Volt Europa | |
|---|---|
| Co-Presidentes | Francesca Romana D'Antuono Mels Klabbers |
| Fundadores | Andrea Venzon Colombe Cahen-Salvador Damian Boeselager |
| Fundação | 29 de março de 2017 |
| Sede | Bélgica |
| Ideologia | Federalismo europeu Progressismo Pró-europeísmo Social liberalismo |
| Membros (2026) | 34 000 |
| Grupo no Parlamento Europeu | Verdes/Aliança Livre Europeia (Eleito) |
| Parlamento Europeu | 5 / 720 |
| Comissão Europeia | 0 / 27 |
| Conselho Europeu | 0 / 27 |
| Câmaras baixas europeias | 1 / 6 217 |
| Câmaras altas europeias | 2 / 1 459 |
| Cores | Roxo |
| Página oficial | |
| volteuropa.org | |

O Volt Europa (frequentemente abreviado para Volt) é um movimento político federalista e pró-europeu que também serve como estrutura pan-europeia para as suas secções nacionais em vários estados-membros da União Europeia. Os candidatos do Volt participaram nas eleições para o Parlamento Europeu de maio de 2019 em oito Estados-membros, tendo por base um programa pan-europeu comum.
Foi fundado em 2017 por Andrea Venzon, apoiado por Colombe Cahen-Salvador e Damian Boeselager. A organização segue uma "abordagem pan-europeia" em muitas áreas políticas, como as alterações climáticas, a migração, as desigualdades económicas, os conflitos internacionais, o terrorismo e o impacto da revolução tecnológica no mercado de trabalho Nas eleições europeias de 2019, o partido conquistou um assento no Parlamento Europeu ao obter 0,7% dos votos na Alemanha, elegendo Damian Boeselager como o primeiro eurodeputado do Volt.
O Volt Europa foi fundado a 29 de março de 2017 por Andrea Venzon, juntamente com Colombe Cahen-Salvador e Damian Boeselager, no mesmo dia em que o Reino Unido anunciou formalmente a sua intenção de abandonar a União Europeia ao abrigo do artigo 50. Segundo o trio, a fundação do Volt foi uma reação ao crescente populismo no mundo, bem como ao Brexit. Em março de 2018, a primeira secção nacional foi fundada em Hamburgo, na Alemanha. Desde então, o Volt criou equipas nacionais em todos os Estados-Membros da UE e está registado legalmente como partido em vários desses países. A secção com mais membros é o Volt Nederland, nos Países Baixos, o país de origem de Reinier van Lanschot e Laurens Dassen.
O Volt Europa foi constituído como uma associação sem fins lucrativos no Luxemburgo sob o nome de Volt Europa, abandonando o nome original de Vox Europe para evitar confundir-se com um partido espanhol de extrema-direita com o mesmo nome. Hoje, o movimento tem mais de 40.000 membros em mais de 30 países europeus. Cerca de 70% dos atuais membros nunca estiveram envolvidos em partidos políticos antes de aderirem ao Volt.
De 27 a 28 de outubro de 2018, o Volt Europa organizou a sua Assembleia Geral em Amesterdão, aprovando a Declaração de Amesterdão, que serviu de programa político comum para as eleições ao Parlamento Europeu.
De 22 a 24 de março de 2019, o Volt Europa organizou o seu primeiro Congresso Europeu em Roma, apresentando os seus candidatos às eleições para o Parlamento Europeu de 2019. A lista de oradores principais incluía Paolo Gentiloni (antigo primeiro-ministro italiano e presidente do Partido Democrático), Emma Bonino (senadora italiana e antiga Comissária Europeia para a Saúde e Segurança Alimentar), Enrico Giovannini (antigo ministro do governo italiano), Marcella Panucci (Diretora-Geral da Confederação Geral da Indústria Italiana), Sandro Gozi (presidente da União dos Federalistas Europeus) e Antonio Navarra (presidente do Centro Mediterrâneo para as Alterações Climáticas).
A 9 de junho de 2019, na sequência de uma votação pan-europeia entre os membros do partido, o Volt decidiu juntar-se ao grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia no Parlamento Europeu. De futuro, o Volt espera poder formar o seu próprio grupo político no Parlamento Europeu, o que exigirá um mínimo de 25 deputados de pelo menos sete estados-membros diferentes.
Do ponto de vista económico, o Volt Europa apoia a digitalização, o investimento na economia verde e azul, a luta contra a pobreza e desigualdades (incluindo a implementação de um salário mínimo europeu), um sistema fiscal europeu mais unificado e a criação de mais parcerias público-privadas para relançar o crescimento económico e reduzir o desemprego. Apoia também investimentos sólidos em políticas sociais, nomeadamente nos domínios da educação e da saúde.
Do ponto de vista social, o Volt defende o combate ao sexismo e ao racismo, bem como a luta pelos direitos LGBTIQ+. Institucionalmente, apoia grandes reformas para a União Europeia: defende uma abordagem conjunta aos fenómenos migratórios, a criação de um exército europeu e a emissão de Eurobonds.
Nos meios de comunicação social, o Volt é descrito como tendo por objetivo a promoção da democracia a nível da UE. Sublinha a importância de uma voz europeia unida que seja ouvida no mundo. Além disso, apoia a ideia de uma Europa federal, com um Parlamento Europeu fortalecido, na qual os cidadãos sejam eles próprios o centro da democracia europeia.
O Volt distingue-se de outros movimentos pró-europeus, como o Pulse of Europe ou os Federalistas Europeus, uma vez que pretende participar em eleições europeias, nacionais e locais através das suas secções nacionais nos vários estados-membros da UE. O seu primeiro grande objetivo foram as eleições para o Parlamento Europeu em maio de 2019, onde conseguiram eleger o seu primeiro eurodeputado pela Alemanha.
O europeísmo federal do Volt Europa tem sido comparado ao movimento La Republique en Marche de Emmanuel Macron e também a outros partidos pró-europeus recentes, como o NEOS da Áustria.
| País | Secção local | Nome nativo | Data de fundação | Estado |
|---|---|---|---|---|
| Volt Albânia | Volt Shqiperi (sh) | |||
| Volt Alemanha | Volt Deutschland (de) | 3 de março de 2018 | partido político | |
| Volt Áustria | Volt Österreich (de) | |||
| Volt Bélgica | Volt België (nl) Volt Belgique (fr) Volt Belgien (de) |
|||
| Volt Bulgária | Волт България (bg) | |||
| Volt Chéquia | Volt Česko (cs) | |||
| Volt Chipre | Βολτ Κύπρος (el) Volt Kıbrıs (tr) |
|||
| Volt Croácia | Volt Hrvatska (hr) | |||
| Volt Dinamarca | Volt Danmark (da) | |||
| Volt Eslováquia | Volt Slovensko (sk) | |||
| Volt Eslovénia | Volt Slovenija (sl) | |||
| Volt Espanha | Volt Espanã (es) | |||
| Volt Estónia | Volt Eesti (et) | |||
| Volt Finlândia | Volt Suomi (fi) | |||
| Volt França | Volt France (fr) | |||
| Volt Grécia | Βολτ Ελλάδας (el) | |||
| Volt Hungria | Volt Magyarország (hu) | |||
| Volt Irlanda | Volt Ireland (en) | |||
| Volt Itália | Volt Italia (it) | |||
| Volt Letónia | Volt Latvia (lv) | |||
| Volt Lituânia | Volt Lietuva (lt) | |||
| Volt Luxemburgo | Volt Lëtzebuerg (lb) Volt Luxembourg (fr) Volt Luxembourg (de) |
|||
| Volt Malta | Volt Malta (mt, en) | |||
| Volt Países Baixos | Volt Nederland (nl) | 23 de junho de 2018 | partido político | |
| Volt Polónia | Volt Polska (pl) | |||
| Volt Portugal | Volt Portugal (pt) | 25 de junho de 2020 | partido político | |
| Volt Reino Unido | Volt UK (en) | |||
| Volt Roménia | Volt România (ro) | |||
| Volt Suécia | Volt Sverige (sv) | |||
| Volt Suíça | Volt Schweiz (de) | |||
| Volt Ucrânia | Volt Україна (uk) | |||
| Volt Europa | 29 de março de 2017 | Organização |
| Estado-membro | Cabeça-de-lista | Resultado | Lugares | Notas |
|---|---|---|---|---|
| Damian Boeselager, Marie-Isabelle Heiß | 0,67% | 1 | – | |
| Reinier Van Lanschot | 1,9% | 0 | – | |
| Christophe Calis, Marcela Válková | 0,48 | 0 | Só participou no círculo eleitoral de Flandres. | |
| Nastimir Ananiev | 0,18% | 0 | – | |
| Rolf Tarrach Siegel | 2,1% | 0 | – | |
| Michael Holz | 0,003% | - | – | |
| Bruno Sánchez-Andrade Nuño | 0,14% | 0 | – | |
| Andrea Venzon | 0,00% | 0 | Andrea Venzon participou como candidato independente apenas no círculo eleitoral de Londres. |
O Volt tinha a intenção de participar nas eleições para o Parlamento Europeu noutros estados-membros, mas não conseguiu cumprir os requisitos locais a tempo. O Volt pretendia concorrer em:
| Estado-membro | Secção local | Cabeça-de-lista | Resultado | Lugares | Notas |
|---|---|---|---|---|---|
| Volt Alemanha | Damian Boeselager, Nela Riehl, Kai Tegethoff e Rebekka Müller | 3 / 96 |
|||
| Volt Bélgica | |||||
| Volt Bulgária | Nastimir Ananiev | Coligado | |||
| Volt Chéquia | Coligado | ||||
| Volt Chipre | |||||
| Volt Espanha | Clara Panella Gómez | ||||
| Volt Eslováquia | |||||
| Volt França | Coligado | ||||
| Volt Grécia | Coligado | ||||
| Volt Itália | Coligado com o PD | ||||
| Volt Luxemburgo | |||||
| Volt Malta | |||||
| Volt Países Baixos | Reinier Van Lanschot, Anna Strolenberg | 2 / 31 |
|||
| Volt Portugal | Duarte Costa e Rhia Lopes | ||||
| Volt Suécia | |||||
| Volt Europa | Damian Boeselager, Sophie in 't Veld | Lista pan-europeia simbólica |
O partido usa crowdfunding e doações diretas para se financiar. O partido afirma que publicará todas as doações que excedam 3.000 Euros por doação ou doador por ano no prazo de 15 dias a partir do seu registo no site do partido. Como os dois maiores doadores, o site do partido indica a Initiative for Europe, com um total de 19.191 Euros, e o empresário Christian Oldendorff, fundador e CEO da ParkU, com uma doação de 25.000 Euros (à data de 27 de maio de 2019).