| Periodicidade | Semanal |
|---|---|
| Tipo | Jornal dominical |
| Formato | Broadsheet até 2006 Berlinense de 2006 a 2018 Compacto desde 2018 |
| Sede | 22 Berners Street, Londres W1T 3LP |
| País | Reino Unido |
| Fundação | 4 de dezembro de 1791 |
| Proprietário | Tortoise Media |
| Editor | James Harding |
| Orientação política | Liberal |
| Idioma | Inglês |
| Circulação | 136.656 em julho de 2021 |
| ISSN | 0029-7712 |
| OCLC | OCLC 50230244 |
| Website | observer.co.uk |
The Observer é um jornal britânico publicado aos domingos. Sua primeira edição saiu em 1791, o que faz dele o jornal dominical mais antigo do mundo.
Em 1993, foi adquirido pelo Guardian Media Group e passou a ser um jornal irmão de The Guardian e The Guardian Weekly. Em dezembro de 2024, a Tortoise Media adquiriu o jornal da Scott Trust Limited e assumiu a propriedade de The Observer em 22 de abril de 2025.
A primeira edição foi publicada em 4 de dezembro de 1791 por W. S. Bourne, fazendo de The Observer o jornal dominical mais antigo do mundo. Bourne acreditava que o jornal lhe daria fortuna, mas logo acumulou dívidas de quase £1.600. Embora as primeiras edições proclamassem independência editorial, Bourne tentou reduzir as perdas vendendo o título ao governo. A proposta foi recusada. Um irmão de Bourne, empresário rico, também ofereceu o jornal ao governo. A compra voltou a ser recusada, mas o governo concordou em subsidiá-lo em troca de poder sobre seu conteúdo editorial. O jornal passou então a adotar uma linha firme contra reformistas progressistas como Thomas Paine, Francis Burdett e Joseph Priestley.
Em 1807, os irmãos Bourne decidiram deixar o controle editorial e nomearam Lewis Doxat como novo editor. Sete anos depois, venderam The Observer a William Innell Clement, proprietário de outros jornais. O periódico continuou a receber subsídios do governo. Em 1819, das cerca de 23.000 cópias distribuídas por semana, aproximadamente 10.000 eram entregues gratuitamente como "exemplares de amostra". Carteiros pagos para distribuí-las as levavam a "advogados, médicos e cavalheiros da cidade".
Clement permaneceu como proprietário de The Observer até sua morte, em 1852. Doxat se aposentou em 1857, e Joseph Snowe assumiu a edição. O jornal ainda pertencia aos herdeiros de Clement.
Em 1870, o empresário Julius Beer comprou o jornal e nomeou Edward Dicey como editor. Dicey conseguiu recuperar a circulação. Frederick Beer herdou The Observer com a morte do pai, em 1880. Dicey permaneceu como editor até 1889. Henry Duff Traill assumiu o cargo depois de sua saída e foi substituído, em 1891, por Rachel Beer, mulher de Frederick e integrante da família Sassoon. Rachel ficou treze anos no cargo e, a partir de 1893, acumulou a função com a edição de The Sunday Times, jornal que também havia comprado.
Após a morte de Frederick, em 1903, o jornal foi comprado pelo magnata da imprensa Lord Northcliffe. Em 1911, James Louis Garvin, editor de The Observer, procurou William Waldorf Astor para discutir a compra do jornal de Northcliffe. Northcliffe e Garvin haviam discordado sobre a questão da preferência imperial, e Northcliffe dera a Garvin a possibilidade de encontrar um comprador.
Northcliffe vendeu o jornal a Astor, que transferiu a propriedade ao filho, Waldorf Astor, quatro anos depois. Astor convencera o pai a comprar o jornal. William aceitou com a condição de que Garvin também editasse a Pall Mall Gazette, outra propriedade da família Astor. Garvin deixou a edição em 1942.
A propriedade passou aos filhos de Waldorf em 1948, e David Astor assumiu a edição. Permaneceu no posto por 27 anos e transformou o jornal em uma publicação pertencente a um trust. Entre os escritores que trabalharam no jornal estavam George Orwell, Paul Jennings e C. A. Lejeune. Em 1977, os Astor venderam o jornal à companhia petrolífera norte-americana Atlantic Richfield, que o vendeu à Lonrho plc em 1981.
O jornal passou a integrar o Guardian Media Group em junho de 1993, depois que uma proposta concorrente de aquisição apresentada pelo The Independent foi rejeitada.
Farzad Bazoft, jornalista de The Observer, foi executado no Iraque em 1990 sob acusação de espionagem. Em 2003, o jornal entrevistou o coronel iraquiano que havia prendido e interrogado Bazoft. O oficial afirmou estar convencido de que o jornalista não era espião.
O blog de The Observer foi lançado em 27 de fevereiro de 2005. Além do suplemento semanal em cores Observer Magazine, publicado aos domingos, durante alguns anos cada edição também veio acompanhada de uma revista mensal gratuita diferente. Essas revistas se chamavam Observer Sport Monthly, Observer Music Monthly, Observer Woman e Observer Food Monthly.
The Observer acompanhou o jornal diário The Guardian e adotou o formato Berlinense no domingo, 8 de janeiro de 2006.
O jornal recebeu o prêmio National Newspaper of the Year no British Press Awards de 2007. O editor Roger Alton deixou o cargo no fim de 2007 e foi sucedido pelo adjunto John Mulholland.
O jornal foi proibido no Egito em fevereiro de 2008 após publicar caricaturas do profeta islâmico Maomé.
No início de 2010, o jornal passou por uma reformulação. Um texto publicado em seu site antes do lançamento dizia que "a seção News, que incorporará Business e finanças pessoais, terá uma nova seção, Seven Days, com um resumo completo das principais notícias da semana anterior no Reino Unido e no mundo, além de dar mais espaço à análise e aos comentários".
Em julho de 2021, a Ofcom anunciou que The Guardian continuava sendo o site e aplicativo de jornal mais usado para notícias no Reino Unido e que sua parcela de audiência havia aumentado um ponto percentual no ano anterior. Entre os consumidores que usavam sites ou aplicativos para obter notícias, 23% utilizavam The Guardian, que também hospedava o conteúdo de The Observer. O site do Daily Mail era usado por 22%.
Em setembro de 2024, The Guardian informou que mantinha negociações para vender The Observer ao site de notícias Tortoise Media. Jornalistas do Guardian Media Group aprovaram uma moção contra a venda e um voto de desconfiança nos proprietários dos jornais. Eles acusaram a administração de traição e manifestaram preocupação com os efeitos que a venda poderia ter sobre a segurança financeira dos funcionários.
Em 6 de dezembro de 2024, após 48 horas de greve dos jornalistas, foi anunciado que o acordo com a Tortoise havia sido acertado em princípio e seguiria adiante. O entendimento previa que a Scott Trust ficaria com uma participação acionária considerável na compradora. O preço final da venda não foi divulgado.
Na data do anúncio da venda, The Observer era classificado como um jornal de centro-esquerda.
Guardian Media e Tortoise Media concluíram a venda em 18 de dezembro de 2024. A transferência jurídica da propriedade ocorreu em 22 de abril de 2025. O primeiro site próprio de The Observer entrou no ar em 25 de abril, e a primeira edição impressa sob a Tortoise saiu em 27 de abril.
Foi anunciado que Lucy Rock, que havia sido editora adjunta do jornal, seria a nova editora de The Observer. O cargo foi posteriormente especificado como editora da edição impressa, subordinada ao editor-chefe, fundador e principal acionista James Harding. Rock se aposentou em setembro de 2025.
Em março de 2026, The Observer abriu um programa de demissões voluntárias para sua equipe, formada por cerca de 140 funcionários. A medida ocorreu menos de um ano após a aquisição pela Tortoise Media e foi relacionada às dificuldades do jornal com sua estratégia digital e sustentabilidade financeira.
Depois da reformulação do início de 2010, o jornal principal passou a vir acompanhado de poucos suplementos: Sport, The Observer Magazine, The New Review e The New York Times International Weekly. Este último, com oito páginas de textos selecionados de The New York Times, era distribuído com o jornal desde 2007. A cada quatro semanas, a edição incluía a revista The Observer Food Monthly. Em setembro de 2013, foi lançado o Observer Tech Monthly, uma seção de ciência e tecnologia que ganhou o Grand Prix no Newspaper Awards de 2014.
Antes disso, o jornal vinha acompanhado de mais suplementos, entre eles Sport, Business & Media, Review, Escape, dedicado a viagens, The Observer Magazine e revistas mensais dedicadas a temas específicos. Entre elas estavam The Observer Food Monthly, Observer Woman, lançada em 2006, Observer Sport Monthly e The Observer Film Magazine.
The Observer e seu então jornal irmão, The Guardian, abriram em Londres, em junho de 2002, o The Newsroom, um centro de arquivo, exposições e visitação. O espaço reunia os arquivos dos dois jornais e oferecia programas educacionais e exposições. Suas atividades foram transferidas para Kings Place em 2008.
O acervo é mantido como Guardian News & Media Archive. Ele guarda documentos institucionais de The Guardian e The Observer e recebe materiais de pessoas que trabalharam nos jornais. A coleção possui correspondência, diários, cadernos, desenhos originais e fotografias pertencentes a integrantes das equipes. Pesquisadores podem consultar o material mediante agendamento na sala de leitura em Kings Place, em Londres.
A John Rylands Library da Universidade de Manchester guarda um amplo arquivo do Manchester Guardian, antecessor de The Guardian. A coleção cobre a fundação do jornal até o início da década de 1970. O material posterior está no Guardian News & Media Archive, em Londres. A Biblioteca Britânica também oferece acesso a edições impressas, microfilmes e ao arquivo digital profissional dos dois jornais.
Em 2007, os arquivos históricos de The Observer e The Guardian começaram a ser disponibilizados pela internet. O arquivo digital possui reproduções das páginas, textos e anúncios de The Observer de 1791 a 2009 e de The Guardian de 1821 a 2009.
The Observer recebeu o título National Newspaper of the Year no British Press Awards referente a 2006. Seus suplementos receberam três vezes o prêmio "Regular Supplement of the Year": Sport Monthly, em 2001, e Food Monthly, em 2006 e 2012.
Jornalistas de The Observer receberam prêmios do British Press Awards nas seguintes categorias: