| Tabulata | |||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||
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Os Tabulata constituem uma ordem extinta de corais coloniais que floresceu nos oceanos de todo o mundo durante a Era Paleozoica. Estes organismos surgiram no Período Ordovícico Inferior e desempenharam um papel ecológico fundamental como grandes construtores de recifes coralinos, especialmente ao longo dos Períodos Silúrico e Devónico. A sua existência terminou abruptamente no final do Período Pérmico, há cerca de 252 milhões de anos, aquando da maior extinção em massa da história da Terra, que eliminou a quase totalidade destes ecossistemas marinhos.
A nível anatómico, as colónias de Tabulata eram constituídas por uma rede compacta de tubos calcários designados por coralitos, onde cada pequeno tubo alojava um pólipo individual. A principal característica que confere o nome a esta ordem é a presença abundante de tábulas, que consistem em plataformas ou divisórias horizontais internas bem desenvolvidas que cortavam o interior dos tubos. À medida que o pólipo crescia para cima, ele secretava uma nova base esquelética calcária abaixo de si, criando estas camadas horizontais consecutivas e abandonando a secção inferior mais antiga do tubo.
Em contrapartida, os septos, que são as estruturas verticais internas que dividem radialmente o corpo de outros corais, eram extremamente reduzidos ou até inexistentes nos Tabulata. Quando presentes, manifestavam-se apenas sob a forma de pequenas espinhas ou cristas rudimentares nas paredes internas dos coralitos. Esta ausência de septos bem definidos diferenciava-os claramente dos corais da ordem Rugosa, os seus contemporâneos no Paleozoico, e dos corais escleractínios, que dominam os oceanos atuais.
A grande maioria dos corais tabulados era colonial, desenvolvendo formas de crescimento muito variadas que dependiam das condições de turbulência e da profundidade da água. Algumas colónias assumiam formas massivas e arredondadas, semelhantes a um favo de mel, como se observa no género Favosites. Outras espécies desenvolviam estruturas ramificadas ou encrustantes, enquanto o género Halysites, vulgarmente conhecido como coral-corrente, formava cadeias lineares de tubos que se interligavam, criando um padrão geométrico rendilhado nos fundos marinhos.
Acredita-se que estes organismos preferiam águas marinhas quentes, límpidas e pouco profundas, onde a luz solar conseguia penetrar facilmente para potenciar a produtividade biológica do ecossistema recifal. Devido à sua ampla distribuição geográfica e à rapidez com que evoluíram e se diversificaram, os fósseis de Tabulata são frequentemente utilizados pelos geólogos como fósseis de idade ou fósseis estratigráficos. O estudo sistemático destes vestígios permite datar com precisão as rochas sedimentares do Paleozoico e reconstruir o mapa dos antigos continentes e oceanos que moldaram o planeta.