Valpedre | |
|---|---|
| Gentílico | valpedrense |
| Localização de Valpedre em Portugal | |
| Coordenadas: 41° 08′ 14″ N, 8° 18′ 18″ O | |
| Região | Norte |
| Sub-região | Tâmega e Sousa |
| Distrito | Porto |
| Município | |
| Código | 131136 |
| Governo | |
| • Tipo | Junta de freguesia |
| • Presidente | Pedro Teixeira |
| Área | |
| • Total | 6,31 km² |
| População | |
| • Total (2021) | 1 508 hab. |
| Densidade | 239 hab./km² |
| Sítio | https://www.jf-valpedre.pt/ |
Valpedre é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Valpedre do Município de Penafiel, freguesia com 6,31 km² de área e 1508 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 239 hab./km².
A população registada nos censos foi:
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| Distribuição da População por Grupos Etários | ||||
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| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos |
| 2001 | 387 | 229 | 721 | 164 |
| 2011 | 343 | 248 | 825 | 160 |
| 2021 | 234 | 229 | 855 | 190 |
Valpedre, além do Castro do Monte Mozinho, tem a Necrópole da Cruz da Giesteira que, constituída por três mamoas, se encontra seguindo por um caminho que vai do lugar de Vala (Valpedre) até ao sítio da Cruz da Giesteira. A sua documentação chega-nos através das Memórias do Mosteiro da Pendorada (1086), das Inquirições de 1258, do Arrolamento das Paróquias de 1320, do Cadastro da População do Reino (1527) e do Censual da Mitra do Porto.
Contam-nos escritos que o nome Valpedre terá a sua origem numa história de um lavrador chamado Pedro que deu a uma antiquíssima ermida dedicada a Sant’Iago apóstolo, para a sua fábrica, um campo chamado Vale de Pedro. Esse campo estaria junto à capela que, passados anos, se transformou em Igreja Paroquial, com o nome de Val Pedre. Outros dizem que o tal campo foi dado por Pedro para passal do abade.
Qualquer que seja a verdadeira história, mais tarde o nome do local passou a designar todo o espaço ao redor da Igreja, que é hoje a Freguesia de Valpedre.
O documento mais antigo em que se regista esta doação data de 1079, anotando “vila petris”. Ainda nesse ano, uma dama de nome godo Moniz, viúva de um Sarracino, faz a seu filho Lúcido Sarrazínio e sua mulher Gelvira Moniz doação de “mea ratione de Sancti Iacobe de Villa Pedri cum adjectionibus suis”. Isto é, a sua parte do padroado da Igreja de Sant’Iago de Valpedre, pelos serviços prestados.
Até ao século XII, grande parte da Freguesia pertencia a fidalgos, entre eles os portucalenses Gascos (de Ribadouro) e também a estirpe dos fundadores de Paço de Sousa, entre os quais Ermigio Viegas e Monio Viegas (filhos de Egas Moniz de Ribadouro e de Toda Ermiges da Maia).
D. Ermígio Mendes, que aqui teve uma “quintã” (paço de honra), foi posteriormente senhor da honra de Valpedre e padroeiro da igreja, em parte (a outra parte era dos herdadores-vilões).
As Inquirições de l258 referem: ‘‘na villa fue voactur Valpedri et parrochianorum sancti Iacobi ejusdem loci”, na paróquia não entrava o mordomo da Coroa nem “se lhe faz aqui foro”, por ser de senhores que tinham “propter dominium quod habent”, isto é honra, com a existência dos dois paços senhoriais.
Partindo da Igreja Paroquial percorre-se uma Via-sacra, que termina na Capela e calvário de Valpedre, onde se destaca a Cruz de Cristo, esculpida em granito.
Já a Cruz da Giesteira é um monumento construído, segundo a tradição, para marcar as léguas. A confirmá-lo, o Cruzeiro das Lampreias, situado na freguesia de Cabeça Santa a exatos cinco quilómetros e meio do de Giesteira.