Vaga-lume

 Nota: Para outros significados, veja Vaga-lume (desambiguação).
Como ler uma infocaixa de taxonomiaVaga-lume
Lampyris noctiluca na Alemanha
Lampyris noctiluca na Alemanha
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Infraordem: Elateriformia
Superfamília: Elateroidea
Família: Elateridae, Phengodidae e Lampyridae
Gêneros

Vaga-lume ou pirilampo são denominações comuns de insetos coleópteros das famílias Elateridae, Phengodidae ou Lampyridae, notórios por suas emissões de luz bioluminescente. As suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores. Também há espécies com hábitos terrícolas, que roem raízes e base do caule de plantas. Uma das espécies mais amplamente distribuídas e mais comuns na Europa é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados. As suas larvas são predadoras vorazes de caracóis e, por isso, consideradas amigas dos agricultores.

Luminosidade

Os órgãos bioluminescentes do pirilampo localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais. A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase, resultando em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.[carece de fontes]? Fazem-no as fêmeas para atrair parceiros e para comunicação , mas tem uma desvantagem: a sua própria luminosidade pode também atrair predadores, como a lagartixa.

Famílias

Nomes

O nome "pirilampo" tem origem no grego, peri = em volta e lampein = luz, tendo sido supostamente empregado pela primeira vez na língua portuguesa por Dona Joana Josefa de Meneses, Condessa da Ericeira. "Vaga-lume", segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, é eufemização de "caga-lume", sinónimo de formação popular. São também conhecidos os nomes "lampíride", "lampírio", "lampiro', "lumeeira", "lumeeiro", "mosca-de-fogo", "pirífora", "salta-martim". Desses sinônimos, vários são brasileiros, alguns de origem lusitana. "Lampíride" vem do grego lampyrís, através do latim lampyride. "Noctiluz" vem do latim nox, noctis (noite) e do português "luz". "Pirífora" vem da junção dos gregos pÿr, pyrós (calor, fogo) e phorós, ós, ón ("que leva, que conduz"). "Uauá" é um termo de origem tupi.

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Notas e referências

  1. ↑ Neves, Maria Helena de Moura (1 de janeiro de 2003). Guia de uso do português: confrontando regras e usos. [S.l.]: Editora UNESP. ISBN 9788571394575
  2. ↑ Piacentini, Maria Tereza de Queiroz (1 de novembro de 2012). Não Tropece na Língua: Lições e curiosidades do português brasileiro. [S.l.]: Editora Bonijuris. ISBN 9788565017039
  3. ↑ Viviani, Vadim Ravara; Rocha, Mayra Yamazaki; Hagen, Oskar (abril–junho de 2010). «Fauna de besouros bioluminescentes (Coleoptera: Elateroidea: Lampyridae; Phengodidae, Elateridae) nos municípios de Campinas, Sorocaba-Votorantim e Rio Claro-Limeira (SP, Brasil): biodiversidade e influência da urbanização». Biota Neotropica vol.10 no.2. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 22 de abril de 2019
  4. ↑ Superinteressante ed.111/dez 96
  5. ↑ Costa Lima, A. (1952). «Insetos do Brasil Tomo 8. Coleópteros» (PDF). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro
  6. ↑ Gomes Gonçalves, Marcos Paulo (dezembro de 2017). «Relationship Between Meteorological Conditions and Beetles in Mata de Cocal». Revista Brasileira de Meteorologia. 32 (4): 543–554. ISSN 0102-7786. doi:10.1590/0102-7786324003
  7. ↑ Cock, Raphaël de (2009). «Biology and behaviour of European lampyrids, in Bioluminescence in Focus - A Collection of Illuminating Essays» (em inglês). Research signpost 37/661 (2). (ResearchGate). p. 165. 200 páginas. Consultado em 18 de abril de 2019. The behaviour and ecology have been studied more or less thoroughly only in four lampyrid species, i.e. Lampyris noctiluca, Lamprohiza splendidula, Phosphaenus hemipterus and Luciola lusitanica. Probably this is also due to the fact that these are the most widely distributed and most common species in Europe.
  8. ↑ Que espécie é esta; Larva de pirilampo, por Inês Sequeira, Wilder, 13.05.2020
  9. ↑ Porque estão a desaparecer os Pirilampos, por Helena Geraldes, Wilder, 5.02.2020
  10. ↑ Neves, Marco (2024). «Quem tramou o caga-lume?». Queria? Já Não Quer?. Mitos e Disparates da Língua Portuguesa. Lisboa: Guerra e Paz. ISBN 978-989-576-143-2
  11. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 007
  12. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 196
  13. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 338
  14. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.802
  15. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 732

Bibliografia