| Tiago Pereira | |
|---|---|
| Nascimento | 1972 (54 anos) Almoçageme |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | diretor de cinema, colecionador de música folclórica, roteirista, montador |
| Distinções |
|
Tiago Pereira (1972, Almoçageme), é um realizador, curador, argumentista e montador português, conhecido pelos seus documentários sobre as tradições musicais e populares portuguesas e pela criação do arquivo A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria.
Tiago Bettencourt Pereira, nasceu no dia 3 de Setembro de 1972 em Almoçageme, no concelho de Sintra, no distrito de Lisboa. É filho do músico e compositor Júlio Pereira.
Após ter passado pelo liceu Passos Manuel e por outros liceus de Lisboa, entre e dois colégios internos (um deles em Portalegre), terminou o 12º ano na Academia de Artes e Tecnologias, cujo director era o cineasta Rui Simões amigo do seu pai. De seguida entrou no curso de montagem da Escola Superior de Teatro e Cinema (quando esta era ainda no Bairro Alto), onde frequentou apenas o primeiro ano e durante o qual foi trabalhar como estagiário com o realizador Edgar Pêra na produção do filme A janela (Maryalva Mix).
Enquanto trabalhou com ele tornou-se num dos Cadete Luso Galáctico na Academia Luso Galáctica criada por Edgar Pêra e onde fez de tudo, nomeadamente actor, realizador e montador. Foi responsável pela montagem do filme As Desventuras du Homem-Kâmara - Epizohdys, onde também interpretou uma personagem.
Em 1998, grava um homem a trautear uma música imitando os sons de acordeão, utiliza o som na sua curta-metragem Quem canta seus males espanta e é galardoado nos Encontros de Cinema Documental do Teatro da Malaposta.
Parte para Miranda do Douro para realizar o documentário 11 Burros Caem No Estômago Vazio, e conhece Adélia Garcia que irá gravar várias vezes, incluindo-a em vários dos seus projectos, nomeadamente na série O Povo que ainda canta onde um episódios é sobr e ela.
Entre 2004 e 2005, desenvolve com a realizadora Raquel Castro o projecto PróMemória, uma série de vídeos que documentam a etnografia de uma região através do imaginário infantil. Neste projecto efectuam recolhas sonoras e visuais das tradições e realizam ateliers de animação e vídeo em escolas do ensino básico. Este trabalho deu origem às curtas-metragens: Sonotigadores de tradições e A arte da memória, entre outras.

Em 2010, realiza o documentário Significado: se a música portuguesa se gostasse dela própria? a convite da associação cultural D'orfeu que comemora nesse ano 15 anos de existência. E ao qual irá buscar o nome para a plataforma audiovisual, que funda em 2011 com Joana Barra Vaz: A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria.
Em 2011 vai para a Cornualha participar no projecto Decalcomania onde cria o vídeo We Are Not Old Ladies Singing, We Are Musical Instruments (Não somos velhinhas a cantar, nós somos instrumentos musicais), onde desenvolve a sua metodologia de trabalho que envolve a gravação de som, imagem, é um edição, arquivo e a sua transformação em performances e instalações audiovisuais ao vivo.
Como é o caso do espectáculo Mandragora Officinarium, que apresentou em 2009 nas Festas de Lisboa e onde imperou a manipulação ao vivo de imagens e sons interpretados por artistas como Ernst Reijseger, B Fachada, Pedro Mestre, Tó Trips, Jorge Cruz, entre outros.
Em 2013 lança o disco Dêem-me duas velhinhas, eu dou-vos o universo, onde reúne algumas das suas gravações, realizadas em várias regiões de Portugal e onde é possível ouvir um amolador, polifonia, trava-linguas, entre outros temas. A Blitz colocou o álbum entre os 18 que em 2013 receberam 5 estrelas da revista.
Em 2014 até meados de 2015, dedica-se à realização e produção da série documental O Povo que Ainda Canta que estreará no inicio de 2015 na RTP2. Nela dá a conhecer o património imaterial português, dedicando cada episódio a uma temática especifica (instrumentos tradicionais como a gaita de foles de Coimbra, o adufe, a viola campaniça, polifonia de lafões, entre outros). Após a conclusão da série, publicou em parceria com a editora Tradisom, o livro sobre a série em 2016.
Povo que Ainda Canta, é também nome que dá ao seu programa de rádio na Antena 1 (2014 a 2017).
Em 2018, junta-se a Paulo Amado director das Edições do Gosto e cria com ele o projecto A Moda da Cozinha, no qual entrevistam chefs portugueses e debruçam-se sobre gastronomia portuguesa.
Desempenhou também o papel de curador em festivais como os Bons Sons, D'Bandada, entre outros.
1999 - I have an olive tree on my belly, co-realizado com a bailarina Narcisa Costa
2001 - Daritom, de Júlio Pereira
2002 - As we like it, dos Jaguar
2007 - Erva Cidreira, dos Uxu Kalhus
2007 - Coquelhada Marralheira, de Chuchurumel
2007 - Faro Luso, de Júlio Pereira
2009 - Olha Maria, de Joana Machado feat. Bernardo Sassetti
2009 - Salomé, dos Pontos Negros
2010 - Joana Transmontana, de B Fachada e com a participação de Adélia Garcia
2013 - Siga a Rusga, dos Diabo na Cruz
2013 - Magia e imaginação de Júlio Pereira
Paralelamente ao seu trabalho enquanto realizador Tiago Pereira é também conhecido como VJ (Vídeo Jockey) tendo criado várias performances audio-visuais, entre elas:
Em 2014, criou juntamente com Sílvio Rosado o projecto Sampladélicos, no qual ambos recorrem às gravações de som e imagens gravadas em vários locais para criarem uma vídeo-performance em tempo real. Em 2016 lançaram o primeiro disco denominado de Não Nos Deixeis Cair em Tradição, e em 2020 Cavalo de Tróia.
Em 1998, foi premiado com prémio de melhor realizador nos Encontros de Cinema Documental da Malaposta, com a sua curta Quem canta seus males espanta.
A curta Metragem 11 Burros Caem No Estômago Vazio foi premiada com:
Em 2003 recebe o Grande Prémio do Júri no festival Ovarvídeo por Sonotigadores de Tradições.
É novamente premiado em 2010, na primeira edição dos Prémios Megafone criados em homenagem ao músico João Aguardela, foi galardoado com o Prémio Missão.
O disco de recolhas Dêem-me Duas Velhinhas, Eu Dou-vos o Universo, editado em 2013:
Foi nomeado para o Prémio Autores de 2015, na categoria de Melhor Programa de Entretenimento, com a série documental O Povo Que Ainda Canta.
Aparece na capa do disco A Viagem dos Capitães da Areia a bordo do Apolo 70 da banda Capitães da Areia, a carregar uma adufeira ao lado de outras figuras da música portuguesa, nomeadamente José Cid, Toy, Samuel Úria, entre outros.