| The Shard | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Tipo | Escritórios |
| Arquiteto | Renzo Piano Building Workshop Adamson Associates |
| Engenheiro | WSP Global Robert Bird Group |
| Início da construção | 16 de março de 2009 |
| Fim da construção | 5 de julho de 2012 |
| Inauguração | 1º de fevereiro de 2013 |
| Proprietário(a) | Estado do Catar (95%) Sellar Property Group (5%) |
| Website | Página oficial |
| Dimensões | |
| Altura | 309,6 m |
| Andares | 95 |
| Elevadores | 36 |
| Área | 127 071,3 m² |
| Geografia | |
| País | |
| Cidade | Londres, Inglaterra |
| Coordenadas | 51° 30′ 16″ N, 0° 05′ 12″ O |
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The Shard, também conhecido como London Bridge Tower, Shard of Glass, ou 32 London Bridge, é um arranha-céu em forma de pirâmide localizado em Southwark, Londres, Inglaterra. Com mais de 310 metros de altura, é o edifício mais alto na Europa Ocidental. É também a segunda estrutura autônoma mais alta do Reino Unido, a seguir à estação de transmissão de Emley Moor, com 330 metros.
O Shard substituiu a Southwark Towers, um edifício de escritórios de 24 andares construído no local em 1976. Renzo Piano, o arquiteto do edifício, trabalhou com a empresa de arquitetura Broadway Malyan durante a fase de planejamento. A torre tem 72 andares habitáveis, com um terraço panorâmico e uma galeria ao ar livre de observação - a mais alta do Reino Unido - no 72º andar. Ele foi projetado com uma forma triangular irregular a partir da base até o topo e foi vestido inteiramente de vidro. A estrutura do edifício foi concluída em abril de 2012 e foi inaugurado em 5 de julho de 2012.
Em 1998, o empresário londrino Irvine Sellar e seus sócios da época decidiram construir um novo arranha-céu no lugar das Southwark Towers, construídas na década de 1970, após a publicação de um livro branco do governo britânico que incentivava a construção de edifícios altos junto a importantes nós de transporte. Sellar viajou para Berlim na primavera de 2000 para se encontrar com o arquiteto italiano Renzo Piano em um restaurante. Segundo Sellar, Piano transmitiu seu desprezo por edifícios altos convencionais durante a refeição e, em seguida, virou o cardápio do restaurante e desenhou uma escultura em forma de agulha emergindo do Rio Tâmisa.

Em julho de 2002, o então vice-primeiro-ministro do Reino Unido, John Prescott, ordenou que uma consulta de planejamento fosse realizada após a oposição ao projeto do The Shard pela Commission for Architecture and the Built Environment e vários órgãos patrimoniais, incluindo a Royal Parks Foundation e a English Heritage. A consulta ocorreu entre abril e maio de 2003, e em 19 de novembro de 2003, o escritório do vice-primeiro-ministro anunciou que a permissão de construção havia sido concedida. O governo declarou que: O Sr. Prescott aprovaria apenas arranha-céus de design excepcional. Para que um edifício deste tamanho seja aceitável, a qualidade do seu design é crítica. Ele está satisfeito por a torre proposta ser da mais alta qualidade arquitetônica possível.
Sellar e seus sócios originais, CLS Holdings plc e CN Ltd (atuando em nome do Halabi Family Trust), garantiram em setembro de 2006 um pacote de financiamento provisório de 196 milhões de libras da Nationwide Building Society e da Kaupthing Singer & Friedlander. Isso permitiu que eles quitassem os custos já incorridos e comprassem o aluguel das Southwark Towers dos inquilinos do edifício, a PricewaterhouseCoopers. Um ano depois, o lote estava completamente vazio, após a PricewaterhouseCoopers completar a mudança de seus escritórios.
Em setembro de 2007, começaram os preparativos para a demolição das Southwark Towers. No entanto, posteriormente no mesmo mês, a incerteza nos mercados financeiros colocou a construção do The Shard em perigo, ameaçando tornar o projeto um exemplo do índice dos arranha-céus. Em novembro de 2007, o contrato para construir o The Shard foi adjudicado à construtora Mace por um preço fixo de não mais de 350 milhões de libras. No entanto, em outubro de 2008, esse preço aumentou para quase 435 milhões de libras.
Em abril de 2008, a demolição das Southwark Towers estava em andamento com progressos visíveis, e em outubro, a altura do edifício havia sido reduzida a ponto de não ser mais visível no horizonte. A demolição foi concluída no início de 2009, e então começou a preparação do terreno para a construção do The Shard.
No final de 2007, a crescente incerteza nos mercados financeiros globais gerou preocupações sobre a viabilidade do The Shard. No entanto, em janeiro de 2008, Sellar anunciou que havia garantido o financiamento de um consórcio de investidores do Catar, que pagaram 150 milhões de libras por 80% do projeto. O consórcio incluía o Qatar National Bank, QInvest, Qatari Islamic Bank e a incorporadora imobiliária Barwa Real Estate, além da Sellar Property. O acordo incluía a compra das participações de Halabi e da CLS Holdings, e parte da Sellar Property. Os novos proprietários prometeram fornecer a primeira parcela de financiamento, permitindo o início da construção da torre. Em 2009, o Estado do Catar consolidou sua propriedade do London Bridge Quarter, o complexo que inclui o The Shard, por meio da compra das participações dos investidores privados cataris. Atualmente, o London Bridge Quarter é propriedade conjunta do Estado do Catar e da Sellar Property.
Em fevereiro de 2009, um guindaste móvel e uma pequena plataforma de cravação de estacas chegaram ao lote. No início de março de 2009, o guindaste começou a cravar vigas de aço no solo como preparação para a construção do edifício. A construção propriamente dita começou em 16 de março de 2009. Em 28 de abril, as primeiras peças de aço começaram a ser introduzidas nas estacas do The Shard. Cinco guindastes foram usados para construir a torre, dos quais quatro subiam com ela à medida que ela se elevava. O guindaste 1 foi erguido em setembro de 2009 e o guindaste 2 no início de outubro. Em 20 de outubro de 2009, vigas de aço começaram a aparecer no lote, e a parte norte do lote foi concretada, já pronta para a instalação do guindaste 3.
Em março de 2010, o núcleo de concreto subia cerca de três metros por dia. Após uma pausa entre março e abril de 2010, continuou a subir, atingindo em meados de junho o andar 33, quase no mesmo nível do topo do Guy's Hospital, que tem 143 m de altura. Em 27 de julho de 2010, o núcleo parou de subir, após atingir o andar 38, e foi reconfigurado para continuar a construção. Em meados de novembro de 2010, o núcleo havia atingido o andar 68, o aço da torre chegava ao andar 40 e o revestimento de vidro envolvia um terço do edifício. No final de novembro, a altura do núcleo ultrapassou 235 m, encerrando assim os dezoito anos de reinado do One Canada Square como o edifício mais alto do Reino Unido.
O núcleo de concreto do The Shard atingiu sua altura máxima, ou seja, o andar 72, no início de 2011, com uma altura de 245 m. Em janeiro de 2011, foram instaladas fôrmas hidráulicas, usadas para moldar as lajes de concreto da parte do hotel e apartamentos da torre, e elas subiram até atingir o andar 69. Em 25 de janeiro de 2011, as bombas começaram a concretar a primeira laje de concreto, a do andar 41. No final de fevereiro de 2011, as lajes de concreto haviam atingido o andar 46, e em média uma nova laje era concretada a cada semana. O revestimento também progredia, principalmente na "mochila" da torre.
Em fevereiro de 2011, descobriu-se que havia uma raposa-vermelha (V. vulpes) vivendo no andar 72, ainda em obras, que havia subido pela escada central do canteiro. Apelidada de Romeo pela RSPCA, o animal foi resgatado e devolvido ao seu habitat natural.
Em agosto de 2011, houve um progresso constante na construção, e o revestimento já cobria mais da metade do exterior do edifício. A concretagem das lajes atingiu o andar 67, e o revestimento da torre atingiu o andar 58. Em meados de agosto, a fôrma do núcleo havia sido removida. Em 19 de setembro de 2011, a estrutura de aço da torre se aproximava da altura do núcleo, já completo, atingindo quase 244 m. Em 24 de setembro, foi erguido um último guindaste (o mais alto da história do Reino Unido) para instalar a agulha que coroa o arranha-céu. A agulha foi pré-fabricada com base em modelos 3D e submetida a um "teste de funcionamento" em Yorkshire antes de ser colocada no topo do edifício. No final de dezembro de 2011, o The Shard tornou-se o edifício mais alto da União Europeia, superando a Commerzbank Tower em Frankfurt, Alemanha.
A estrutura de aço do The Shard foi coroada em 30 de março de 2012, quando sua agulha, com 66 m de altura e 500 toneladas de peso, foi colocada. A estrutura de aço atingiu assim uma altura de 308,5 m. Pouco depois, os últimos 516 painéis de vidro foram instalados, coroando a torre com sua altura total de 309,7 m.
| Cronologia da Construção |

Renzo Piano, o arquiteto do projeto, projetou o The Shard como uma escultura em forma de agulha emergindo do Rio Tâmisa. Ele se inspirou nas linhas ferroviárias que passam ao lado do terreno, nos pináculos de Londres retratados pelo pintor veneziano Canaletto e nos mastros de barcos à vela. O projeto de Piano recebeu críticas da English Heritage, que afirmou que o edifício seria "um fragmento [shard] de vidro atravessando o coração da Londres histórica", dando ao edifício seu nome, The Shard. Piano considerava que a torre seria uma contribuição positiva para o horizonte de Londres, que lembraria os pináculos das igrejas que aparecem nas gravuras históricas da cidade, e acreditava que sua presença seria muito mais delicada do que os oponentes do projeto sustentavam. Ele propôs um envidraçamento sofisticado, com fachadas expressivas compostas por painéis de vidro angulares que pretendiam refletir a luz do sol e o céu, de modo que a aparência do edifício mudasse conforme o clima e as estações. O edifício tem onze mil painéis de vidro, com uma área total de 56.000 m², equivalente à área de dez campos de futebol.
O The Shard foi projetado com a eficiência energética em mente. Está equipado com uma usina de cogeração que usa gás natural da National Grid. O combustível é convertido de forma eficiente em eletricidade e o calor da máquina é recuperado para fornecer água quente ao edifício.
Após a destruição do World Trade Center nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, arquitetos e engenheiros em todo o mundo começaram a reconsiderar o projeto de edifícios altos. Os primeiros projetos conceituais do The Shard foram um dos primeiros a serem modificados após a publicação do relatório do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos sobre o colapso do World Trade Center. O edifício é projetado para manter sua estabilidade sob condições muito exigentes. Seus pavimentos de concreto protendido e composto, seus pilares de carga e sua forma piramidal lhe conferem uma tolerância ao balanço de 40 cm.
Em 2014, o The Shard conquistou o primeiro lugar nos Emporis Skyscraper Award, que reconhecem edifícios com mais de 100 m de altura concluídos no ano anterior. Os jurados da Emporis o descreveram como "um arranha-céu que é reconhecido imediatamente e que já é considerado o novo símbolo de Londres".

| Andares | Uso |
|---|---|
| 73–95 | Agulha |
| 68–72 | The View from The Shard (mirante) |
| 53–65 | Residências |
| 34–52 | Shangri-La Hotel |
| 31–33 | Restaurantes (Hutong, Oblix e Aqua Shard) |
| 3-28 | Escritórios |
| 1–2 | Varejo e recepção dos escritórios |
| Térreo | Entradas do hotel, restaurantes e mirante |
Fontes: The-Shard.com e Billionpoints.de
Com 309,7 m de altura máxima e 308,5 m no ponto mais alto de sua estrutura de aço, o The Shard tornou-se o edifício mais alto da União Europeia em dezembro de 2011, e o edifício mais alto da Europa em 30 de março de 2012. Superou assim a Commerzbank Tower de Frankfurt, que, com 259 m, foi o edifício mais alto da Europa de 1997 a 2005. Posteriormente, o The Shard superou a altura de três arranha-céus de Moscou, o Triumph-Palace, a Naberezhnaya Tower e Cidade de Capitais, cada um dos quais foi o edifício mais alto da Europa por cerca de dois anos e meio. No entanto, após sua conclusão em novembro de 2012, a Mercury City Tower de Moscou, com seus 339 m, substituiu o The Shard como o edifício mais alto da Europa.
O The Shard também é a segunda estrutura autoportante mais alta do Reino Unido, após a Torre de Televisão de Emley Moor, que tem 330 m. Outro arranha-céu de Londres, The Pinnacle, foi originalmente projetado para rivalizar com a altura do The Shard, mas sua altura foi reduzida para 287,9 m por exigências da Civil Aviation Authority. Posteriormente, este projeto foi cancelado, embora sua construção já tivesse começado, sendo substituído por um edifício com um design diferente chamado 22 Bishopsgate, com 278 metros de altura.


Em fevereiro de 2013, segundo o The Sunday Times, os promotores do The Shard estavam em negociações para assinar os primeiros inquilinos dos vinte e cinco andares de escritórios do edifício. Em maio de 2013, segundo o Daily Mail, apenas seis dos setenta e dois andares habitáveis do The Shard estavam em uso, já que os altos preços e a má situação econômica desanimavam os possíveis compradores. Nessa época, entre os potenciais inquilinos estavam os especialistas em reestruturação financeira Duff & Phelps, a empresa de capital de risco Hatton Corporation e a South Hook Liquefied Natural Gas Company.
Os andares quarto, quinto e sexto do The Shard abrigam o HCA (Hospital Corporations of America), parte do London Bridge Hospital. Os andares 31, 32 e 33 do The Shard abrigam três restaurantes: Oblix, Hutong e Aqua Shard. O Shangri-La Hotel, que ocupa os andares 34–52, inicialmente abriria no final de 2013, mas sua abertura foi finalmente adiada para 6 de maio de 2014. Em março de 2014, Mathys & Squire tornou-se o primeiro escritório de advocacia com escritórios no edifício. Em maio de 2014, a empresa de investimentos Foresight Group transferiu sua sede no Reino Unido para o andar 17 do The Shard. Em junho de 2015, a Warwick Business School abriu seu novo campus no mesmo andar do The Shard, que foi inaugurado oficialmente pelo prefeito de Londres, Boris Johnson. Oferece formação de pós-graduação e para executivos, e tem uma sala de conferências com cem assentos e outra menor com sessenta assentos, além de oito salas de seminário e um laboratório de novas tecnologias.
Em julho de 2013, o grupo de comunicação audiovisual do Catar Al Jazeera Media Network anunciou que abriria um novo estúdio de televisão e uma sala de redação para a Al Jazeera English no The Shard. A Al Jazeera mudou-se para o edifício em 13 de setembro de 2014, e em 10 de novembro de 2014 realizou suas primeiras transmissões ao vivo a partir do edifício. Essas instalações abrigam atualmente todas as operações essenciais dos canais da Al Jazeera Media Network em Londres e são capazes de transmitir um canal completo de forma independente das outras sedes da Al Jazeera. É a segunda sede maior do grupo, após suas instalações em Doha, Catar.
Em janeiro de 2015, foram anunciados mais inquilinos do The Shard, entre os quais estavam a IO Oil & Gas Consulting, a Gallup e The Office Group. Em maio de 2015, a empresa de trabalho temporário americana Robert Half International anunciou que havia comprado 1.900 m² no décimo andar do The Shard e que transferiria várias de suas filiais para a torre. Em agosto de 2015, o escritório internacional de advocacia Greenberg Traurig anunciou que abriria seus escritórios no oitavo andar do The Shard no final do ano. Em março de 2016, a agência de marketing Jellyfish assinou um aluguel por 838 m² de escritórios no andar 22 e mudou-se para eles posteriormente no mesmo ano.

Em dezembro de 2011, um grupo de exploradores urbanos que se autodenominam os Place Hackers (Hackers do Lugar) burlou a segurança do canteiro de obras do The Shard e conseguiu subir ao topo da estrutura. Posteriormente, publicaram na internet fotografias do horizonte de Londres tiradas de lá e receberam grande atenção da mídia. Um membro do grupo, o pesquisador da Universidade de Oxford Bradley Garrett, revelou posteriormente a várias agências de notícias que mais de vinte exploradores urbanos haviam alcançado o topo do edifício durante sua construção. Em um artigo de 2012 para a revista Domus, Garrett escreveu que "a barreira conceitual a lugares de nossas cidades é provocada por um processo de exclusão planejada" e que os exploradores estavam "cultivando a cidade criativa que o dinheiro não pode comprar".
Entre 2009 e 2012, ou seja, enquanto o edifício estava em construção, foram realizados mais de uma dúzia de BASE jumping a partir do The Shard. O saltador de Essex Dan Witchalls supostamente saltou quatro vezes e gravou um de seus saltos com uma câmera montada no capacete. O salto mais alto foi realizado a uma altura de 260 m. Em março de 2016, com o edifício já concluído, outra pessoa realizou um salto BASE a partir do The Shard.
Em 3 de setembro de 2012, uma equipe de quarenta pessoas, entre as quais estava o então príncipe André, Duque de Iorque, fez rapel do andar 87 da torre. Esta façanha foi realizada para arrecadar dinheiro para a Outward Bound Trust e o Royal Marines Charitable Trust Fund. Em novembro de 2012, os seguranças descobriram o escalador urbano francês Alain Robert no edifício. No final do mês, os proprietários do The Shard conseguiram que fosse imposta uma liminar para impedi-lo de entrar no edifício ou escalá-lo.
Em 11 de julho de 2013, seis voluntárias do Greenpeace escalaram o The Shard e desfraldaram uma bandeira em protesto contra a exploração de petróleo no Ártico realizada pela Royal Dutch Shell. As mulheres afirmaram que eram "escaladoras experientes", mas mesmo assim equipes médicas foram chamadas à base da torre. Os funcionários do The Shard fecharam o mirante da torre e deram às mulheres instruções de segurança e outros conselhos durante sua escalada. Após completarem sua escalada, que durou dezesseis horas, as seis mulheres foram presas pela polícia sob suspeita de invasão agravada.