| Vantiva SA | |
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| Nome(s) anterior(es) | Compagnie française pour l'exploitation des procédés Thomson-Houston, 1893–1966 Thomson-Brandt SA, 1966–1982 Thomson SA, 1982–2010 Technicolor SA, 2010–2022 |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Euronext Paris: VANTI CAC Small |
| Atividade | Serviços criativos Tecnologia Banda larga |
| Fundação | 1893 |
| Sede | Paris, França |
| Pessoas-chave | Brian Shearer, presidente do conselho de administração Tim O'Loughlin, CEO e diretor |
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| Website | www |
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Vantiva SA, anteriormente denominada Thomson, entre 1982 e 2010, e Technicolor, entre 2010 e 2022, é uma empresa multinacional francesa que fornece produtos e serviços de tecnologia para os setores de comunicação, mídia e entretenimento. Sua sede fica em Paris. A Vantiva também mantém escritórios em Rennes, na França, Pequim, na China, Seul, na Coreia do Sul, Chennai, na Índia, Edegem, na Bélgica, Norcross, nos Estados Unidos, e Manaus, no Brasil.
A origem da empresa remonta à norte-americana Thomson-Houston Electric Company, antecessora da General Electric, cuja subsidiária francesa foi criada em Paris em 1893. A Thomson-Houston francesa especializou-se em equipamentos para produção e distribuição de eletricidade e manteve por décadas uma colaboração tecnológica e de patentes com a General Electric, encerrada em 1953. No início da década de 1960, havia se transformado em um grande conglomerado, com produtos que iam de equipamentos de telecomunicações e televisores a lâmpadas e mísseis antiaéreos, embora ainda tivesse escala inferior à da Philips e da Siemens. Em 1966, a Thomson fundiu-se com a Hotchkiss-Brandt, formando a Thomson-Houston-Hotchkiss-Brandt, que pouco depois adotou o nome Thomson-Brandt. Em 1968, os negócios eletrônicos da Thomson-Brandt e da Compagnie Générale de Télégraphie Sans Fil foram reunidos na Thomson-CSF.
A Thomson-Brandt e sua subsidiária Thomson-CSF foram nacionalizadas pelo governo de Pierre Mauroy em 1982 e agrupadas sob a Thomson SA. Em 1987, a Thomson comprou o negócio de eletrônicos de consumo da General Electric, que abrangia a marca RCA. Com outras aquisições, chegou a ser a quarta maior fabricante mundial de eletrônicos de consumo, atrás de Matsushita, Sony e Philips. Os televisores RCA estavam entre os mais vendidos nos Estados Unidos e os Thomson tinham forte presença no mercado europeu. Essa parte do grupo, já denominada Thomson Multimedia, acumulou prejuízos e passou por uma privatização. A Thomson-CSF seguiu um caminho separado e adotou o nome Thales em 2000. A Thomson Multimedia concentrou-se progressivamente em serviços para entretenimento, comprou a Technicolor e vendeu sua fabricação de televisores à TCL em 2004.
Em 2010, a Thomson Multimedia passou a chamar-se Technicolor SA, adotando o nome de sua subsidiária de tecnologia cinematográfica. Em 2022, a divisão de efeitos visuais Technicolor Creative Studios foi separada em uma empresa independente. A companhia remanescente adotou o nome Vantiva.
As atividades da Vantiva são divididas em três unidades:
A antiga quarta divisão, Supply Chain Solutions, foi vendida em abril de 2025.
A empresa recebeu o nome de Elihu Thomson, engenheiro eletricista nascido em Manchester, na Inglaterra, em 26 de março de 1853. Thomson mudou-se com a família para Filadélfia, nos Estados Unidos, aos cinco anos. Em 1879, fundou com Edwin Houston a Thomson-Houston Electric Company. A empresa fundiu-se com a Edison General Electric Company em 1892 para formar a General Electric. Em 1893, foi criada em Paris a Compagnie française pour l'exploitation des procédés Thomson-Houston, subsidiária francesa da General Electric e antecessora direta do grupo Thomson.
Em 1966, a companhia francesa fundiu-se com a Hotchkiss-Brandt e formou a Thomson-Houston-Hotchkiss-Brandt, logo rebatizada Thomson-Brandt. Em 1968, o negócio eletrônico da Thomson-Brandt foi unido à Compagnie Générale de Télégraphie Sans Fil, formando a Thomson-CSF. A Thomson-Brandt manteve cerca de 40% das ações da nova empresa.


Em 1982, a Thomson-Brandt e a Thomson-CSF foram nacionalizadas durante a presidência de François Mitterrand. A Thomson-Brandt passou a chamar-se Thomson SA e foi reunida à Thomson-CSF. O Grupo Thomson ficou dividido entre a Thomson-CSF, dedicada a equipamentos de rádio e radiodifusão e, depois, a eletrônica de defesa e aeroespacial, e a Thomson Multimedia, voltada para eletrônicos de consumo. Em 1988, dois anos depois de a General Electric comprar a RCA Corporation, a GE vendeu seu negócio de eletrônicos de consumo à Thomson em troca de parte das atividades médicas desta. A Thomson Consumer Electronics passou a comercializar produtos com as marcas GE e RCA.
Na década de 1990, o governo francês separou as atividades de eletrônicos de consumo das operações de defesa. A Thomson SA foi privatizada, enquanto a Thomson-CSF fez aquisições no setor de eletrônica profissional e adotou o nome Thales em 2000. Em 2005, a Thomson comprou a Cirpack e a Inventel.
Em 13 de fevereiro de 1997, a Thomson Consumer Electronics anunciou o fechamento da fábrica de televisores RCA em Bloomington, no estado de Indiana, e a transferência da produção para Ciudad Juárez, no México.
Em 2000, a Thomson Multimedia comprou a Technicolor da Carlton Television, pertencente à Carlton Communications, e começou a avançar sobre os mercados de gestão de transmissões, instalações técnicas e serviços, comprando também a Corinthian Television. No primeiro trimestre de 2001, adquiriu a divisão de radiodifusão da Philips. Em 2002, comprou o Grass Valley Group, Inc. A Thomson também adquiriu a Moving Picture Company da ITV e a empresa de internet Singingfish, vendida à AOL no fim de 2004. Em 2004, aumentou sua participação na Celstream Technologies, empresa de Bangalore, na Índia, especializada em engenharia de produtos. A Cirpack, fabricante de softswitches, foi incorporada ao grupo em abril de 2005. Em julho daquele ano, a Thomson acertou a compra da PRN Corporation por US$ 285 milhões. Em dezembro, recomprou da Thales parte das atividades de radiodifusão e multimídia.
Em 2004, a Thomson e a chinesa TCL reuniram seus ativos de televisores na TCL-Thomson Electronics, ou TTE. A TCL ficou com 67% da empresa e a Thomson, com 33%. A nova companhia recebeu os ativos industriais de televisores da Thomson e passou a fabricar produtos que usavam, entre outras, as marcas RCA e Thomson. Em 2005, a participação da Thomson na TTE foi trocada por ações da TCL Multimedia.
No mesmo ano, a Thomson vendeu ao grupo indiano Videocon atividades de fabricação de tubos de imagem na Polônia, China e México, além de operações relacionadas. A transação foi concluída em 30 de setembro de 2005. A Thomson recebeu € 240 milhões pelos ativos e pelas tecnologias de tubos e investiu quantia equivalente na Videocon Industries. No início de 2010, a Thomson vendeu à ON Corporation os direitos de fabricação de televisores com a marca RCA.
Em setembro de 2005, a Thomson apresentou pela primeira vez sua câmera de vídeo Infinity. No lançamento em abril de 2006, ela foi apresentada como parte de uma linha de dispositivos de aquisição, gravação e armazenamento baseada em tecnologias de informática. O projeto buscava reduzir a dependência de sistemas proprietários e foi inspirado por uma visita de um executivo da Grass Valley a uma loja Fry's Electronics, em Burbank, para comprar um dispositivo de backup de computador.
Também em 2005, o executivo de marketing Nicholas de Wolff elaborou um plano para criar centros interativos de inovação nos quais projetos de pesquisa pudessem ser apresentados a dirigentes do setor e clientes. Foram instalados centros em Burbank, nos Estados Unidos, Rennes, na França, Hannover, na Alemanha, e Pequim, na China. A empresa também passou a apresentar protótipos e provas de conceito em feiras como a NAB.
Em fevereiro de 2007, a divisão Technicolor Content Services da Thomson Multimedia anunciou um investimento no estúdio indiano de animação Paprikaas para ampliar suas atividades de serviços de entretenimento. Em dezembro, a Technicolor fez uma parceria com a DreamWorks Animation para auxiliar a Paprikaas no recrutamento, treinamento e desenvolvimento de profissionais de animação. Em janeiro de 2010, a Technicolor já controlava 100% da Paprikaas. Os escritórios da Technicolor em Délhi foram integrados à Paprikaas, e o estúdio passou a chamar-se Technicolor India em maio de 2010.
A Thomson começou a se desfazer de suas atividades de áudio, vídeo e acessórios em meados da década de 2000. O negócio norte-americano de acessórios foi vendido à Audiovox em janeiro de 2007. No fim daquele ano, a Audiovox comprou também as atividades de áudio e vídeo da Thomson fora da Europa e recebeu direitos mundiais de uso da marca RCA nesse segmento. Na Europa, a Thomson encerrou as demais atividades de áudio, vídeo e acessórios, com exceção da Skymaster, vendida à Arques Industries.
Em 29 de janeiro de 2009, a Thomson anunciou que pretendia vender os negócios PRN e Grass Valley para concentrar-se em serviços e melhorar sua situação financeira. A companhia enfrentava uma crise financeira que levou a uma ampla reestruturação para evitar a insolvência. Entre 2010 e fevereiro de 2011, já sob a marca Technicolor, vendeu a Grass Valley e seus negócios de radiodifusão à Francisco Partners, em operações realizadas em julho e dezembro de 2010. A atividade de transmissão foi vendida ao PARTER Capital Group, o negócio de head-end ao Fonds de Consolidation et de Développement des Entreprises, e a PRN foi reintegrada ao grupo.
Em 20 de junho de 2012, a Vector Capital venceu a disputa por uma participação minoritária na Technicolor, superando a JPMorgan com uma proposta apresentada no fim do processo. Com um investimento de € 167 milhões a € 191 milhões, a Vector poderia deter até 29,94% da Technicolor. Em 21 de junho, após a operação, a Technicolor nomeou Remy Sautter presidente do conselho e incluiu dois representantes da Vector Capital, Alexander Slusky e David Fishman, no colegiado.
Em 3 de julho de 2012, a divisão de serviços de radiodifusão da Technicolor foi adquirida pela Ericsson.
Em 10 de junho de 2014, a Technicolor anunciou a aquisição do estúdio canadense de efeitos visuais Mr. X Inc. No mesmo ano, fechou seu último laboratório de película cinematográfica.
Em 25 de fevereiro de 2015, a Technicolor comprou a produtora francesa independente de animação OuiDo! Productions. Em 23 de julho, a Cisco Systems anunciou a venda de seu negócio de set-top boxes e modems a cabo à Technicolor por US$ 600 milhões. A unidade tinha origem na Scientific Atlanta, comprada pela Cisco por US$ 6,9 bilhões. A transação foi concluída em 20 de novembro.
Em 15 de setembro de 2015, a Technicolor comprou o estúdio londrino The Mill por € 259 milhões, equivalentes a US$ 293,4 milhões.
Em 13 de novembro de 2015, adquiriu da Cinram Group, Inc. os ativos norte-americanos de fabricação e distribuição de discos ópticos por cerca de € 40 milhões.
Em julho de 2018, a Technicolor concluiu a venda de seu negócio de licenciamento de patentes à InterDigital por US$ 475 milhões. Em fevereiro de 2019, anunciou ter recebido da mesma empresa uma oferta vinculante por suas atividades de pesquisa e inovação.
Em dezembro de 2019, a Technicolor e seu ex-CEO Frederic Rose foram indiciados na França por fraude e abuso de confiança em um caso relacionado à falência do grupo de pós-produção Quinta Industries, de Tarak Ben Ammar, e à compra posterior da empresa pela Technicolor, em janeiro de 2012.
Em junho de 2020, a Technicolor apresentou nos Estados Unidos um pedido de proteção sob o Capítulo 15 do Código de Falências, em meio aos efeitos da pandemia de COVID-19, e passou por uma reestruturação sob a direção de Richard Moat. Em 2021, a marca de pós-produção Technicolor foi vendida à Streamland Media, de Los Angeles. A operação fazia parte da decisão de concentrar o grupo em efeitos visuais e animação para cinema, publicidade, jogos e eventos ao vivo.
Após a reestruturação, a Technicolor informou melhora dos resultados no terceiro trimestre de 2021, apesar das restrições de oferta que afetavam Connected Home e Technicolor Creative Studios.
Em maio de 2021, a Technicolor criou a Technicolor Creative Studios para reunir seus estúdios de efeitos visuais e animação. A rede era formada por The Mill, MPC Film, MPC Episodic, MPC Advertising, Mikros Animation e Mr. X. Christian Roberton, presidente da Technicolor Creative Studios, afirmou que a empresa previa contratar até 4.000 artistas de efeitos visuais.
Em janeiro de 2022, a MPC Advertising foi incorporada à The Mill, formando uma única rede de estúdios sob a marca The Mill. No mesmo mês, MPC Film, MPC Episodic e Mr. X foram reunidas sob a marca Moving Picture Company, ou MPC.
Em fevereiro de 2022, a Technicolor anunciou a separação da Technicolor Creative Studios em uma empresa independente, com ações negociadas na Euronext Paris. A Technicolor SA ficaria com 35% do capital da nova companhia. Nos resultados anuais divulgados naquele mês, o grupo informou que suas três divisões eram lucrativas e que dois terços da carteira de trabalho prevista para 2022 da Technicolor Creative Studios já estavam contratados.
A separação da Technicolor Creative Studios foi concluída em 27 de setembro de 2022. No mesmo dia, a empresa remanescente anunciou a adoção do nome Vantiva. Em novembro de 2022, a Vantiva ainda detinha 35% da Technicolor Creative Studios, que operava como empresa independente.
Em outubro de 2023, a Vantiva anunciou um acordo para adquirir a divisão Home Networks da CommScope em troca de uma participação de 25% da CommScope na Vantiva. A aquisição foi concluída em 2 de janeiro de 2024.
Em fevereiro de 2025, a Vantiva iniciou na França um processo de consulta com representantes dos trabalhadores sobre a situação econômica, social e financeira da empresa e mudanças planejadas em sua estrutura. O processo levou a um plano de eliminação de determinados cargos por motivos econômicos. Em 1 de abril de 2025, a empresa concluiu a venda da divisão Supply Chain Solutions a fundos administrados pela Variant Equity. O negócio passou a operar de forma independente com o nome Conectiv.
Connected Home é a divisão da Vantiva que produz gateways de banda larga, set-top boxes e dispositivos para Android TV. Em setembro de 2020, tinha a maior participação, fora da China, no mercado de gateways e modems de banda larga.
Smart Spaces fornece sistemas para monitoramento em tempo real das condições físicas e ambientais de instalações de autoarmazenamento, permitindo sua gestão remota por administradores e clientes.
Em setembro de 2023, a Vantiva lançou dentro de Smart Spaces uma unidade denominada Smart Storage.
HomeSight é uma plataforma de assistência conectada desenvolvida pela Vantiva para permitir que idosos vivam de forma independente e permaneçam em contato com cuidadores, familiares e profissionais de saúde. A televisão é usada como interface principal para chamadas de vídeo, compartilhamento de fotografias, lembretes de saúde e acesso a comunidades virtuais.
O sistema também pode utilizar sensores ambientais e dispositivos médicos conectados para acompanhar atividades e dados relacionados ao bem-estar, fornecendo informações aos responsáveis pelo cuidado.
A divisão de licenciamento de marcas da Technicolor administrava marcas de eletrônicos de consumo, entre elas RCA e Thomson. Em 31 de maio de 2022, a Technicolor concluiu a venda dessas operações por cerca de € 100 milhões.
Antes de sua separação da Vantiva, a Technicolor Creative Studios reunia quatro estúdios principais: