| Therezinha de Castro | |
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| Nascimento | 1930 |
| Morte | 2000 Lisboa |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | geógrafa |
| Distinções | |
Therezinha de Castro ComMM (c. 1930 — Lisboa, fevereiro de 2000) foi uma historiadora, geógrafa, pesquisadora, escritora e professora brasileira. Morreu em Portugal onde participava, como conferencista convidada, num simpósio do Instituto da Defesa Nacional daquele país.
Ingressou em 1952 como geógrafa no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), professora do Colégio Pedro II e da Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE), conferencista da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e da Aeronáutica, da Escola de Guerra Naval, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), da Escola Superior de Guerra (ESG) e das delegacias da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) em todo o país.
Foi uma das três personalidades brasileiras de maior expressão no campo da Geopolítica, no último quartel do século XX, juntamente com Golbery do Couto e Silva e Carlos de Meira Mattos. Foi referência, junto com Bertha Becker, no tocante à geopolítica da Amazónia.
Era convidada com frequência para proferir palestras e conferências sobre Geopolítica em diversos países América do Sul e em Portugal.
Como autoridade reconhecida nacional e internacionalmente em Geopolítica, sustentou com o trabalho intitulado "Antártica: Teoria da Defrontação" a tese da Antártica Brasileira, segundo a qual o Brasil deveria reivindicar o seu espaço no continente. Teria a realização de acompanhar a afirmação do país naquele continente.
Do mesmo modo, em seus trabalhos defendeu a importância estratégica do Brasil no Atlântico Sul, no contexto da segurança hemisférica.
Em 1997, Therezinha foi admitida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendadora especial.