| Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) | |
|---|---|
| United Nations Interim Force in Lebanon | |
| Tipo | Força de manutenção da paz |
| Fundação | 19 de março de 1978 |
| Filiação | Conselho de Segurança das Nações Unidas |
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) (UNIFIL, do inglês: United Nations Interim Force in Lebanon), foi criada pelas Nações Unidas por meio da resolução 425, adotada em 19 de março de 1978, dias após a invasão israelense no sul do Líbano. No mesmo dia, o Conselho de Segurança (CS) adotava uma segunda resolução, a 426, que fixava em seis meses o período inicial da missão.
O Brasil integrou a UNIFIL com um rodízio de cinco embarcações: as fragatas Liberal, União, Constituição e Independência e a corveta Barroso. Além de também ter comandado a força de paz no Haiti, o Brasil comandou a força naval da UNIFIL entre 24 de fevereiro de 2011 e 15 de janeiro de 2021.

A UNIFIL foi constituída após um ataque israelense de envergadura contra o Líbano destinado. Israel alegava que buscava proteger o norte de seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
O objetivo da UNIFIL era ajudar o exército libanês a se mobilizar ao longo da fronteira com Israel e velar pela instauração da segurança e a paz na região. Ao ser criada, contava com 6 mil soldados, que chegaram a 7 mil, em 1982.
Três meses após a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000, a UNIFIL ocupou a fronteira, assumindo a missão que recebera da ONU há 22 anos. Em 31 de janeiro de 2006, o CS da ONU prorrogou por mais seis meses o mandato da UNIFIL.
Os capacetes azuis da UNIFIL vem atuando de forma frequente como desativadores de minas terrestres, socorristas ou "trabalhadores humanitários" de ajuda à população local. Desde sua criação, a UNIFIL já perdeu mais de 250 soldados - 80 desses em ataques.

Após a Guerra do Líbano de 2006, a Força Tarefa Marítima da UNIFIL (em inglês: Maritime Task Force, ou MTF) foi criada para auxiliar a Marinha do Líbano na prevenção do contrabando de transferências ilegais em geral e embarques de armamento, em particular. Com a sua criação, em outubro de 2006, a força era liderada pela Marinha Alemã, que também foi a principal contribuinte para a força. Os alemães lideraram a MTF até 29 de fevereiro de 2008, quando passaram o controle sobre a EUROMARFOR - uma força composta por navios de Portugal, Espanha, Itália e França (dos quais os três últimos países enviaram navios para a força no Líbano). Desde maio de 2008, a Marinha Alemã ainda continua sendo a maior contribuinte para a MTF da UNIFIL, com quatro navios. Estes navios são complementados por dois italianos, dois gregos, um francês, um espanhol, um búlgaro, um navio turco e um brasileiro, a fragata Liberal, que compõem as 13 embarcações da Força Tarefa Marítima da UNIFIL.
O Brasil assumiu o comando em 15 de fevereiro de 2011. A 4 de outubro, os Ministérios da Defesa e Relações Exteriores informaram às autoridades que o Brasil enviaria um navio da Marinha com até trezentos tripulantes, equipado com uma aeronave; o navio foi autorizado pelo Congresso Nacional. Para a história ficou registrado o dia 14 de novembro de 2011, quando o primeiro navio de guerra da Marinha do Brasil foi incorporado a uma missão de paz das Nações Unidas. No dia 25 de novembro de 2011, a fragata União com 239 oficiais e marinheiros a bordo juntou-se à força-tarefa, elevando para nove o número de embarcações que auxiliam a Marinha do Líbano no monitoramento das águas territoriais libanesas. A fragata serviu como navio-chefe do contra-almirante Luiz Henrique Caroli do Brasil, que era comandante da UNIFIL-MTF desde fevereiro.
A 10 de abril de 2012, a fragata Liberal deixou o Rio de Janeiro para ingressar na força. Ela foi substituída em janeiro de 2013 pela fragata Constituição; à época, o grupo multinacional consistia em nove navios, com três da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia. A tripulação era composta por 250 militares. O retorno ao Rio estava previsto para agosto de 2013. No dia 8 de agosto de 2015, a corveta Barroso deixou o Rio de Janeiro para substituir a União e, no final daquele mês, realizou operações de interdição marítima e deu treino à Marinha do Líbano. Em 4 de setembro, resgatou 220 migrantes sírios no Mar Mediterrâneo, conforme relatado pelo Ministério da Defesa, num comunicado divulgado em seu site. O navio brasileiro navegava em direção a Beirute, no Líbano, quando recebeu um alerta do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo Italiano (MRCC) sobre um navio que estava naufragando levando imigrantes para a Europa.
Até 2020, mais de 3 600 militares brasileiros atuaram em ações de prevenção à entrada de ilícitos, armamento e equipamentos não autorizados por via marítima, deram treinamento à marinha libanesa, e ainda contribuíram na vigilância das áreas marítimas e territoriais. A FTM fiscalizou mais de 71 200 navios e indicou cerca de 14 100 desses às autoridades libanesas para inspeção, no mar ou em terra, atuando em Área Marítima de Operações com cerca de dezessete mil quilômetros quadrados.
| Início | Fim | Nome | País |
|---|---|---|---|
| Março de 1978 | Fevereiro de 1981 | Emmanuel A. Erskine | |
| Fevereiro de 1981 | Maio de 1986 | William O'Callaghan | |
| Junho de 1986 | Junho de 1988 | Gustav Hägglund | |
| Julho de 1988 | Fevereiro de 1993 | Lars-Eric Wahlgren | |
| Fevereiro de 1993 | Fevereiro de 1995 | Trond Furuhovde | |
| Abril de 1995 | 1º de outubro de 1997 | Stanislaw Franciszek Wozniak | |
| Fevereiro de 1997 | Setembro de 1999 | Jioje Konousi Koronte | |
| 30 de setembro de 1999 | 1º de dezembro 1999 | James Sreenan | |
| 16 de novembro de 1999 | 15 de maio de 2001 | Seth Kofi Obeng | |
| 15 de maio de 2001 | 17 de agosto de 2001 | Ganesan Athmanathan | |
| 17 de agosto de 2001 | 17 de fevereiro de 2004 | Lalit Mohan Tewari | |
| 17 de fevereiro de 2004 | 2 de fevereiro de 2007 | Alain Pellegrini | |
| 2 de fevereiro de 2007 | 28 de janeiro de 2010 | Claudio Graziano | |
| 28 de janeiro de 2010 | 28 de janeiro de 2012 | Alberto Asarta Cuevas | |
| 28 de janeiro de 2012 | 24 de julho de 2014 | Paolo Serra | |
| 24 de julho de 2014 | 24 de julho de 2016 | Luciano Portolano | |
| 24 de julho de 2016 | 7 de agosto de 2018 | Michael Beary | |
| 7 de agosto de 2018 | 28 de fevereiro de 2022 | Stefano Del Col | |
| 28 de fevereiro de 2022 | ... | Aroldo Lázaro Sáenz |
| Início | Fim | Nome | País |
|---|---|---|---|
| Setembro de 2006 | 16 de outubro de 2006 | Giuseppe De Giorgi | |
| 15 de outubro de 2006 | Março de 2007 | Andreas Krause | |
| Março de 2007 | Setembro de 2007 | Karl-Wilhelm Bollow | |
| Setembro de 2007 | Fevereiro de 2008 | Christian Luther | |
| 29 de fevereiro de 2008 | 1º de setembro de 2008 | Ruggiero di Biase | |
| 1º de setembro de 2008 | 15 de novembro de 2008 | Alain Hinden | |
| 15 de novembro de 2008 | 28 de fevereiro de 2009 | Jean-Louis Kerignard | |
| 1º de março de 2009 | 30 de maio de 2009 | Jean-Thierry Pynoo | |
| 30 de maio de 2009 | 1º de setembro de 2009 | Ruggiero Di Biase | |
| 1º de setembro de 2009 | 30 de novembro de 2009 | Jürgen Mannhardt | |
| 30 de novembro de 2009 | 31 de agosto de 2010 | Paolo Sandalli | |
| 24 de fevereiro de 2011 | 24 de fevereiro de 2012 | Luiz Henrique Caroli | |
| 24 de fevereiro de 2012 | 25 Fevereiro de 2013 | Wagner Lopes de Moraes Zamith | |
| 25 Fevereiro de 2013 | 25 de fevereiro de 2014 | Joése de Andrade Bandeira Leandro | |
| 25 de fevereiro de 2014 | 26 de fevereiro de 2015 | Walter Eduardo Bombarda | |
| 26 de fevereiro de 2015 | 26 de fevereiro de 2016 | Flavio Macedo Brasil | |
| 26 de fevereiro de 2016 | 27 de fevereiro de 2017 | Claudio Henrique Mello de Almeida | |
| 27 de fevereiro de 2017 | 27 de fevereiro de 2018 | Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior | |
| 27 de fevereiro de 2018 | 28 de fevereiro de 2019 | Eduardo Machado Vazquez | |
| 28 de fevereiro de 2019 | 29 de fevereiro de 2020 | Eduardo Augusto Wieland | |
| 29 de fevereiro de 2020 | Dezembro de 2020 | Sergio Renato Berna Salgueirinho | |
| Dezembro de 2020 | Axel Schultz |