Ume Umara, nascida Nuçaiba binte Cabe ibne Anre Almazinia Alcazerajia (em árabe: أم عمارة نسيبة بنت كعب بن عمرو المازنية الخزرجية; romaniz.: Umm ʿUmāra Nusayba bint Kaʿb ibn ʿAmr al-Māziniyya al-Khazrajiyya; m. 634?), foi uma companheira de Maomé, pertencente ao clã dos najaritas da tribo dos cazerajitas. Destacou-se por sua participação em numerosas campanhas militares ao lado do profeta, especialmente nas batalhas de Uude, Hunaine e Iamama, nas quais combateu ativamente para defender a comunidade muçulmana. É lembrada como uma das mais célebres mulheres guerreiras da história islâmica e também como transmissora de hádices.
Ume Umara pertencia ao clã dos najaritas da tribo dos cazerajitas e era filha de Rababe binte Abedalá. Seus irmãos Abedalá ibne Cabe e Abederramão ibne Cabe também figuram entre os companheiros de Maomé. Antes de converter-se ao islão, casou-se com Zaíde ibne Ácime, de quem teve Abedalá ibne Zaíde ibne Ácime, Habibe ibne Zaíde e, segundo a opinião predominante, Tamime. Após a morte de Zaíde, casou-se com Gazia ibne Anre, com quem teve uma filha chamada Caula, embora algumas tradições também lhe atribuam a paternidade de Tamime. Ume Umara figurou entre os primeiros muçulmanos de Medina. Participou do Segundo Pacto de Ácaba, acompanhada de seu marido — identificado pelas fontes como Zaíde ou Gazia — e de dois de seus filhos. Foi uma das duas únicas mulheres presentes nesse juramento e, posteriormente, participou de numerosas campanhas ao lado de Maomé, incluindo as expedições contra os curaizaítas, Hudaibia, Caibar, a Unra da Compensação, a Conquista de Meca, a Batalha de Hunaine e a Batalha de Iamama. Na Batalha de Uude, quando a situação dos muçulmanos se agravou, Ume Umara permaneceu entre o pequeno grupo que protegeu diretamente Maomé, combatendo ao lado de seu marido e de seus filhos. Durante a batalha sofreu numerosos ferimentos, cuja recuperação exigiu cerca de um ano. Segundo a tradição, em reconhecimento por sua bravura, Maomé pediu a Deus que ela e sua família fossem seus vizinhos no Paraíso, afirmando que, naquele dia, para onde quer que olhasse via Ume Umara lutando para defendê-lo. Também participou do Compromisso de Riduão, sendo uma das quatro mulheres presentes. Quando surgiu o boato de que Otomão havia sido morto em Meca, Maomé reuniu seus companheiros sob uma árvore para renovar o juramento de fidelidade. Ume Umara recordava que, prevendo a possibilidade de um ataque inimigo, amarrou uma faca à cintura, apesar da escassez de armas entre os muçulmanos naquele momento.
Na Batalha de Hunaine, permaneceu combatendo quando muitos muçulmanos se dispersaram diante do ataque surpresa, contribuindo para reorganizar as fileiras e chegando a matar alguns adversários. Mais tarde, jurou vingar a morte de seu filho Habibe ibne Zaíde, que fora torturado e executado por Muçailima após levar a este uma mensagem de Maomé. Com esse propósito participou da Batalha de Iamama, onde voltou a distinguir-se pela coragem. Apesar de sofrer onze ferimentos e perder uma das mãos, continuou procurando Muçailima até saber que ele havia sido morto por Abedalá ibne Zaíde ibne Ácime e Uaxi ibne Harbe, ocasião em que agradeceu a Deus. Ume Umara acompanhava atentamente a revelação do Alcorão e a aplicação dos ensinamentos islâmicos. Segundo uma tradição, foi depois de perguntar a Maomé por que as revelações mencionavam apenas os homens que foi revelado [Alcorão 33:35], versículo que enumera paralelamente as virtudes dos homens e das mulheres crentes. As tradições situam sua morte nos primeiros anos do califado de Omar (r. 634–644). Além de sua atuação militar, destacou-se como transmissora de hádices, conservados nas quatro coleções canônicas sunitas. Entre os principais transmissores de seus relatos figuram seu neto Abade ibne Tamime, seu sobrinho Alharite ibne Abedalá, sua serva Laila e Icrima Albarberi, embora exista a possibilidade de que as tradições atribuídas a este último não constituam uma cadeia de transmissão contínua. Segundo outra tradição, o conhecido hádice segundo o qual "os anjos oram pela pessoa que jejua enquanto outros comem à sua presença" foi pronunciado por Maomé quando Ume Umara o recebeu como hóspede, abstendo-se de sentar-se à mesa por estar em jejum.