitos dos ataques com drones, destinados a atingir líderes e redutos terroristas, frequentemente erravam o alvo, causando mortes desnecessárias de civis inocentes.
"Ground the Drones" foi concebida como uma forma de desobediência civil não violenta, semelhante aos protestos da primavera anterior, realizados por grupos como Voices for Creative Non Violence. A Code Pink direcionou seus protestos à Base Aérea de Creech [en] em Indian Springs, Nevada, alegando que era o "epicentro" do controle de atividades de drones. O objetivo do protesto era "parar os ataques de aeronaves não tripuladas controladas por links de satélite a partir de Creech e outras bases". O grupo continuou protestando na Base Aérea de Creech até novembro e dezembro de 2009. A Code Pink retornou à base em outubro de 2011, junto com outros grupos de protesto, para marcar o 10º aniversário da Guerra no Afeganistão. Os manifestantes chamaram o evento de "a maior manifestação antiguerra já realizada na Base Aérea de Creech". Membros da Code Pink compareceram a uma audiência do Comissão de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos [en] em 2015 e pediram a prisão de Henry Kissinger por crimes de guerra. John McCain, que presidia a audiência, pediu ao Sargento de Armas e à Polícia do Capitólio que escoltassem a Code Pink para fora do prédio e gritou: "Saiam daqui, escória de baixa categoria!"
Desiree Fairooz, membro da Code Pink, foi presa por rir após uma descrição do senador Jeff Sessions feita pelo senador do Alabama Richard Shelby, afirmando que seu histórico de "tratar todos os americanos igualmente sob a lei é claro e bem documentado", durante a audiência de confirmação como Procurador-Geral dos Estados Unidos em janeiro de 2017. Após ser condenada em julgamento, o veredito foi revertido pelo juiz-chefe do Tribunal Distrital Robert Morin. O juiz afirmou que Fairooz não deveria ter sido julgada por rir, apenas por falar enquanto era removida, e declarou um julgamento nulo. Em vez de arquivar o caso, Morin marcou um novo julgamento para setembro. Fairooz enfrentava até um ano de prisão e US$ 2.000 em multas por conduta disruptiva e desordeira e por obstruir e impedir a passagem em terrenos do Capitólio dos EUA. Em 6 de novembro de 2017, a procuradora dos Estados Unidos do Distrito de Columbia Jessie Liu [en] apresentou uma notificação de nolle prosequi [en] no caso contra Desiree Fairooz. Diante da decisão, a Code Pink divulgou uma nota afirmando que os três julgamentos foram uma perda de tempo e dezenas de milhares de dólares dos contribuintes, acrescentando: "Essas sentenças são projetadas para desencorajar dissidência e impedir que ativistas participem dos protestos diários que ocorrem em um momento tumultuado."
Durante a pandemia de COVID-19, a Code Pink fez campanha a favor da suspensão das sanções dos Estados Unidos para aliviar o impacto da pandemia nas populações dos países sancionados. No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa de 2023, membros da Code Pink interromperam uma conversa entre o secretário de Estado dos EUA Antony Blinken e o colunista do The Washington Post David Ignatius [en] para pedir a libertação de Julian Assange.
Durante a crise presidencial na Venezuela em 2019, os Estados Unidos romperam relações com o governo Nicolás Maduro e reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em 10 de abril de 2019, após o governo Maduro retirar seus diplomatas da Embaixada da Venezuela em Washington, D.C., ativistas americanos da Code Pink receberam cartões-chave dos diplomatas, mudaram-se para o prédio e trancaram todas as entradas com correntes e cadeados enquanto Carlos Vecchio [en], embaixador nomeado por Guaidó nos EUA, tentava acessar o edifício. O governo dos EUA considerava a embaixada propriedade do governo interino de Guaidó. Confrontos em maio de 2019 entre ativistas dos EUA e manifestantes venezuelanos pró-Guaidó resultaram em prisões de ambos os lados. As autoridades dos EUA emitiram uma ordem de despejo ao grupo em 14 de maio. Os últimos quatro ativistas foram removidos da embaixada por agentes do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e do Serviço Secreto dos EUA em 16 de maio.
No final de julho de 2019, alguns membros da Code Pink que ocuparam a embaixada visitaram a Venezuela durante o Foro de São Paulo. Maduro posou para fotos com o grupo e os presenteou com lembranças, incluindo um livro sobre Simón Bolívar e uma réplica da espada de Bolívar. Em outubro de 2022, a Code Pink coletou assinaturas para uma petição pedindo ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que retirasse as acusações contra o empresário colombiano Alex Saab. Saab foi extraditado para os EUA de Cabo Verde em 2020, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de lavagem de dinheiro e de movimentar mais de US$ 350 milhões por contas americanas. A Code Pink descreveu Saab como um preso político, que trabalhou como diplomata como parte da Gran Misión Vivienda e da rede de distribuição de caixas de alimentos dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção da Venezuela. A organização foi criticada por seu apoio ao governo venezuelano.
A Code Pink foi criticada por Joshua Block, presidente e CEO do The Israel Project, por organizar uma delegação de paz ao Irã em janeiro de 2019.
Antes da Marcha pela Liberdade de Gaza [en], a Code Pink endossou a "Declaração do Cairo para o Fim do Apartheid Israelense", que pede um boicote abrangente a Israel. Durante a marcha, a cofundadora da Code Pink, Medea Benjamin, coordenou a estadia da organização com o Hamas. Os membros ficaram no Commodore, um hotel de propriedade do Hamas em Gaza. Oficiais de segurança do Hamas acompanharam os ativistas enquanto visitavam casas palestinas e ONGs sediadas em Gaza. Antes da marcha, Benjamin disse que o governo do Hamas havia "se comprometido a garantir nossa segurança". No entanto, líderes da Code Pink afirmaram que o Hamas sequestrou a iniciativa desde o início após impor proibições aos movimentos da organização em Gaza. Amira Hass se referiu ao evento como "uma oportunidade para ministros do gabinete do Hamas obterem cobertura midiática decente na companhia de manifestantes ocidentais".
A Code Pink ajudou a organizar uma Delegação Internacional do Dia da Mulher para Gaza em março de 2014. Ao chegar ao aeroporto do Cairo em 3 de março de 2014, Benjamin foi detida e agredida por autoridades egípcias. Ela foi deportada para a Turquia após as autoridades deslocarem seu ombro. A Code Pink se opôs à Guerra de Gaza após os ataques de 7 de outubro. Interrompeu repetidamente o testemunho do secretário de Estado Antony Blinken em 31 de outubro de 2023 em uma audiência no Senado sobre ajuda a Israel, com manifestantes pedindo um cessar-fogo durante a audiência. Vários ativistas pela paz foram presos, incluindo David Barrows e a coronel aposentada e diplomata Ann Wright [en].
Em 2013, cerca de dez ativistas da Code Pink manifestaram-se no Congresso dos EUA contra ataques militares em retaliação ao uso de armas químicas pelo governo sírio contra seu próprio povo. Um ano depois, ativistas da Code Pink manifestaram-se no Capitólio contra a Guerra contra o Estado Islâmico para deter o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em março de 2019, durante uma visita ao Irã, representantes da Code Pink expressaram apoio em uma coletiva de imprensa realizada pela Agência de Notícias Fars ao direito do Irã de usar sistemas de defesa contra mísseis, e se reuniram com o ministro das Relações Exteriores iraniano Mohammad Javad Zarif.
Após o assassinato em janeiro de 2020 de Qasem Soleimani, líder da Força Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, e de Abu Mahdi al-Muhandis, líder das Forças de Mobilização Popular do Iraque, por um ataque de drone dos EUA no aeroporto de Bagdá, a Code Pink, junto com vários outros grupos da sociedade civil, convocou um "dia nacional de ação" em 30 grandes cidades dos EUA para exigir a retirada das tropas americanas do Iraque. Milhares marcharam em mais de 80 cidades do país para protestar contra uma possível guerra contra o Irã.
Em 2022, em protestos em Oakland e San Francisco, a Code Pink criticou os Estados Unidos por enviar armas à Ucrânia após a invasão russa da Ucrânia. Em fevereiro de 2023, ativistas da Code Pink confrontaram o presidente dos Estados Unidos Joe Biden em um restaurante em Washington, D.C., "pedindo a Biden que buscasse a paz e o fim da guerra em vez de escalada antes de serem convidados a sair pela equipe do estabelecimento". Durante o protesto em Washington, D.C., a Code Pink também pediu que Cuba fosse removida da lista de patrocinadores do terrorismo dos Estados Unidos.
Escrevendo na The Nation, o cofundador da Ukrainian Solidarity Network Bill Fletcher Jr. descreveu a posição da Code Pink como "ambígua", afirmando que a organização criticou a invasão russa, mas não apoiou a resistência ucraniana. Em outubro de 2023, Steven Strauss do Partido Socialista da Liberdade [en] alegou que ele e outro apoiador foram removidos de um evento em Washington, D.C., organizado pela Code Pink após entregarem panfletos apoiando o direito de autodefesa da Ucrânia.
Em 4 de outubro de 2023, 11 manifestantes da Code Pink ocuparam o escritório do senador Bernie Sanders no Dirksen Senate Office Building [en]. Os manifestantes pediram que as lideranças ucraniana, russa e americana negociassem o fim da guerra. O comunicado de imprensa da Code Pink citou a declaração de um manifestante: "Sim, Bernie deveria condenar a invasão russa, mas também deveria estar pedindo um fim negociado dessa guerra brutal". A polícia do Capitólio prendeu os 11 manifestantes com base em uma disposição do Código do Distrito de Columbia que proíbe aglomeração, obstrução ou incômodo. A representante republicana Marjorie Taylor Greene elogiou os manifestantes, escrevendo: "Não concordamos em muitas coisas, mas concordamos que o Congresso deve PARAR de alimentar a guerra na Ucrânia!"
Jodie Evans já foi crítica do governo autoritário da China. Em 2015, ela escreveu: “Exigimos que a China pare com a repressão brutal às defensoras dos direitos humanos das mulheres”. Em 2021, Evans descreveu os uigures como terroristas e defendeu a internação em massa deles pela China. Em agosto de 2023, o The New York Times escreveu que Evans agora é uma forte defensora da China e a considera uma defensora dos oprimidos e um modelo de crescimento econômico sem escravidão ou guerra. (p1)
Em 2020, o Code Pink iniciou sua campanha “A China não é nossa inimiga”. A revista New Lines Magazine relatou em abril de 2022 que o site da Code Pink continha um link para um vídeo com Evans e um acadêmico britânico que caracterizou a alegação de genocídio uigur como “ridícula” e uma “mentira total”.
Em fevereiro de 2023, dois manifestantes da Code Pink tentaram interromper a audiência inaugural do Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre a Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês [en], segurando um cartaz com os dizeres “A China não é nossa inimiga” e gritando. De acordo com a declaração da Code Pink sobre o protesto, “Nosso inimigo comum é a crise climática — precisamos de cooperação, não de competição, para enfrentar as mudanças climáticas e os desafios que enfrentamos juntos como humanidade”. Em junho de 2023, ativistas da Code Pink visitaram os escritórios do Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre a Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, onde, de acordo com um assessor do deputado Seth Moulton [en], negaram as acusações de trabalho forçado em Xinjiang e sugeriram que Moulton visitasse Xinjiang. Em abril de 2025, o coordenador da campanha “A China não é nossa inimiga” da Code Pink escreveu na CounterPunch que a organização apoia soluções diplomáticas para questões de direitos humanos e que “o povo uigur não deve ser usado para justificar a guerra”.
Em um editorial do Washington Examiner de fevereiro de 2023, Michael Rubin [en] criticou a Code Pink pelo que chamou de negação do genocídio uigur e, com isso, “amplificar a propaganda do governo chinês”. Após a reportagem do The New York Times de agosto de 2023, o senador americano Marco Rubio solicitou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que abrisse uma investigação sobre a Code Pink e outras entidades relacionadas a Singham por possíveis violações da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros [en].
Em novembro de 2023, o Comissão de Recursos Naturais da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos [en] anunciou uma investigação sobre a Code Pink devido às “possíveis ligações da organização com o Partido Comunista Chinês”. Em 2025, o presidente da Comissão do Senado dos Estados Unidos sobre o Judiciário, Chuck Grassley, instou o Departamento de Justiça a investigar se a organização é obrigada a se registrar nos termos da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros devido às suas supostas ligações com o Partido Comunista Chinês. A Code Pink afirmou que não é financiado pelo Partido Comunista Chinês.
Em 2007, a cientista política Rachel V. Kutz-Flamenbaum descreveu a Code Pink como um grupo cujas ações de protesto “implicam que os papéis tradicionais das mulheres como mães e cuidadoras lhes conferem autoridade moral e obrigação moral de lutar contra a violência”.(p90) De acordo com Kutz-Flamenbaum, a Code Pink chama a atenção para o impacto diferencial da guerra sobre as mulheres e desafia “as normas de gênero ao criticar explícita e implicitamente a relação entre militarismo e patriarcado”.(p90) Ela argumentou que a dependência do grupo do simbolismo de gênero — posicionando as mulheres como guardiãs morais — atraiu tanto elogios quanto críticas. De acordo com o historiador Samuel Moyn, a Code Pink perdeu apoio significativo após a eleição de Barack Obama, uma vez que continuou a se opor às intervenções militares dos EUA, independentemente do governo no poder.