Tirteu

Tirteu (em grego, Τυρταῖος - Tyrtaîos, na transliteração) foi um poeta lírico grego do século VII a.C.

Com seus cânticos de guerra, incentivou a coragem espartana, levando-os à vitória por ocasião da Segunda Guerra Messênia. Tirteu escreveu duas espécies de poesia: cantos de guerra e elegias em dialeto jônico. É mencionado por Platão no Livro I do diálogo Leis, 629 a et sq.; II, 660 e, 667 a; IX, 858 e.

Origem

No primeiro ano da Segunda Guerra Messênia, após uma batalha em Darae na Messênia, que foi inconclusiva e após Aristômene ter provocado os lacedemônios, penetrando Esparta à noite e colocando no tempo de Athena Chalkioikos as armas capturadas dos espartanos com a inscrição Oferta de Aristômene à Deusa, tomadas dos espartanos, os espartanos receberam do Oráculo de Delfos que eles deviam arrumar um ateniense como conselheiro.

Os espartanos enviaram mensageiros a Atenas, e comunicaram o oráculo, pedindo um homem para os aconselhar. Os atenienses não queriam ajudar Esparta a conquistar boa parte do Peloponeso sem grandes perigos, mas também não queriam desobedecer o deus, então escolheram entre eles Tirteu, um professor de letras, que era considerado intelectualmente fraco e era coxo, e o enviaram a Esparta.

Tirteu, ao chegar, recitou para os nobres e para todos que ele pudesse escolher os poemas em elegias e anapestos.

Participação na Segunda Guerra Messênia

Tirteu esteve com os espartanos na batalha que ocorreu um ano depois de Darae; ele não participou da luta, mas incentivou os espartanos. A batalha foi uma derrota para os lacedemônios, que quiseram terminar a guerra, mas Tirteu, recitando seus poemas, conseguiu dissuadí-los.

Mais tarde, quando Aristômene pilhou a Lacônia e a Messênia (ocupada), provocando escassez em Esparta e quase uma revolução, foi Tirteu que fez os espartanos acertarem suas diferenças.

Aristóteles menciona o poema A Boa Ordem de Tirteu, composto quando alguns cidadãos lacedemônios foram arruinados pela guerra messênia e queriam a redistribuição da terra.

Obras relacionadas

Fragmentos de Tirteu foram traduzidos do grego para o português por Rafael Brunhara, Vittorio de Falco e Aluizio Coimbra, Daisi Malhadas e Maria Helena de Moura Neves.

Ligação externa

Biblioteca Clássica - fragmentos de Tirteu traduzidos do grego para o português Arquivado em 9 de julho de 2009, no Wayback Machine.

blog Primeiros Escritos - fragmentos de Tirteu traduzidos do grego para o português

Notas e referências

Notas

  1. ↑ Esparta não tinha muralhas, confiando na força dos seus soldados

Referências

  1. ↑ Platão (2004) [357-347 a.C.]. Leis. Col: Textos filosóficos, 55. Vol. I. trad., introd., notas Carlos Humberto Gomes. Lisboa: Edições 70. pp. 72–76
  2. ↑ Ib. [S.l.: s.n.] p. 144 (nota 124)
  3. ↑ Ib. [S.l.: s.n.] p. 159
  4. ↑ Platão (25 de junho de 2019). Leis - Vol. III. [S.l.]: Leya
  5. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.15.4
  6. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.15.5
  7. 1 2 3 4 Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.15.6
  8. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.16.2
  9. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.16.6
  10. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.18.1
  11. ↑ Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 4.18.3
  12. ↑ Aristóteles, Política, Livro V, VII
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