| Unity Mitford | |
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Unity em 1937 | |
| Nascimento | |
| Morte | 28 de maio de 1948 (33 anos) |
| Progenitores | Mãe: Sydney Bowles Pai: David Freeman-Mitford, 2.º Barão Redesdale |
| Ocupação | socialite |
| Religião | Anglicanismo |
Unity Valkyrie Freeman-Mitford (Londres, 8 de agosto de 1914 — Oban, 28 de maio de 1948) era uma fascista britânica e socialite, membro da família Mitford, conhecida por seu relacionamento com Adolf Hitler. Tanto no Reino Unido quanto na Alemanha, ela foi uma proeminente defensora do nazismo, fascismo e antissemitismo, e pertencia ao círculo íntimo de amigos de Hitler.
Quando o Reino Unido declarou guerra à Alemanha, ela tentou suicídio em Munique, atirando na própria cabeça, mas sobreviveu com graves danos cerebrais. Ela retornou à Inglaterra, mas nunca se recuperou, acabando por falecer devido às consequências do ferimento.
Era filha de Lord Redesdale, um aristocrata proprietário de terras, semi-arruinado e simpatizante do fascismo. Unity tinha cinco irmãs, algumas das quais se tornaram famosas, como a romancista Nancy Mitford.
Com 18 anos, Unity militava no partido fascista britânico liderado por Oswald Mosley – seu futuro cunhado, por casamento com a sua irmã Diana Mitford.
Unity tornou-se então uma apoiante fanática do nazismo e uma feroz propagandista anti-semita. A partir de 1933, viveu largos períodos na Alemanha, penetrando no círculo mais íntimo das relações de Hitler, com o qual se encontrou mais de uma centena de vezes. Essa proximidade com o ditador deu azo a especulações sobre o tipo de relações que terá mantido com ele, mas nunca se provou que Unity tenha sido seu amante e, ainda menos, que tenha tido um filho dele, como chegou a ser propalado.
Apesar da intimidade entre a aristocrata e membros do alto escalão do Nazismo, o arquiteto Albert Speer afirmou que Hitler a ridicularizava para pessoas próximas a ele, chegando a apelidá-la de Unity Mitfahrt; Mitfahrt neste caso assume o significado de "carona", ou seja, aquele que compartilha um lugar em um automóvel.
Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, perante a decisão de Hitler de não se encontrar mais com ela, Unity tentou o suicídio, dando um tiro na cabeça numa praça de Munique. A tentativa não foi fatal, mas deixou-lhe graves sequelas físicas e psíquicas para o resto da vida. Morreu em 1948, na Escócia, de uma meningite provocada pela bala alojada no cérebro.