| The Final Destination | ||||
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Cartaz promocional | ||||
| No Brasil | Premonição 4 | |||
| Em Portugal |
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| Estados Unidos 2009 • cor • 82 min | ||||
| Gênero | terror sobrenatural | |||
| Direção | David R. Ellis | |||
| Produção | Craig Perry Warren Zide | |||
| Roteiro | Eric Bress | |||
| Baseado em | Personagens de Jeffrey Reddick | |||
| Elenco | ||||
| Música | Brian Tyler | |||
| Cinematografia | Glen MacPherson | |||
| Edição | Mark Stevens | |||
| Companhias produtoras | New Line Cinema Practical Pictures Zide/Perry Productions | |||
| Distribuição | Warner Bros. Pictures | |||
| Lançamento |
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| Idioma | inglês | |||
| Orçamento | US$ 40 milhões | |||
| Receita | US$ 187,4 milhões | |||
| Cronologia | ||||
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The Final Destination (bra: Premonição 4; prt: Último Destino, O Último Destino, ou O Último Destino 4 3D), também conhecido como The Final Destination 4, é um filme estadunidense de 2009, do gênero terror sobrenatural, dirigido por David R. Ellis e escrito por Eric Bress com base em personagens criados por Jeffrey Reddick. É o quarto filme da franquia Final Destination e uma sequência autônoma de Final Destination 3 (2006). O enredo acompanha um grupo de pessoas que, após escaparem de um acidente fatal durante uma corrida automobilística, passam a ser perseguidas e eliminadas consecutivamente pela própria Morte. Os papéis principais são interpretados por Bobby Campo, Shantel VanSanten e Mykelti Williamson.
Após o sucesso comercial de Final Destination 3, um quarto filme entrou em desenvolvimento e foi planejado para ser lançado em 3D. O roteiro escrito por Bress impressionou o produtor Craig Perry e a New Line Cinema o suficiente para a aprovação de um quarto filme. James Wong estava escalado para dirigir, mas abandonou o projeto devido a conflitos de agenda. Consequentemente, os produtores optaram por David R. Ellis, que retornou devido ao seu trabalho em Final Destination 2 (2003) e aceitou o convite pessoalmente em razão da proposta do lançamento em 3D. As filmagens foram realizadas entre março e o final de maio de 2008.
The Final Destination foi lançado nos cinemas em 28 de agosto de 2009, sendo distribuído pela Warner Bros. Pictures e pela New Line Cinema. Foi o primeiro filme da série Final Destination a ser filmado em HD 3D e, até maio de 2025, era o segundo longa com maior bilheteria da franquia, tendo arrecadado 187,4 milhões de dólares em todo o mundo. Recebeu avaliações predominantemente negativas da crítica especializada. Um quinto filme, Final Destination 5, foi lançado em agosto de 2011.
Nick e sua namorada Lori, com os amigos Hunt e Janet, assistem a uma corrida automobilística. Ele tem uma premonição de um grave acidente, no qual destroços atingem a arquibancada e matam várias pessoas. Nick provoca uma confusão e sai do autódromo com Lori, Hunt e Janet. O segurança George, o guincheiro supremacista branco Carter, a mãe Samantha, o mecânico Andy e sua namorada Nadia, também se retiram. O acidente, de fato, ocorre logo em seguida. Nadia é decapitada por uma roda solta.
Ao tentar queimar uma cruz no gramado de George, Carter é arrastado pelo próprio caminhão-guincho e morre queimado. Samantha é fatalmente atingida no rosto por uma pedra. Nick conclui que a Morte está eliminando os sobreviventes na ordem em que morreriam no autódromo. Com a ajuda de Lori e George, ele decifra a ordem das mortes. O próximo é Andy, cuja morte numa oficina eles não conseguem evitar. George e Lori impedem que Janet morra num lava-jato, mas Nick não consegue salvar Hunt, que é eviscerado por um ralo de piscina. George tenta o suicídio, mas não tem sucesso, pois ainda não é a sua vez.
Nick descobre que outro sobrevivente, Jonathan, foi resgatado e tenta salvá-lo, mas Jonathan morre no hospital. Ao sair do local, George é atropelado por uma ambulância. Nick corre para o cinema de um shopping ao suspeitar que Lori e Janet estão em perigo. Janet morre após uma explosão, e Lori é puxada para dentro das engrenagens de uma escada rolante. Nick então percebe que esses eventos eram uma premonição e consegue impedir a explosão, salvando Lori e Janet. Duas semanas depois, os três se reencontram em uma cafeteria, mas acabam morrendo quando um caminhão desgovernado colide contra o estabelecimento.
Na ordem dos créditos finais:
Após o sucesso de Final Destination 3, inicialmente planejado para ser exibido em 3D, mas que acabou não sendo lançado nesse formato, a produção do quarto filme da franquia Final Destination já foi concebida desde o início para empregar essa tecnologia. Nesse contexto, Eric Bress escreveu um roteiro que levou o produtor Craig Perry e a Warner Bros. a aprovarem um quarto filme da série. James Wong, diretor do primeiro e do terceiro filmes, chegou a ser cogitado para a direção, mas deixou o projeto em razão de conflitos de agenda com Dragonball Evolution. Em seu lugar, os executivos do estúdio optaram por David R. Ellis, em função de seu trabalho em Final Destination 2. Ellis aceitou o convite, apontando o interesse em trabalhar com o formato tridimensional como o principal fator para seu retorno à franquia. Sobre o uso do 3D, Perry declarou que desejava que a tecnologia acrescentasse profundidade ao filme, em vez de ser apenas "algo saltando em direção ao público a cada quatro minutos".

Embora estivesse previsto que as filmagens ocorressem em Vancouver, onde foram rodados os três filmes anteriores, Ellis convenceu os produtores a realizar a maior parte delas em Nova Orleans, Louisiana, tanto para movimentar a economia da cidade quanto em razão de o orçamento já ser elevado. Como não havia estúdios de gravação na cidade, a equipe utilizou um enorme galpão antes usado pela produção da série K-Ville, da Fox, além de construírem diversos cenários em grande escala em várias locações da região. A maioria das cenas internas foi registrada num estúdio no subúrbio de Harahan. As filmagens começaram em 3 de março e foram concluídas em 31 de maio de 2008. Foi o primeiro longa-metragem de terror live-action em 3D a ser filmado em alta definição em locações reais, em vez de apenas em estúdio com cromaqui.
O filme foi rodado com a Sony CineAlta F23, enquanto rigs lado a lado, configurados com duas câmeras Sony HDC-F950, foram utilizados nas sequências de corrida e nas cenas subaquáticas. O diretor de fotografia Glen MacPherson trabalhou com o sistema de câmeras cinematográficas digitais desenvolvido por James Cameron e Vince Pace, o Fusion Camera System, que envolve um equipamento especial computadorizado com duas câmeras e um espelho semitransparente, de modo que a primeira câmera filma através do espelho, enquanto a segunda captura a imagem refletida; essencialmente, tal processo decide quanto do efeito 3D é transmitido ao espectador.
A sequência inicial do acidente no "Autódromo McKinley" foi parcialmente filmada no Mobile International Speedway, uma pista de corrida localizada na comunidade de Irvington, no Condado de Mobile, Alabama. A arquibancada foi construída em um grande estacionamento de uma distribuidora de cerveja local em Nova Orleans. Em vez de contratar centenas de figurantes para preencher a arquibancada, a equipe usou computação gráfica para adicionar espectadores ao elenco e aos figurantes. Posteriormente, o cenário foi desmontado e transferido para o autódromo real, onde carros de corrida reais foram filmados em alta velocidade na pista, por meio de equipamentos especiais que permitiam que o sistema de câmeras 3D fosse acoplado aos veículos de modo a possibilitar a filmagem das sequências de corrida em altíssima velocidade.
Filmagens adicionais foram realizadas em abril de 2009 no Universal Studios Florida, em Orlando e arredores. A equipe ocultou as placas de sinalização reais das ruas e locações; o ônibus "Aynx", que promove o filme fictício Love Lays Dying na sequência final, pertence à empresa Lynx, cujo nome foi alterado por entregar a localização, já que se refere à rede de transporte coletivo que atende grande parte da região central da Flórida. As cenas que se passam no shopping center foram filmadas em dois centros comerciais reais. Um deles foi o New Orleans Centre, em Nova Orleans, abandonado devido ao Furacão Katrina e revitalizado para o filme, o outro foi o Springfield Mall, localizado em Springfield, na Pensilvânia. Inicialmente o título de Love Lays Dying seria Till Death Do We Part; as cenas exibidas foram retiradas do filme The Long Kiss Goodnight (1996), dirigido por Renny Harlin e estrelado por Samuel L. Jackson e Geena Davis. Essa produção foi escolhida por ter muitas cenas de ação que poderiam ser usadas sem mostrar os atores principais, o que exigiria pagar a eles pelos direitos de exibição, e a equipe de The Final Destination sincronizou uma explosão na tela para coincidir com a tela do cinema sendo destruída pela explosão na sequência do shopping.
| The Final Destination (Original Motion Picture Soundtrack) | ||||
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| Trilha sonora de Brian Tyler | ||||
| Lançamento | 25 de agosto de 2009 | |||
| Gênero | Música cinematográfica | |||
| Duração | 64:23 | |||
| Gravadora | Varèse Sarabande | |||
| Cronologia de trilhas sonoras de Final Destination | ||||
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| Cronologia de trilhas sonoras de Bryan Tyler | ||||
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O álbum da trilha sonora foi lançado em 25 de agosto de 2009, pelo selo Varèse Sarabande, três dias antes da estreia do filme nos cinemas. O álbum contém 23 faixas instrumentais, compostas e mixadas por Brian Tyler. Ele assumiu a composição musical da franquia após a morte prematura da compositora Shirley Walker, responsável pela trilha dos três primeiros filmes.
Christian Clemmensen, em editorial para o Filmtracks.com, atribuiu à partitura a nota 3 de 5 estrelas e considerou que Tyler foi "capaz [...] de explorar ainda mais novos territórios estilísticos, ao mesmo tempo em que fez uso substancial das estruturas e do tom da música de Shirley Walker". O crítico também descreveu a abordagem do compositor como "inteligente" e avaliou as gravações como "adequadas, ainda que não especialmente excepcionais". Destacou ainda que os esforços de Tyler "se relacionam à admiração pela contribuição de Walker para a indústria". Um revisor do ScoreNotes atribuiu à trilha a nota 7,5 de 10, observando que "Brian Tyler atravessa as deficiências de The Final Destination e produz uma trilha com valor de entretenimento razoável e apelo suficiente para funcionar bem de forma independente do filme". James Southall, do Movie Wave, descreveu a partitura como "música de ação orquestrada ao extremo" e "inicialmente cheia de energia", mas "previsível" no final do álbum.
The Final Destination foi lançado em formato 3D, assim como em salas de exibição convencionais, em 28 de agosto de 2009. A estreia estava inicialmente prevista para 14 de agosto. Foi também o primeiro filme em 3D a utilizar a tecnologia de feedback de movimento D-BOX em salas selecionadas.
O longa-metragem foi lançado em Portugal em 10 de setembro de 2009, tornando-se o primeiro filme de terror a estrear em RealD 3D no país. No Brasil, foi distribuído pela PlayArte, com estreia prevista para 4 de dezembro de 2009; a pré-estreia, porém, só ocorreu em janeiro de 2010. Foi lançado comercialmente em 5 de fevereiro de 2010, em cópias dubladas e legendadas; algumas salas exibiram o filme em 3D na versão dublada, mas a maioria o disponibilizou apenas no formato convencional.
Nos Estados Unidos, The Final Destination foi lançado em DVD e Blu-ray em 5 de janeiro de 2010 pela Warner Home Video. As edições em ambos os formatos continham as versões em 2D e 3D do filme, além de material extra com cenas excluídas, dois pares de óculos 3D e uma cópia digital. Contudo, o Blu-ray incluía bônus exclusivos: dois finais alternativos, um featurette de bastidores sobre as cenas de morte, visualização de storyboards e uma prévia de A Nightmare on Elm Street (2010). A edição em Blu-ray incluiu a versão 3D por tempo limitado, sendo também liberada uma edição apenas em 2D com menos extras e outra em DVD padrão. O longa arrecadou 15,1 milhões de dólares em vendas de mídia doméstica. Alguns DVDs vendidos em lojas da Target incluíam uma revista em quadrinhos exclusiva de Final Destination.
De acordo com o USA Today e o Newsday, The Final Destination estreou no topo da bilheteria da América do Norte, superando Halloween II, de Rob Zombie, ao arrecadar 28,3 milhões de dólares durante seu fim de semana de estreia. O filme também liderou a bilheteria no Reino Unido. Permaneceu na primeira posição nos Estados Unidos por duas semanas, tornando-se o primeiro da franquia a atingir esse posto. Em 11 de setembro de 2009, o longa arrecadou pouco mais de um milhão de dólares e caiu para a sétima posição nas bilheterias. O filme arrecadou 66,5 milhões de dólares no mercado doméstico e 120,9 milhões de dólares em vendas internacionais, totalizando 187,4 milhões de dólares em todo o mundo, tornando-se o filme de maior bilheteria da franquia até que Final Destination Bloodlines o ultrapassou em maio de 2025.
A recepção crítica do filme foi predominantemente negativa. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 28% das 98 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 4,1/10. O consenso do site afirma: "Com pouca da inventividade dos filmes anteriores, The Final Destination é um terror previsível e descartável." O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 30 em 100, baseado em 14 críticos, indicando críticas "geralmente desfavoráveis". Pesquisas realizadas pelo CinemaScore apontaram que o público atribuiu ao filme a nota média C, em uma escala de A+ a F.
Jeannette Catsoulis, do The New York Times, descreveu o elenco como "jovens atores bonitos e sem talento" e comentou que nos primeiros filmes havia "entretenimento nas esquivas e no humor dos roteiros; agora há o 3D". Jordan Mintzer, da Variety, disse: "Com uma série de cenas sangrentas, apenas marginalmente aprimoradas pelo 3D, e um enredo tão desenvolvido quanto uma mensagem de texto, The Final Destination pode finalmente soar a sentença de morte para a quase imortal franquia de terror da New Line." Kirk Honeycutt, do The Hollywood Reporter, escreveu: "O novo truque aqui é que todas as partes do corpo voando e empalamentos absurdos vêm em 3D. E isso é praticamente o máximo de inspiração que esta edição alcança. História e personagens são jogados para escanteio, já que a arena só tem espaço para cenas de morte".
Em 2022, Stephen Rosenberg, do MovieWeb, classificou os filmes da franquia do pior ao melhor, listando The Final Destination como o pior. Rosenberg afirmou que o longa se assemelhava a "um filme lançado diretamente em vídeo ou a um filme original do Syfy do início dos anos 2000". Ao observar a falta de energia na atuação, Rosenberg também afirmou que nenhum dos atores era memorável e que os diálogos estavam "repletos de publicidade metalinguística de filmes em 3D". O longa também foi considerado o pior da série em listas semelhantes publicadas por Entertainment Weekly, Gizmodo, TheWrap e JoBlo.com. Em trecho do livro Screaming and Conjuring (2025), do jornalista Clark Collis, o produtor Craig Perry comentou: "Eu achava que tínhamos terminado [a franquia]. Então, eis que, no fim de semana de estreia, pensamos: 'Ah, ok, vamos lá'. Não acho que o quarto filme seja bom, na verdade, é uma porcaria. Mas fez sucesso o suficiente para nos dar a chance de nos redimirmos com o quinto".
Alan Horn, então presidente da Warner Bros., confirmou durante a ShoWest, em março de 2010, que Final Destination 5 estava em desenvolvimento. Posteriormente, o produtor Craig Perry acrescentou que o filme seria rodado em 3D. Eric Heisserer foi anunciado como roteirista em abril de 2010. O estúdio inicialmente definiu 26 de agosto de 2011 como data de lançamento, mas posteriormente a alterou para 12 de agosto de 2011. Em junho de 2010, a New Line Cinema anunciou que Steven Quale seria o diretor e que o filme seria renomeado para 5nal Destination. A mudança de título foi revertida alguns meses depois.