
O Tratado de Proibição Parcial de Testes (Partial Test Ban Treaty, PTBT), formalmente conhecido como Tratado de 1963 que proíbe testes de armas nucleares na atmosfera, no espaço sideral e debaixo d'água, proibiu todas as detonações de teste de armas nucleares, exceto aquelas realizadas no subsolo. Também é abreviado como Tratado de Proibição Limitada de Testes (Limited Test Ban Treaty, LTBT) e Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (Limited Test Ban Treaty, NTBT), embora este último também possa se referir ao Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), que sucedeu ao PTBT para ratificar as partes.
As negociações inicialmente se concentraram em uma proibição abrangente, mas que foi abandonada por causa de questões técnicas em torno da detecção de testes subterrâneos e preocupações soviéticas sobre a intrusividade dos métodos de verificação propostos. O impulso para a proibição de testes foi dado pela crescente ansiedade pública sobre a magnitude dos testes nucleares, particularmente os testes de novas armas termonucleares (bombas de hidrogênio), e as consequências nucleares. A proibição de testes também foi vista como um meio de desacelerar a proliferação nuclear e a corrida armamentista nuclear. Embora o PTBT não tenha detido a proliferação ou a corrida armamentista, sua promulgação coincidiu com um declínio substancial na concentração de partículas radioativas na atmosfera.
O PTBT foi assinado pelos governos da União Soviética, do Reino Unido e dos Estados Unidos em Moscou em 5 de agosto de 1963, antes de ser aberto para assinatura por outros países. O tratado entrou formalmente em vigor em 10 de outubro de 1963. Desde então, outros 123 estados se tornaram parte do tratado. Dez Estados assinaram, mas não ratificaram o tratado.